Tuesday, October 04, 2005

"O LP É A ONDA SONORA MATERIALIZADA EM SUAS MÃOS"
(Autoria: Joaquim M. Cutrim).

O resumo de todos os meus blogs está no índice: http://joaquimcutrimblogs.blogspot.com
Meus blogs são obras registradas na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

No item 46 deste blog, veja o perigo dos fungos Geotrichum no CD. Site: http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=6018

Meus blogs relativos a áudio são, abreviadamente: (Basta acrescentar http://____blogspot.com): vinilnaveia2 - vinilnaveia3 - vinilnaveia4 - limpezadevinis - tocadiscosdevinil - novostocadiscos - capsulaseagulhas - volteacurtirseusvinis - arranhoesnolp - vinilnorio - vinilsp - prensagemdevinis - quadroportalp - decksderolo e frassetorolopressores. Há mais blogs lá sobre áudio, mas os mais importantes são esses. Compre toca-discos aqui no Brasil no site Vamos Falar . Com, entre no link abaixo: http://www.vamosfalar.com.br/tipodeproduto.asp?tp=170&cat=+Toca+Vinil+mp3+VHS+USB&an=Eletronicos+&inf=12&gclid=CPjhme3YkZwCFSBN5QodAx7rcw  Também compre na Catodi e na Eletrosates, ambas na Rua Santa Ifigênia em São Paulo capital. Ambas também vendem pelo seu site; coloque os dois nomes na busca na internet.
O Vinil já voltou ao Brasil. E os toca-discos. Você agora encontra vinis no site Submarino e Americanas.com, bastando colocar "LP" na busca. Em lojas, você encontra na Livraria Saraiva, principalmente as megastores, no setor de CD. A durabilidade de um LP é indeterminadamente longa. Até agora, 63 anos. Isso tem atraído a atenção dos artistas em relação à necessária perpetuação de suas obras. Enquanto isso, um CD pode tanto durar 26 anos, até agora, como 1 ano. Gravação de Vinis na Europa: Em Portugal, você pode gravar seus vinis com qualidade. Entre em contato com João Barbosa, Zona 6, Lda. www.zona6.org e www.myspace.com/zona6 - O endereço é Rua do Almada, 448, 4050-034, telefone (00351) 22 201 10 27 - Progaganda: "Yor Tracks on Vinyl". Obs: O sites mais importantes no estrangeiro são:O site da Americana Teresa e o da Christine Tham - LP vs. CD: http://vinyl.fanatics.com/analoglovers - Aprenda com elas. Os decks de rolo - Os melhores são os de duas pistas, tem sido beneficiados pela continuidade da produção: A Otari voltou a fabricar neste século, 21 Decks de Rolo, como ano passado, mas com tecnologia deste século, seu modelo de lançamento, o Otari 5050B-III. Não deixe de visitar o site Otari: http://www.otari.com/product/audio/mx 5050b/index.html - Usados: Decks de rolo em estado de "zero km" (Recondicionados) e fitas de carretel de até 14 polegadas! http://www.angelfire.com/eletronic2/vintagetx/  (No Angel Fire espere a página carregar uns 5 minutos, pois ela é cheia de fotos e imagens em movimento!). Onde comprar toca-discos: Na Rua Santa Ifigênia, há duas lojas: A Catodi - Casa dos Toca-Discos e a Eletrosates. Ambas tem site na internet, bastando colocar o "www.com.br". Entregam pelo correio. Capas plásticas externas e internas de LP você encontra na Simabi, no Rio de Janeiro, capital. O endereço é Rua Buenos Aires, 342, Centro. O site é o www.simabidescartaveis.com.br e os telefones da loja são os 3970-0977, 2222-9844 e o fax é o 2232-9864. Vinis usados na internet: Um site com fotos de LP's é o Leprechaum Discos. O site é o http://leprechaumdiscos.com.br . Em Niterói-RJ, há uma boa loja com um acervo bastante grande de LP's usados: É a Esquina 62, na Rua Coronel Gomes Machado, n° 62, centro. No meu blog http://vinilnorio.blogspot.com há vários endereços para venda de vinis usados. No Reel de Alpa veja fitas de 14 polegadas e não deixe de visitar a única Fábrica no mundo entusiasta e que faz questão de nunca parar de fabricar fitas magnéticas de todo tamanho - A RMGI - coloque na busca essa sigla ou vá direto para o site - http://www.rmgi.nl/
Assista a este vídeo sobre o VINIL, na TV Paranaense: http://portal.rpc.com.br/tv/paranaense/video.phtml?Video_ID=60219&Programa=paranatv1edicao&tipo=&categoriaNome=# E mais de 20 modelos de Decks de Rolo no meu blog: http://decksderolo.blogspot.com/. Meus outros blogs principalmente sobre Limpeza e lavagem de vinis e as minhas entrevistas dadas em revistas, jornais e sites, estão aqui: http://minhaspublicacoesjoaquim.blogspot.com - http://limpezadevinis.blogspot.com/ - http://vinilnaveia2.blogspot.com/ - http://vinilnaveia3.blogspot.com/ - http://vinilnaveia4.blogspot.com/
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"OS VINIS SÃO ETERNOS"
("Diamonds are forever").
_________________________________________________________________ INTRODUÇÃO AO TEMA CD versus VINIL A questão do Vinil versus CD tem sido palco de muitos e acalorados debates, principalmente na internet, onde existem várias publicações sobre o tema. Contudo, notam-se defeitos muito graves na abordagem de um tema que é um misto de científico e sociológico, sendo o principal deles a falta de uma pesquisa profunda e fundamentada. Numa visão inicial, já para apresentar este interessante tema, ingresso nas diferenças que marcam um e outro: Partindo do ponto de vista técnico-científico, iniciaremos com o problema do sampleamento para o digital (sintetização imperfeita), o que quer dizer o seguinte: O sinal analógico é especializado; é um espelho do som real da banda; o sinal digital é simples, é uma amostra, nem cópia pode ser chamado já que cópia deve ser fiel; trata-se de uma semelhança do sinal, não um espelho do sinal elétrico real; ou seja, o primeiro é mais complexo nas suas informações e o segundo muito menos complexo; no CD o método é eletrônico-óptico-digital; no vinil o método é eletrofísico (o vinil é uma grande palheta - seus sulcos tocam a agulha como quem toca o captador de uma guitarra); falam que o analógico "colore" o som (Pelo menos ele acrescenta, não retira, acrescenta coisas boas e possivelmente ruins, estas últimas a depender da afinação do equipamento e cuidados com a lavagem do vinil); o digital purifica o som, é certo, mas sacrifica a especialização do sinal; isso aparece com alguma percepção de seu ouvido na péssima definição dos agudos altos; falam em distorção tanto no analógico quanto no digital, uma vez que se você coloca um equalizador na cadeia do sinal a ser gravado, já estaria distorcendo - Inverdade, pois não há somente o conceito eletrônico de distorção, há o conceito musical que é mais útil aos ouvidos e se isso fosse verdade, então ao girarmos os botões de graves e agudos para mais ou menos já estaríamos distorcendo o sinal, pois não há diferença física entre um sinal original e um amplificado, os níveis matemáticos dos milivolts sobem na mesma proporção; fala-se dos grandes cuidados que requer o equipamento analógico: Como instrumento, um toca-discos requer afinação mas os benefícios são extremamente compensatórios; o vinil tem visual; o CD não tem, o CD sofre com a corrosão e ataque do fungo Geotruchum; o Vinil é imune à qualquer fungo e oxidação: Uns são mais bem fabricados e demoram mais anos a corroer a camada fina de alumínio refletiva, tanto o industrial (CD WORM - Write Once Read Many) portanto ele é perecível (Uma mídia óptica com a estrutura de um CD pode tanto durar 1 ano como 26 anos) (Os fabricantes de CD-R só conferem 2 anos de garantia atualmente, vide Sony-Phillips comprado na embalagem original); inclui-se aí os DVD's - o mesmo princípio do CD - (Testemunhei ambos os casos, houve teste em vários tocadores). Isto porque há perigo de defeito por corrupção da "reflective layer" (Camada fina refletiva de alumínio protegida pela camada de policarbonato) por fungos ou sua oxidação. O vinil não, sua durabilidade é indeterminadamente longa, dado comprovado, o LP tem mais de 63 anos tocando; não se pode nem falar que um CD tem "durabilidade indeterminada" porque a palavra indeterminada sozinha nada diz e precisa de um complemento, um adjetivo, e o adjetivo "longa" não pode ser sob pena de soar enganoso, já que já aconteceu desta mídia durar apenas 1 ano e isso não é "dirabilidade indeterminada longa". O mais honesto seria falar-se em "durabilidade imprevisível", já que absolutamente não se pode prever a existência funcional de um CD; há que dizer-se que ouvir um excelente som analógico custa caro (Um mediano nem tanto e com sorte ou acompahamento técnico, comprar usados compensam); um "set" digital é barato; um vinil já falei; um vinil (LP) você ouve até sem eletricidade (só com um cone de papel e uma agulha), o CD não, o vinil é natural, autêntico, o CD é sintético, uma semelhança do que a banda tocou e não um espelho dessa banda, falo do sinal elétrico, no CD esse sinal elétrico é uma simulação da senóide (Senóide é sinal elétrico que traz o som até o CD ou Vinil), é um sinal inautêntico, embora puro; o vinil, quando gravado em processo totalmente analógico, representa o som analógico original e especializado, que é uma cópia verdadeira do som ao vivo, um espelho do som real; o digital é uma cópia do analógico (E como já disse nem cópia pode ser - É uma semelhança já que não reproduz matematicamente exatos os níveis que formam o sinal elétrico); e ainda uma vez que, obrigatoriamente, microfones são analógicos (não existe microfone digital) e há que haver a famigerada conversão de eletricidade em posições de chaves dentro de memórias "flip-flop", traduzindo, conversão de eletricidade em dados, em informações eletro-mecânicas a serem retiradas dali no momento certo. E finalmente, VINIL É COMO GASOLINA, DEPENDE DO MOTOR, já o CD nem tanto, não depende tanto do tocador para exibir sua pureza de som e suas qualidades... discutíveis. Do ponto de vista sociológico, não faltam preconceitos e abordagens parciais, extremamente subjetivas, como se a sociedade não fosse plural e todos devessem sempre caminhar para um único lugar. Como se não fosse permitida a diversidade. E o mais impressionante: Como se o universo da questão fosse só o Brasil, como se tudo que ocorre e ocorreu no Brasil fosse obrigatoriamente válido para o resto do mundo, num flagrante e despudorado etnocentrismo... Tentarei, neste texto, em várias etapas, abordar, além da parte técnica, os pontos de vista mais comuns, assim como também os preconceitos. Nota: Como este blog é permanentemente atualizado, noticio que o Brasil já voltou a fabricar vinis pela Polysom, agora no comando de João Augusto, dono da gravadora independente Deckdisc. É interessante acompanhar o twitter da empresa para saber dos lançamentos em vinil. E para amarrar a discussão: o CD pretende uma fidelidade de aparência, por semelhança; o vinil é fidelidade de essência. No CD há um exemplo do sinal, uma semelhança na realidade, que quase nem se pode chamar de cópia, pois a cópia é "quase igual", enquanto o semelhante é apenas "parecido". No sulco do vinil, há um espelho do sinal elétrico, que por sua vez, é um espelho do som real. Vale lembrar que o mundo é analógico, a vida é analógica, assim como o ser humano também. E finalmente na vida não existe o silêncio absoluto: O silêncio absoluto só existe no CD (!), razão porque o LP se assemelha ainda mais nesse ponto à realidade do som. Uma orquestra sinfônica ou uma banda, não tocam só para você: Tocam para uma platéia, e há ruídos, que, nem por isso, prejudicam a fidelidade do som. (Índice no final) 1. Introdução aos conceitos analógico e digital Costuma-se falar em "som analógico" e "som digital". O primeiro termo é correto, uma vez que significa som análogo ao real, ao original; e é utilizado no tema para corresponder àquele som que não sofre nenhum processo ligado à computação de dados. Já o termo "som digital" é incorreto, uma vez que nossos ouvidos só podem ouvir som real - presente no ar - ou o som analógico ao real - aquele que foi "fabricado" a partir do real. Ou seja: só podemos ouvir ou o som ao vivo, real, original - uma banda, por exemplo, ou aquele que foi fabricado e posto dentro de uma mídia: discos, fitas e memórias digitais. Nosso ouvido, como é analógico (processo mecânico - bigorna, estribo e martelo e células ciliares) não pode escutar zeros e uns. Nesse passo, já poderíamos concluir o seguinte: o máximo que poderíamos fazer para não estragar o som real alterando suas características originais seria no máximo analogizá-lo, pois isso já seria a primeira cópia. A digitalização é cópia de cópia, pois a digitalização não pode ser obtida diretamente da gravação, vez que o microfone não transforma som em zero e um. Ou seja: no processo de gravação analógica nós temos o som ao ar livre sendo captado por um microfone (processo analógico), armazenado no LP ou fita magnética (produto final) e depois reconvertido em som ao ar livre novamente, através de alto-falantes. No processo de gravação digital, temos o mesmo processo acrescido da fase digital para depois retornar à fase analógica e assim poder ser ouvido, finalizando novamente o ciclo com o processo analógico. Em suma: no processo analógico temos 'som ao ar livre' - 'analogização (microfones)' - 'transformação em som ao ar livre'. No segundo processo temos 'som ao ar livre' - 'analogização (microfones)' - 'digitalização (conversor analógico digital - CAD ou ADC em ingês)' - 'transformação em som ao ar livre' (CDA ou DAC, em ingês). Como se vê, o processo digital é cópia de cópia e depende totalmente do processo analógico, já que qualquer transformação de energia mecânica (som) em energia elétrica só pode ser feita utilizando-se dispositivos de eletrônica analógica, e não digital. (Cópia de cópia porque primeiro se digitaliza no sistema e no master digital, para depois se fazer uma cópia final analogizada a partir do disco digital, sem contar que metade dos bytes está no CD ou outro disco digital, e outra metade, na leitora, no momento da analogização, pois o sinal afinal não pode ser pulsátil, tendo que ser contínuo, sendo que é a leitora e o diodo fotovoltaico é que suprem essa etapa final na conversão dos dados ópticos do CD, para a conversão desses mesmos dados em sinal analógico digitalizado a ser entregue ao Amplificador ou Receiver. No vinil isso simplesmente não existe, pois a cápsula fonocaptora "arranca" dos sulcos do vinil um sinal analógico, ou seja, um verdadeiro sinal elétrico de variação contínua (E não um monte de dados) e o entrega ao Amplificador ou Receiver já como eletricidade pura sem precisar passar por nada de conversão, para a de-emphase segundo as normas da RIAA. Nesse momento de captura e transformação em eletricidade das formas dos sulcos, estes estão gravados em "emphase" que é apenas um reposionamento das freqüências representadas mecanicamente, para a posterior de-emphase, na entrada pré-amplificada de phono ou pré-de-phono, simplesmente. Foi um método adotado por todas as gravadoras para fazerem caber no vinil o máximo de música possível. Emphase do sinal analógico e posterior de-emphase não distorcem o sinal, pois apenas acomodam de modo ideal as freqüências a serem transferidas ao amplificador, jamais transformando o puro sinal analógico em outra grandeza física, como a informatização ou simplesmente a memorização em dados, lembrando que dado não é sinal elétrico, é modo de informação. Dessa forma, a gravação em LP jamais distorce um sinal sonoro. 2. A produção de um CD e de um Áudio Vinil. Começaremos explicando a criação de uma e de outra mídia, no caso, o disco de vinil e o disco compacto de cianina ou phtalocianina, e policarbonato, materiais mais usados na fabricação do CD-WORM (Compact Disc-Write Once Read Many), além da dye, a camada metálica onde são registrados os furos e da camada refletiva (Reflective Layer) de alumínio ou ouro, este último, no caso de CD's de audiófilos de camada de ouro de 24 quilates. Entenda-se como mídia, do latim medium, como "meio": Matéria manufaturada com a finalidade de acondicionar informações para posterior conversão em música. O disco de vinil é produzido da seguinte forma: no estúdio ou ao vivo, são captados os sons por fita magnética de gravadores de rolo de altíssima fidelidade (Fita de 2 polegadas rodando a 30 ips), por fitas DAT (digital áudio teipe) ou por um CD denominado super áudio CD (SACD), DVD-A ou HD AAC. A forma de captura do som já começa a dividir as opiniões daqueles que têm o comando da operação: Parte dos engenheiros de áudio preferem as mídias analógicas como os gravadores de rolo, denominados Hi-End (termo utilizado para destacar aquilo que de altíssima fidelidade). A outra parte prefere as atuais mídias digitais (DAT, SACD, DVD-A, HD AAC; etc). Escolheremos, para exemplificar melhor a gravação do vinil a partir da captura do som ao vivo, em estúdio ou com platéia ao ar livre, a mídia em fita magnética de gravadores de rolo, por estas terem o poder de capturar toda a banda passante de áudio, ou seja, todos os sons ali existentes no momento da gravação. Gravado o áudio no rolo, ele se submete à apreciação dos engenheiros para apuração da qualidade de todo o áudio. Aprovado o áudio, esta fita doravante se denominará "master". Essa fita será colocada num equipamento de rolo conectado a um outro equipamento semelhante a um toca-discos, só que seu braço contém uma agulha de corte, também denominada estilete. Neste equipamento semelhante a um toca discos, será colocado um disco de vinil virgem pronto para ser cortado. Cortado aqui significa terem seus sulcos moldados, confeccionados. Assim, o gravador de rolo transferirá todo o áudio para o equipamento de corte (pode ser ao vivo, diretamente da banda para a cabeça de corte - http://www.pauleracoustics.com/ -DMM) , que irá então elaborar os sulcos, cortando-os no vinil virgem na velocidade selecionada, que pode ser de 16, 22 1/2, 33 1/3, 45 ou 78 rotações por minuto. É importante se observar que todo o áudio é transferido para o vinil. O que fica registrado no vinil é um espelho do sinal analógico. E aqui já fica um alerta: nenhuma mídia é capaz de replicar 100% do som original ao vivo como ele é, na realidade, ou seja, como os nossos ouvidos o ouviram ao vivo. Isso porque os sons ao vivo estão ligados a vários fatores físicos que não se repetem. Mas as mídias analógicas são as que mais se aproximam disso, por não omitirem absolutamente nada do que os microfones lhes enviaram, na gravação dos sons originais. E nestas estão enquadradas as fitas magnéticas (de áudio tape e cassettes) e os discos de vinil. Produzido este disco pelo estilete de corte, ele se denominará lacquer. Este disco de vinil será "pintado"de prata através de um processo eletrostático. A partir daí ele estará pronto para confeccionar o stamper, através de prensagem. Confeccionado o stamper, ele é um espelho perfeito do lacquer: Ele contém os mesmos sulcos, só que em alto relevo. E este stamper (estes, já que são dois os lados de um LP; o A e B) então será colocado em uma prensa, que prensará unidades virgens de vinil e assim é que são prensados os nossos tão conhecidos LP's ou simplesmente, vinis. O CD tem um processo de fabricação mais simples: escolhida a mídia, digital ou analógica, esta é transferida para um equipamento que moldará uma matriz contendo o inverso dos furinhos que todo o CD contém, essenciais para serem lidos pelo raio leiser. Há vários processos, sendo o mais preferido o Standard Stamper-Injection Molding (veja os vários processos de fabricação no site http://www.ee.washington.edu/conselec/W94/edward/edward.htm , do professor Edward A. LeMaster da Universidade de Washington). Onde há furo o laser não reflete e isso gera um dado. Onde não há furo, o leiser reflete e isso gera outro tipo de dado, gerando os conhecidos 0 e 1. Feita essa matriz, ela será colocada numa prensa que prensará os CD's e assim é feita a sua produção industrial. No CD gravável doméstico, o processo de gravação é outro: há uma camada a mais, sensível ao raio leiser mais forte dos drives de gravação e, onde ele atinge a camada, formam-se bolhas que interferem no laser da leitora e o processo é semelhante ao acima descrito. 3. A questão dos sons guardados nas mídias Os sulcos cortados pelo estilete no vinil apresentam-se como diversas formas de ondulados, uns mais profundos, outros mais rasos, ondulações mais suaves e mais extensas e por aí vai. Poderemos dizer que estes são os dados armazenados no vinil. A agulha do toca-discos em contato com estas diversas ondulações, é obrigada a produzir um movimento que é transmitido para uma pequena bobina no interior da cápsula fonocaptora, que se movimenta em relação a um ímã, (que pode ser natural ou elétrico) e isso produz energia elétrica. Ou seja, a voz do cantor e os instrumentos musicais produzem ondas numa direção e sentido, que captadas pelo microfone são transformadas em ondas elétricas com a mesma direção e sentido, que por sua vez são transmitidas ao braço do estilete de corte com a mesma direção e sentido, produzindo no vinil, ondulações também com a mesma direção e sentido, que por sua vez também geram na agulha dos toca-discos ondas elétricas com a mesma direção e sentido e que por sua vez, finalmente, passam pelo amplificador com mesma direção e sentido chegando os alto-falantes, aí, já transformada em onda mecânica, exatamente na mesma direção e sentido. Ou seja, há um mínimo de alteração possível na transmissão de dados em forma de eletricidade até a sua a reconversão em energia mecânica. É importante se observar que em nenhum momento a agulha do toca-discos deixa de ter contato com os sulcos, que são a fonte de dados, garantindo assim uma informação contínua e fiel ao original. No CD, vindo os dados de uma mídia analógica, como uma fita de rolo ou um disco digital de super áudio, os dados sonoros não são na sua integra, na sua totalidade, inseridos no CD. Porque? Por que se todos os dados tivessem que ir parar dentro do CD, do conteúdo total a ser gravado, só caberiam seis minutos de música. Isso porque o espectro sonoro gerado na ocasião de uma música repleta de vozes e instrumentos é imenso, incluindo-se aí, além dos tons e semi-tons (os harmônicos e os infinitos sub-harmônicos que podem ser gerados principalmente pelos instrumentos que possuem a escala não temperada como os violinos, violoncelos). E isso sem falar dos formantes dos instrumentos, que são características sonoras (timbres) "pessoais" de cada instrumento (pois nenhum instrumentos soa igual ao outro). Como você vê, a gama sonora é imensa e não pode conter em um CD, e no caso dos formantes, não há essa possibilidade, uma vez que já foi tentada a reprodução de formantes digitalmente e isso não foi possível a contento. Matematicamente, poderemos dar um exemplo: peguemos um codificador (encoder) para usarmos como gravador nesta experiência. Este software deverá ter extensão .wav, pois necessitamos de um gravador que não economize de maneira alguma na captura de dados. Poderíamos baixar um pequeno programinha chamado FastRec que grava com esta extensão. Grave sua voz, falando um pequeno texto, por 3 minutos exatos. Depois verifique o tamanho do arquivo: Você perceberá que o arquivo ficou com 30 MB. Veja que você gravou apenas um canal de voz, portanto, um canal mono. Imagine 16, 24 canais ou mais como são as gravações atuais. De que tamanho ficaria cada música, se cada uma tivesse apenas 3 minutos? Cada uma ficaria com 720 megas de tamanho, ou seja, um CD só comportaria uma música! E os CD's em média possuem 15 músicas. Então qual é o milagre? O milagre é a compressão (compressão é um termo que na realidade deveria ser 'rarefação'). De cada onda sonora de cada instrumento e cada voz são retirados "exemplos" (samples) e é só isso que vai para dentro do CD. É como se eu pegasse uma tela gigante com todas as suas cores e estampas, e na impossibilidade de guardá-la toda em um caminhão para transporte, resolvesse fatiá-la retirando-lhe vários pedaços para que ela pudesse caber no caminhão e, no local de destino, colasse todas as fatias, colocando no lugar das que foram retiradas algo semelhante ao estava no lugar delas, para que pudessem recompor a tela inteira. Ou seja, as partes faltantes seriam recompostas por aproximação (interpolação). Pois é: assim que funciona a gravação digital: Interpolação. Os dados capturados do "master" são retidos em parte para serem gravados no CD em forma de seqüências binárias de 0 e 1, mas somente 'exemplos', ou seja, amostragens de cada onda sonora em toda sua extensão. É como se você pinçasse em uma extensão de onda várias partes dela em um intervalo de 10 em 10 cm. A isso se chama amostragem. Quanto menores os intervalos, maior a amostragem. Evidente que eu usei a medida em centímetros para tornar mais compreensível o exemplo. O CD quando surgiu tinha seqüências binárias de 16 bits (hoje 24), 22 mil amostras por segundo (a/s), inadequadamente denominadas hertz (é imprópria essa denominação), daí os 22 Khz. Hoje, um CD de qualidade é gravado em “44.1 Khz” e os SACD em 28224 Mhz em 1 bit (highest-grade DSD format - DIRECT STREAM DIGITAL/2,8224 MHz) , mas que na prática não ultrapassa muito os 192 Khz do outro sistema. Já há o CD híbrido, composto de CD + SACD, também com a segunda camada (layer reflective) em DSD. (A Pauler Acoustics - Stcock Fish Records - o produz). Já temos toca-discos laser com chips de 24 bits tocando a essas mesmas 192 a/s ("Khz") (Mas os equipamentos para ler o SACD devem ser apropriados para a leitura desta mídia, sob pena de não oferecerem os prometidos benefícios). Mas voltando ao assunto, poderemos notar o tamanho que ficaria um LP dentro de um CD se nenhum dado fosse economizado: Partindo do exemplo dos três minutos para cada música, um bom LP, que só comporta dezoito minutos de música de cada lado, ficaria com seis músicas, porque 18 : 3 = 6. Fazendo a conta: 6 X 720 = 4.320. Isso mesmo, 4,3 gigabytes! Só de um lado. Os dois então teriam a astronômica quantia de 8.640 gigabytes, ou seja, um LP, se convertido para dados binários, teria 8,6 gibabytes de tamanho. E isso comercialmente seria inviável. E note que no nosso exemplo, com o software de gravação FastRec, a taxa de amostragem não é das maiores. Mas como se recompõem os dados que faltam, por amostragem, já que o CD não traz tudo? É o próprio conversor do toca-disco laser. Ele coloca ali o que falta para que você escutar a música, límpida, maravilhosa, sem chiado nenhum. Mas certamente, não sendo a mesma música do evento inicial. É lógico que isso é quase (eu disse quase!) imperceptível para ouvidos menos treinados. E não é a mesma música assim como não seria a mesma tela, no caso do exemplo do caminhão. E isso aparece de diversas formas, porque aí quem está encarregado de perceber isso não é mais uma máquina e sim o ouvido humano: muitos falam que falta calor na música, eu, particularmente, percebo que a duração dos graves no vinil é maior e eles são mais intensos, pois já fiz o teste (lógico, fazendo-se a comparação no mesmo lugar e com o mesmo equipamento, sendo colocado pra tocar a mesma música no LP e no CD, naturalmente, industrial, bem masterizado); outros falam que falta-lhe a textura e enfim, há várias percepções por aí a fora, para quem tem bom ouvido e bons equipamentos. 4. Direct Metal Mastering (Método DMM atualíssimo). Recentemente foi criada uma nova técnica para a prensagem de vinis, já existente para a prensagem de CD's: é o Direct Metal Mastering. Esta técnica elimina as etapas do laquer, no LP e do Master Glass, no CD (http://www.ee.washington.edu/conselec/W94/edward/edward.htm e http://www.ee.washington.edu/conselec/W94/edward/edward.htm). Ou seja, a "mother negative" é cortada diretamente no metal, no caso, o cobre, mas um cobre extremamente macio (cu-Pyrophosphat) que não estava disponível na indústria. A técnica é da TELDEC. Segundo os técnicos, há vantagem sobre a técnica anterior, mas no caso dos LP's. No caso dos CD's essa técnica não é a mais usada, pois só permite a prensagem de 15.000 CD's por cada master (a mais usada hoje é a SSIM - Standard Stamper-Injection Molding). No caso dos vinis, vejamos as vantagens no texto da http://www.elusivedisc.com/prodinfo.asp?number=SFLP01 , traduzido: "Com a masterização direta no metal, o sulco é cortado diretamente no metal de cobre. A perda, a distorção de alta freqüência e o pré-eco associados com a materização convencional da laca são eliminados e a resposta transiente é melhorada extremamente. O Processo DMM de gravação por prensagem soa mais brilhante e limpo, mais detalhado, com 15% a mais de música do que com tecnologia da laca. Os Stampers são chapeados diretamente do master de cobre de DMM, eliminando duas das três etapas de chapeamento requeridas para lacas". Texto na íntegra: With Direct Metal Mastering, the groove is cut directly in copper metal. High-frequency loss, distortion and pre-echo associated with conventional lacquer mastering are eliminated and transient response is greatly improved. DMM record pressing sound brighter, cleaner, more detailed, with 15% more playing time than with lacquer technology. Stampers are plated directly from the DMM Copper Master, eliminating two of the three plating steps required for lacquers. Dados objetivos como a redução da largura do sulco e a exatidão do corte em cobre, em função da sua densidade em relação ao acetato outrora usado para confeccionar o master negative, explicam a evolução. Segundo o site em Alemão (link abaixo), além da qualidade do corte, o que implica em ganho excepcional nos transientes, há um aumento em 15% do programa musical total gravado, já que os sulcos são mais estreitos. Óbvio é também de se registrar que as técnicas de corte de vinil a estilete quente e laquerização dos discos negativos com prata evoluíram muito, também, nos dias atuais. Conflitos à parte, trata-se de mais um processo de registro por transdução analógica, que, como tal, mantém fidelidade ao evento sonoro original e só acrescenta melhorias à já consagrada replicação e reprodução sonora através de discos de vinil. Em relação ao CD, este processo foi um dos primeiros e não interferiu muito na qualidade já alcançada pelo disco compacto laser. Mais informações sobre o processo de DMM da TELDEC para os vinis, no site http://www.pauleracoustics.de/paulerac/pa_dmm_e.html (em Alemão). As gravadoras que prensam em vinil também já estão oferecendo este método, veja em http://www.recordpressing.com/masteringtypes.html. 5. Limite do registro de freqüências na gravação analógica e na gravação digital. Afirmam que a gravação digital não tem limite inferior de freqüências e que por isso não seria verdade que o som do vinil teria mais graves. É verdade que a gravação digital pode alcançar freqüências bem próximas a 0 Hz e que a gravação analógica tem um limite de 7 Hz. Bem, mas o ponto não é esse: A questão não é de "limite de freqüências", mas sim de qualidade do registro dessas freqüências o que quer dizer - fidelidade. A gravação digital, que se baseia na amostragem da onda verdadeira do som, não preserva a originalidade dessa mesma onda na reconstrução final no conversor DAC e o que se percebe é uma queda em decibéis (graves) e uma modificação tonal, resultado direto da impossibilidade de reprodução integral da senóide original, com uma deformação dos harmônicos, sub-harmônicos e formantes do espectro sonoro original, impossíveis de registro fiel na digitalização. E a explicação desembocaria no óbvio: "amostra" não é o "integral"... Em uma linguagem metafórica, diríamos como disse John Vestman, produtor de estrelas como Elton John: "o vinil tem um sampleamento infinito..." Em síntese, numa linguagem mais coloquial: o grave do vinil é cheio, integral, com todas as texturas do som; é mais alto, ou seja, tem mais decibéis e permanece no ar por mais tempo. O grave do CD é mais magrinho, mais artificial, igual, sem variações tonais e permanecendo menos tempo no ar. E é importante ressaltar que esse teste deve ser sempre feito com volume baixo, para evitar a realimentação do som através das vibrações do ar indo em direção ao vinil (air born), no prato do toca discos, o que poderia acrescentar mais graves. O teste é feito com o ouvinte no mesmo lugar, mesmo volume em decibéis e com a mesma música em vinil e em CD prensado (industrial). Um bom exemplo, para quem tem as duas mídias, é a música "Desencontro de Primavera" de Hermes Aquino, em CD e em vinil de 6 polegadas, também chamado disco compacto ou só compacto, só que de vinil. E um detalhe: a baixa rotação desses discos compactos de vinil de 6 polegadas favorece a emissão de graves - não me perguntem porque - acho que uma rotação menor provoca uma menor inércia na agulha ao registrar a ondulação do sulco e isso ocasiona uma maior definição na transdução do som, ou seja, na captação desse som ou seus sulcos são mais largos, fartos. 6. É verdade que todo som de um LP sempre vai ter que ter um chiadinho, um estalinho, ou como os americanos chamam carinhosamente "clicks and pops"? Não é verdade mesmo. Ao voltar a comprar LP's, adquiri um LP comprado diretamente da Inglaterra, pela internet, no site http://www.juno.co.uk/ , cujo nome empresarial é junorecords. Ao colocar no toca-discos, também coloquei uma agulha nova, que guardo só para discos zero km. Surpresa: o som é puro, sem nenhum chiado, estalo ou coisa parecida. Igual ao som de um CD, em termos de pureza, ou seja, ausência de estalos (provenientes de energia estática) e chiados (provenientes de mau uso). Principalmente os médios e agudos, limpos. E veja que nem usei o Loricraf (o melhor líquido de limpeza de vinis). É importante ressaltar que o vinil chegou lacrado (chamam lá "sealed vinil"), o que me garante que ele saiu da prensa para as minhas mãos. Agora o que aconteceu em termos de Brasil é que na época em que tudo era só LP, as pessoas não tinham o nível de informação que se tem hoje sobre as tecnologias, sobre como manuseá-las adequadamente e obter delas o melhor. Naquela época, não se difundia informações sobre a validade de uma agulha ou sobre a forma de conservar melhor os LP's. Muitos LP's hoje em dia, de usuários de vinil, estão novinhos, sem um arranhão sequer, mas com os sulcos estragados por terem sido tocados com agulhas fora da validade (validade média de 500 horas), que, desgastadas, passaram a raspar o vinil dos sulcos internos do disco, danificando parcialmente os registros e permitindo distorções. Infelizmente, na época, não se "tinha o conceito ISO", ou seja, não se tinha o hábito de perseguir qualidade em tudo que se fazia. Parece que ninguém se importava mesmo com os futuros estalinhos. Proliferavam as péssimas cápsulas cerâmicas e nem se sabia o que era uma "moving coil" ou uma " moving magnet" (cápsulas de bobina móvel e magneto móvel). Era uma outra época. 7. Os vinis atuais. A descontinuidade do vinil só ocorreu no Brasil, não nos países do primeiro mundo. Vinis novos e lacrados são vendidos até hoje, em vários sites na internet e agora na LIVRARIA SARAIVA E NO SITE SUBMARINO. Pois é, o vinil acabou - mas só no Brasil! Contudo, a PolysomBrasil, no Rio de Janeiro, em Belfort Roxo, heroicamente não os parou de fabricar até pouco tempo. Mas fechou, lamentavelmente! Há bandas que fazem encomendas e vendem uma quantidade limitada para clientes determinados. E Cantores da elite da música, sabia? Tipo 2000 unidades, tiragem limitada para vender aos mais próximos. Mas há também aqueles que só temos que admirar, como o cantor Nando Reis, que disponibiliza suas obras em CD e em Vinil, aqui no Brasil. Viva o Nando, uma cabeça à frente da mentalidade artística de seu país, acompanhando os Americanos, Europeus e Japoneses que não se renderam à massificação orquestrada pelos lobbies daqueles que almejavam apenas os lucros e que hoje amargam as perdas ocasionadas pela pirataria, numa decisão que foi um verdadeiro tiro no pé - a troca da gravação analógica pela digital. É importante registrar que os cantores Martinho da Vila e Ivan Lins tem vinis prensados nos Estados Unidos podendo ser adquiridos no site http://www.lpnow.com/, com os títulos "Batugueiro" e "Amarassim" respectivamente. 8. A durabilidade de um vinil - "Os vinis são eternos". Da capa para o prato, do prato para a capa. Isso mesmo. Se cuidados assim e manipulados pelas bordas, os vinis são eternos... Não morrem jamais! A matéria "vinil" é inerte, não se transforma com o tempo e nem sofre corrosão. Perceba que o objeto disco de vinil é feito de um único material, já que o papel do rótulo não conta em termos de áudio. E mais: Engenheiros da Stanton Magnetics, em testes realizados, puseram um toca-discos automatizado para reproduzir um disco de áudio vinil 80.000 vezes e constataram, através de microscópio eletrônico de varredura (MEV), que não houve desgaste significativo dos sulcos do LP que comprometesse a qualidade dos sons. Obviamente, o teste foi feito em condições ideais, como vinil e agulha novos e ambiente sem poeira, como são os laboratórios. Mas não custa lembrar que estas é que são as condições adequadas de uso de um vinil, o que nos leva a concluir que o que leva um LP precocemente ao desgaste é o mau uso; a exposição à sujeira, à poeira, o toque dos dedos e as agulhas desgastadas que ferem os sulcos, estragando-os, comprometendo assim irremediavelmente a qualidade da reprodução. Até prova em contrário, vinis são eternos... (Parodiando a conhecida frase do Cinema - "Diamantes são para sempre!"), pois até agora há vinis (LP's) tocando desde a sua fabricação, ocorrida nos fins dos anos 40, até hoje, em excelente qualidade de reprodução. 9. O estilete quente, uma técnica tradicional até a chegada do DMM. Atualmente, na confecção de stampers ou madres negativas no processo de prensagem de vinis, está se usando um processo chamado "estilete quente", que nada mais é que o aquecimento na ponta do estilete feito por um minúsculo fio de metal envolvido em sua ponta, controladamente aquecido, produzindo assim um corte mais perfeito. O estilete quente amacia momentaneamente a superfície da laca do disco no momento da gravação (quando os sulcos são cortados) ocasião em que a laca oferece menos resistência ao processo do corte, proporcionando um corte mais liso. E a distorção que decorria do arar forçoso desse material é reduzida consideravelmente. A maioria das gravações de vinis agora são feitas desta maneira, contudo, já começa a se impor a técnica do DMM recém-mencionada, com mais qualidade ainda. 10. Transdução e conversão do sinal elétrico proveniente dos microfones na gravação em estúdio. O LP tem seus registros criados através do processo de transdução, enquanto o CD, através de digitalização. Transdutor é qualquer dispositivo capaz de transformar um tipo de energia em outra. Na transdução a variação contínua do sinal (onda) é mantida desde o momento da gravação ao vivo até o momento em que você escuta o resultado em um sistema de som. Na conversão, o sinal original analógico contínuo é convertido a uma respresentação digital de 0's e 1's (digitalização) e depois novamente convertido à tensão análoga à variação de sinal. Ou seja, a onda senoidal (variação contínua de sinal) não permanece contínua até o final do processo: a onda é picotada em todo esse processo de conversão através de um método chamado sampling, que lhe retira exemplos que comporão a onda final a ser escutada. Note que são processos diferentes quanto ao resultado final: a transdução transforma, a conversão cria. A primeira gera uma réplica do sinal, a segunda, um sinal semelhante, mas não igual. O processo de restauração da "onda digital" (onda serrilhada) para a escuta final é feito no próprio aparelho de CD, como já expliquei anteriormente, inclusive destacando que é nesse momento é que o som digital é tornado artificial, pois os exemplos "recortados" é que serão tomados como moldes para substituir os vizinhos não recortados (não transportados), naturalmente, diferentes desse, pois a onda de áudio em toda a sua atividade muda o tempo todo no momento da execução do som e nenhuma de suas partes é igual à anterior ou posterior. A conseqüência disso é a causação de danos à onda sonora, complexa por sua própria natureza, com a eliminação dos seus harmônicos, sub-harmônicos (sobre-tons) e formantes dos instrumentos, fazendo com que, neste último caso, um instrumento soe exatamente igual a outro, o que é uma aberração, pois um Stradivárius não pode soar como um violino de outra marca, assim como nem entre si soam iguais, na realidade auditiva. A gravação digital não entende muito bem a guitarra distorcida, testes feitos em 3D mostram verdadeiros "buracos" na gama de áudio. Em eletrônica digital, determinados circuitos em qualquer tipo de equipamento, principalmente os de som, terão que ser sempre analógicos, pois faz necessária a presença de eletricidade do tipo "variação contínua de sinal". O som analógico provém de uma cadeia de tensões (em milivolts) que mantém sempre contínua a variação de sinal (onda senoidal elétrica), o que é impossível de ocorrer com um sinal que se submete a uma conversão digital, onde o sinal é intermitente. Daí as perdas, inevitáveis, e a pasteurização que se percebe ao ouvir o som oriundo de conversão digital, qualquer que seja ele. 11. Os Vinis Brasileiros das décadas de 70 e 80. O Brasil nunca ofereceu vinis de boa qualidade, como os lá de fora. Raras foram as exceções, de LP's produzidos aqui, de 160 e 180 gramas de vinil puro, não reciclado. De certo que muitos engenheiros de áudio, mesmo assim, conseguiram belíssimas gravações, como por exemplo, os Lp's de Fafá de Belém e Maria Creuza, alguns de Caetano Veloso e Gil; uns raros do selo Som Livre, só para citar alguns exemplos, para fazer justiça, mas há muitos esporádicos. Claro que eu não escutei o universo todo dos vinis brasileiros e não quero ser injusto com as exceções e com bons engenheiros. Mas a regra eram gravações medíocres, por causa do material vinil de péssima qualidade, fino e às vezes vinil requentado (produto de sobras, rebarbas do aparo após a prensagem). As gravações de Raul Seixas, eu, particularmente as acho péssimas, com exceção de Krig-Ha Bandolo, um master muito feliz. Vinil PVC era material importado dos EUA, principalmente, a peso de dolar, muito caro na época. E p'ra piorar, não havia a educação técnica que existe hoje, nas principais mídias televisivas e de imprensa, inclusive as comerciais. Agulha não possuía informação de validade (500 horas em média), não se falava em ressonância de cantilever que poderia causar um médio "rachado" ao som e a "imagem" do vinil pagava caro com isso, pois a danificação dos sulcos era certa. Manipulação e manutenção incorretas eram fatos comuns, com os toca-discos e LP's. Nenhum fabricante ensinava como se lavava LP's, como a EMI decentemente uma vez ensinou em um Álbum de Ópera de Maria Callas, uma mistura de 50% de água destilada e 50% de álcool. Mas é fato de que a indústria fonográfica brasileira nunca ofereceu mesmo vinis de excelente qualidade: A maioria das gravadoras, na época, ou por limitações econômicas conjunturais, ou talvez aproveitando-se do desconhecimento da imensa massa consumidora da época, só oferecia vinis de 100 a 125 gramas, com uma qualidade apenas aceitável. A coleção dos Beatles, aqui no Brasil, era oferecida em LP's de 125 gramas! Incrivelmente tínhamos LP's até de 90 gramas. A maioria dos vinis importados, de 160, 180 e 200 gramas, quando comparados com os nossos nacionais, demonstravam qualidade infinitamente superior. Porque? Porque o vinil mais grosso aguënta uma prensagem mais forte resultando num sulco mais profundo, mais bem definido e bem acabado. Na época, o grande público desconhecia o que era qualidade em termos de prensagem, aceitando normalmente esses tipos de vinil. O povo brasileiro só veio ter uma noção de qualidade sonora (mas só em termos de pureza, apesar das restrições acima) a partir do advento do CD, pois este passou, num primeiro momento, a ser referência em termos dessa pureza de som, que por muito tempo foi confundida com fidelidade e qualidade absoluta. 12. Limite de freqüências é o que importa? Ou o que importa é a reprodução exata dos componentes de Fourier, imprescindíveis na formação fiel dos timbres das notas musicais? Percebo um grande equívoco geral ao se tentar qualificar esta ou de outra midia pelo limite de freqüências alcançado. Já falei acima, que as freqüências graves dos LP's podem chegar até 7 Hz (Ferreira, Pedro - Analógico e Digital: A Politização Tecnoestética Do Discurso dos DJ's. Doutoramento. UNICAMP), mas esse fato ainda permanece desconhecido pela maioria. Mas o que noto mesmo é a excessiva preocupação com limite de freqüências atingidas pela cápsula de um toca-discos, quando na realidade o "som" é muito mais que isso, e é aí que a coisa complica em termos de digitalização: Coisas que a propaganda do CD ocultou e hoje em dia já demonstra preocupação, quando fala insistentemente em amostragem, inclusive usando o termo incorreto "khz", quando o correto é a/s (amostras por segundo). Há um verdadeiro desespero dos cientistas da digitalização à medida que se desencobre os problemas da digitalização. E a explicação é a seguinte: O som de um tom musical é compostos de sobretons ou harmônicos. A isso a física denomina de componentes de Fourier. Ou seja, um "Lá", por exemplo, é composto de vários harmônicos ou sobretons, cada um com sua freqüência. A soma deles forma o que se chama tom fundamental, que no nosso caso é o "Lá". Teremos: SOM = C1 + C2 + C3 + C4 + C5 + C6... "em que cada termo Ci corresponde a uma determinada freqüência, múltipla da freqüência do termo C1", no dizer de Carlos Alexandre Wuensche, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (IMPE), Divisão de Astrofísica, 1998. Ou seja, um singular som, para ser mais preciso, um TOM, é como um sanduíche: é composto de várias partes. Na gravação digital, devido às características do processo de conversão já explicadas, não são transferidos para o CD os 100% do registro musical ao vivo. As "fatias do sanduíche" ou componentes de Fourier (harmônicos do tom fundamental) para ser mais preciso, são gravemente prejudicadas, chegando determinados estudiosos no assunto a dizer que não são reproduzidas no CD, o que é notado pela "frieza" do seu som e outros adjetivos já dados até hoje. Ou seja, a gravação digital "mata" os harmônicos e sub-harmônicos da nota musical (e tanto os graves como os agudos, daí nenhuma importância ter a questão das altas freqüências a que se referem certos estudiosos incautos) no processo de interpolação pós-sampling e aí, como já disse, é indiferente a discussão do limite das freqüências, porque simplesmente elas não estão lá, no topo, no meio ou abaixo da escala de freqüências. Ou seja, antes de comparar a freqüência do CD com a do LP, para discutir quem tem mais capacidade de reproduzí-las, temos que verificar a qualidade de cada nota que cada um reproduz. Esse é o ponto, que deve ser discutido em nível científico sobre a questão da qualidade do som armazenado em CD e do som armazenado em um disco de vinil ou qualquer outra mídia analógica. 13. CD: Pureza de som. LP: Fidelidade de Som e Pureza Musical. O processo analógico apenas transforma, não cria, não recria, não interfere na obra original. Apenas transforma energia mecânica em elétrica e depois em mecânica de novo para que possamos ouvir. Já o processo digital, este cria, porque para criar coisa nova é preciso destruir a antiga. Para construir uma mesa, se teve que destruir a árvore, certo? Isso é criação... Então o processo digital é assim: energia mecânica - energia elétrica - codificação da energia elétrica (ela deixa de existir na sua forma original - o sinal, a senóide, tudo desaparece para dar lugar a códigos binários) - reconversão em energia elétrica - transformação em energia mecânica. É como se eu destruísse uma estátua para tentar reconstruí-la a partir do próprio pó. O CD é pureza de som, não se discute. O LP é mais: é Fidelidade de som e pureza musical, já que o processo que o origina põe dentro dele toda a onda sonora intacta, com todas as suas qualidades e defeitos. Como na vida. 14. DISTORÇÃO: A equalização padrão RIAA desnatura o evento original no processo analógico? A EQUALIZAÇÃO RIAA É DISTORÇÃO? Claro que não! Para alguns, a inclusão de "colorações", de freqüências extras ao sinal, significam distorção! Não concordo e justifico meu ponto de vista. Alguns produtores musicais dizem que toda vez que se "mexe" no sinal, mesmo em uma gravação analógica ponta-a-ponta, como por exemplo, com o uso de um equalizador, isto seria distorção.
Ora, preliminarmente: Se não distinguirmos sinal gravado de sinal reproduzido - E não há distinção, pois o segundo é apenas a captura e amplificação do primeiro, basta que aumentemos o volume dos graves ou agudos de um amplificador para estarmos "distorcendo" segundo este conceito colocado como "conceito técnico de distorção".
Resta lembrar aos defensores destes conceitos que há um outro conceito de distorção: O conceito MUSICAL. E este, ao meu ver, é o mais importante. Primeiro, defendo que o conceito acima narrado está equivocado porque não há distorção quando não mexemos na integridade da energia da onda, quando não mexemos na sua essência. Quando não alteramos a substância original, quando não modificamos as milivoltagens das tensões elétricas que a compõem (Compõe a senóide, a onda musical, seus níveis de milivolts) ou quando não mexemos na relação entre elas - elas permanecem exatas (Aí entra a inversão RIAA que os defensores do "conceito técnico" de distorção mencionam). Acrescer não significa retirar o anterior. Equalização é mexer com quantidade de som para cada freqüência (volume) e não com a sua composição, com a relação matemática dos níveis de milivolts num plano cartesiano, por exemplo. Para mim, num conceito muito mais útil para a musicalidade, ou seja, narrando aqui um CONCEITO MUSICAL DE DISTORÇÃO, esta seria a saturação do sinal de áudio, entendendo-se como saturação algo que antes era musical, numa ABERRAÇÃO SONORA. Dentro desse conceito musical e não técnico de distorção, distorcer seria saturar o sinal de áudio tornando desagradável aos ouvidos, como uma confusão ruidosa de sons. Este conceito musical de distorção seria aquele que prejudicaria grosseiramente a estética do som, um resultado grosseiro de uma interferência humana, voluntária ou não. Mais abaixo, no final desse item, coloco um exemplo de raciocínio lógico para explicar. Por enquanto, vamos só na técnica. A curva de equalização foi um caminho achado pelos engenheiros de áudio para fazer com que coubesse mais músicas dentro de um LP, isto porque os movimentos laterais amplos da agulha de corte geravam sulcos muito largos no momento de corte do vinil fazendo que num LP coubesse poucas músicas. Aí resolveram inverter a equalização reduzindo os graves e aumentando os agudos, já que estes produziam expansões laterais menores no estilete de corte, gerando assim um sulco mais fino, e, consequentemente, mais músicas gravadas. No momento da audição do LP, toda essa curva era recuperada nos pré-amplificadores domésticos ou profissionais. E porque RIAA? RIAA vem do inglês "Recording Industry Association of América", ou Associação Americana das Indústrias de Gravação. Foi a Associação que acabou impondo (ou a dela foi escolhida democraticamente) a sua curva de equalização, posto que antes haviam várias equalizações: A da Columbia, a da RCA, a da Victor, DECCA, EMI, Capitol, Mercury e outras que relacionarei adiante. Então para padronizar, já que discos equalizados diferentemente tocando em aparelhos de som também com equalizações não correspondentes gerava prejuízo na audição e muita confusão, é que a comunidade industrial de gravadoras passou a utilizar uma curva padrão. Voltando ao assunto inicial, sobre "porque a equalizaçãonão mexe na energia da onda, é como se eu desse a você, numa primeira visita na minha casa, um suco de mamão com laranja, natural. Todo natural. E numa segunda visita, na falta do mamão, eu desse a você um suco de laranja natural misturado com "Tang" de mamão (aquele saquinho com o pozinho dentro). Pois é, é parecido mas não é a mesma coisa. Se eu coloco mais mamão ou menos mamão no 1º suco na 1ª visita que v. me fez, eu estou mexendo com quantidade: Mais mamão, menos mamão e mais laranja e assim por diante, e esse suco pode conter até mais coisas, mamão, laranja, acerola, enfim... isso é mexer com quantidades, isso é equalização (RIAA). Eu mexo nas freqüências mas não altero a sua substância, sua composição física. Agora se eu mexo na composição, aí a questão é outra: Eu alterei o original, porque essência de mamão não é mamão. Essência de acerola, não é acerola. A digitalização desnatura, corrompe a série harmônica de Fourier (componentes de Fourier). E não recria os formantes presentes nos instrumentos. (Um maestro saberia bem dizer melhor o que é formante - personalidade sonora de um instrumento, pois cada instrumento soa ímpar). É isso: a equalização RIAA pode mexer com o volume das freqüências do evento original, mas não as desnatura; não as destrói. É como se você quisesse mandar uma estátua de aleijadinho pro Japão, mas quisesse mandá-la dentro de um grande envelope: v. fotografa a estátua, tritura essa estátua, reduz tudo a pó e coloca no envelope. Lá no japão, você refaz a massa e esculpe tudo de novo. É a estátua de aleijadinho ou é a sua estátua? V. codificou a estátua, não foi? Para recompô-la, não foi? Pois é. Codificação é isso. A energia é destruída, o processo criativo desapareceu para dar lugar a outro processo criativo. Isso é digitalização, numa imagem silogistica. Não se discute a beleza, pureza de sua estátua, mas não é mais a estátua de Aleijadinho. A gravação digital agride a intangibilidade da arte, relendo-a e maculando-a na sua originalidade. Ou seja, para alguns, distorção é alteração do sinal original quando inclui-se freqüencias extras, mesmo que ruídos de fundo, estalos, "aquecimento do som" ou outros harmônicos. Refletindo o mesmo tema agora ajudado pela disciplina Raciocínio Lógico ou Lógica: No meu entendimento, distorção pode ser isso também; mas não é qualquer tipo de alteração. Não necessariamente inclusão de freqüências no sinal original significa distorção. Eu sempre defendo aqui que o sinal do vinil é inviolado, perfeito, fiel na medida do possível, pois não é "fatiado" no conversor para depois ser reconvertido... É como se, para eu transportar uma estátua de arte para o Japão, como exemplo, uma das estátuas de Aleijadinho em Ouro Preto, eu colocasse a estátua em um moedor e transformasse tudo em pó, para, levando em pequenos saquinhos, reconstruir essa mesma estátua lá no Japão, tudo para não ter que carregar uma estátua grande e pesada. Lógico, Mesmo que ela seja reconstruída por computador e robótica, não será a mesma obra de arte de Aleijadinho, jamais. Ou seja, o fato do som do vinil ter colorações não significa que ele está distorcido. Ele está apenas acrescentado de coisas que podem ser julgadas como boas ou ruins para o ouvido. É uma questão de lógica: Vejamos: LÓGICA: (Disciplina obrigatória em vários cursos superiores de humanas). VAMOS COMPARAR A FRASE ABAIXO, AO SINAL ORIGINAL DE ÁUDIO: Maria é bonita. (Frase original, sem distorções de sentido lógico). Maria é muito bonita. Maria é muito bonita e inteligente. Maria é muito bonita e inteligente e tem um marido esforçado. Repare que nas três frases, a oração Maria é bonita não se modificou. Portanto não houve distorção no seu sentido; não houve alteração no sentido sobre a beleza de Maria. Maria continua sendo bonita apesar dos acréscimos. Agora se eu digo: Maria é mais ou menos bonita. Maria é mais ou menos bonita e inteligente. Maria é mais ou menos bonita e inteligente e tem um marido esforçado. * Repare como houve uma distorção de sentido em relação à beleza de Maria, apesar dos acréscimos. É isso que eu tento dizer. Mas por muitos não sou entendido. Para muitos da eletrônica de áudio, é isso: Acrescentou, distorceu. Ao meu ver, carência de raciocínio lógico. Muitos saberes são transmitidos e retransmitidos ao longo do tempo erroneamente e às vezes sem uma reflexão de sua verdade. Isso é muito comum em matérias relativas a ciências exatas. É o que chama-se em psicologia de transmissão de modelos de comportamento, numa analogia. Logo, "fatiou", não é mais o som original". Raciocínio lógico puro. Raciocínio dialético. 15. As Diversas Curvas de Equalização, antes da Padronização. Columbia (1925 - 1937) - 200 Hz; Victor (1925 - 1937) - 200 Hz; Westrex - 200 Hz; Decca (1935 - 1949) - 250 Hz; EMI - 250 Hz; English Columbia - 250 Hz; HMV (1931) - 250 Hz; EMI (1931) - 250 Hz; London - 250 Hz; Blumlein - 250 Hz; Columbia (1938 - End) -300 Hz; BSI - 350 Hz; Capitol - 400Hz; Mercury - 400 Hz; Brunswick - 500 Hz; Decca (1925 - 1929) - 500 Hz; Edison Laterals (1929) 500 Hz; MGM - 500 Hz; Parlophone - 500 Hz Victor (1938 - 1952) - 500 Hz; “629” - 629 Hz. Acoustical Recordings - 0 Hz. Note-se que esta última não usava o processo, equalizando normalmente suas gravações. A fórmula matemática para a obtenção da curva RIAA, para os que desejam aprofundar-se no assunto, você encontra no site http://www.tanker.se/lidstrom/riaa.htm . 16. A reta infinita: Uma serpente indivisível... Em tempo: a senóide analógica, matematicamente falando, é, metaforicamente falando (digo assim porque é uma "reta que serpenteia") uma reta infinita + oo, onde "n" (valores em milivolts) tende p'ro infinito. (n = quantum de energia, com amplitude, freqüência e demais valores), pois o sinal é uma corrente elétrica e corrente não se interrompe: oscila se for alternada (AC), não oscila se for corrente contínua (DC) (obviamente não falo aqui de corrente retificada). No caso da onda sonora de áudio, é uma "reta" indivisível e de valores indetermináveis quantitativamentedentro de um intervalo de mais ou menos 20 hz a mais ou menos 60 Khz. É uma reta indivisível que serpenteia. Já a "senóide" feita a partir de amostras por segundo (a/s) erroneamente chamada de kilohertz e por mais que tenha milhares de amostras por segundo (CD, SACD e DVD-A E HD AAC [24 bits a 96 a.s - amostras por segundo]) e blocos de 24 bits, 64 ou mais, é sempre uma reta finita, ou melhor, divisível. Divisível porque está fatiada pelo processo de amostragem. E essa finitude interfere na física do som. Obs. Coloquei "senóide" em aspas para facilitar a compreensão, pois a senóide mecânica que chega aos nossos ouvidos, transportando o "time todo" ou não, é sempre fruto de processo analógico (transdução), seja vinda de processo analógico puro ou via conversão digital, pois nossos ouvidos só escutam energia, impacto molecular e não informação binária (0 e 1). É como diz o americano John Vestman, produtor musical de estrelas como Elton John, David Bowie, e outras, em seu site http://www.johnvestman.com/analog.htm: "O som analógico é um sampleamento infinito", bem na linguagem dos amantes do som digital que resistem em aceitar a superioridade solitária do som analógico. 17. CD: Quem canta é o aparelho. Obra kitsch. (Kitch em sociologia é cópia vulgar, no sentido artístico da estrutura da obra). Viva a preservação da arte. Viva as mídias analógicas. O que escutamos num CD é o que em sociologia se chama de kitsch (arremêdo da obra do artista), porque quando o sinal sai do circuito analógico onde a variação de sinal é contínua e ingressa no circuito integrado DAC (digital áudio converter), este sinal é "destruído", posto que é codificado (deixa de ser um sinal contínuo) para ser distribuído nas várias células desse integrado, composta de microcircuitos tipo "flip-flop" (comandos 0 e 1). É aí que o nosso querido sinal de áudio fica armazenado em pacotinhos para depois ser recriado... Muita, mas muita informação é perdida entre 0 e 1, já que em eletrônica digital não há o meio termo da eletrônica analógica, a codificação binária só comporta valores finitos e não infinitos, como no analógico com a sua infinitude de valores em milivolts. (Cf. pág. 3, FAQ, no site americano http://www.urpressing.com/). É a história da estátua pulverizada e reconstituída de que já falei. Adeus sinal de áudio. E é como sabiamente diz Ângelo Alberto Taglier: Quem canta é o aparelho (e não a banda). Em tempo: Quando você processa digitalmente um sinal de áudio, você reduz esse sinal de áudio a informações. E se você reduz a informações, não é mais o sinal de áudio. Quando você reconstitui esse sinal de áudio na outra ponta, não é mais o mesmo sinal de áudio, é outro. 18. Insight: O LP é a onda é congelada. O tempo pára no LP. O registro analógico no vinil é a onda sonora materializada em forma de sulco, ou seja, a energia é transformada em matéria! O que está dentro do LP é a própria onda sonora! (é claro que com perdas por ser uma cópia do som real e pelo fato do evento ao vivo ser dinâmico - nunca se repetirão a as mesmas condições de temperatura e pressão e demais fatores físicos do momento musical ao vivo). Mas é a onda que está ali dentro do LP, materializada, como se você fotografasse um fantasma! A energia foi transformada em matéria, foi congelada! Como uma foto de filme. O LP é a própria onda congelada! O tempo pára no LP. Ábaco - No processo digital a onda é traduzida, é interpretada por uma estrutura gigante semelhante a um ábaco, armazenada que fica para depois ser reescrita de acordo com a interpretação, entenderam? A interpretação seria o método de amostragem. Ou seja, a onda não entra na “casa” (DAC – conversor). Ela é barrada ali na entrada, lida de cima abaixo e copiada lá dentro. Não entra. Fica do lado de fora. Em suma: No LP a onda é congelada, materializada. Você tem a onda em suas mãos. 19. A destruição do sinal analógico no CAD (Conversor de Áudio Digital). Os FORMANTES e os COMPONENTES DE FOURIER. O Professor Fernando Iazzeta da USP confirma o aqui exposto sobre a destruição da onda analógica original. (Viste o site http://www.eca.usp.br/prof/iazzetta/tutor/audio/a_digital/a_digital.html e aprecie a didática de quem, na minha opinião, foi quem melhor já abordou os problemas de digitalização). Antes, vamos nos deter na explicação do que sejam os componentes de FOURIER e FORMANTES. Componentes de Fourier: toda nota musical ou mesmo simplesmente o som, é formada por uma senóide principal superposta por várias outras senóides, como se fossem camadas de um sanduíche. A estas senóides que se agrupam ao lado da principal, chamamos de componentes de Fourier. Elas tendem p'ro infinito, embora as mais audíveis sejam as seis primeiras (C1+C2+C3+C4+C5+C6). E qual é a importância disso para o áudio? É que a reprodução correta desses componentes ou harmônicos de Fourier são imprescindíveis para a fidelidade do áudio que você vai escutar. Os componentes ou harmônicos de Fourier são responsáveis pelo timbre que cada nota possui. E como uma música é formada por um conjunto de notas, obviamente que a reprodução inexata deles irá influir drasticamente no resultado final da música, na sua sonoridade. Isso sem falarmos na escala não temperada, onde pode haver muito sub-tons. E os Formantes? O que são? Formante é o termo que se usa para descrever a personalidade de um instrumento musical acústico, como um piano, um violino ou um violão. Formante é a assinatura musical que cada instrumento possui, é o timbre de cada instrumento. E se os componentes de Fourier são responsáveis pelo timbre de cada nota, também serão responsáveis pela percepção musical do Formante de cada instrumento musical acústico. A replicação ou reprodução deformada de cada componete de Fourier influirá então drasticamente na fidelidade do som gravado. Sobre Componentes de Fourier, consulte No site da Universidade Federal do Pará, http://www.ufpa.br/ccen/fisica/biofisica/capit3/capitulo3.html você pode conferir as informações acima dadas, além de um aprofundamento maior sobre a Física do Som. No ítem "Timbre" desse site, está o grifo "Teorema de Fourier - Por este teorema demonstra-se que qualquer tipo de onda é formado pela superposição de um grande número de ondas senoidais (componentes de Fourier). Consulte também em http://www.cefetba.br/fisica/NFL/fge2/superposicao.html . Feita esta breve introdução, abordamos agora a questão da destruição da senóide analógica no CAD. Indo ao site do Prof. Iazzetta, e lendo seu ultra-didático texto, podemos chegar às seguintes conclusões, por itens: 1. Quando ele diz no seu texto que "seu comportamento analógico (contínuo) tem que ser convertido numa série de valores discretos (descontínuos)". Se se tornou descontínuo o que era contínuo, destruiu, embora que para construir adiante (imitação). 2. Quando ele fala em "amostras (samples em inglês) instantâneas do som". Ora, a onda analógica no seu estado original está inteira - e não picadinha em amostras instantâneas. Então, ela foi destruída, eliminada na sua manifestação física original. 3. Onde ele diz "sequência de amostras da variação de voltagem do sinal original". Amostra de variação de voltagem não é a voltagem toda. 4. Aqui se mata a questão: "Cada amostra é arredondada para o número mais próximo da escala..." Ora, arredondado não é EXATO. Logo valores não exatos vão compor o "som digital". Veja a 1ª figura do texto postado: o valor da amostra analógica 2.5 foi arredondado para o valor quantizado 2, por sua vez representado por 1 e 0. (10). O Da amostra 0.6 foi quantizado como 0 (zero) e representado binariamente como 00 (zero-zero). Ora, isso é ou não é deturpar o original? Claro... Além de destruído fisicamente, ainda é deturpado. 5. Diz mais " Deve-se notar também que quando o áudio é processado, são realizadas operações matemáticas em cada uma das amostras (samples) digitalizadas. Como os números que representam essas amostras são finitos, a cada operação é introduzido um pequeno erro (de quantização). Quando o sinal passa por sucessivas tranformações ou por transformações que envolvem operações complexas, esses erros vão se acumulando e passam a ser audíveis na forma de ruído. Quanto maior a resolução de amostragem, menores (e menos audíveis) serão esses erros". Ora, se os erros existem, isso confirma mais uma forma de deturpação da onda original, pela imperfeição da captura das características da senóide original. 6. ERRO DE QUANTIZAÇÃO: " Ele diz: Quando é feita a amostragem do sinal, o valor medido é aproximado (quantizado) para o patamar mais próximo na escala de amplitude gerando pequenos desvios em relação ao valor do sinal original. Esses desvios, chamados erros de quantização modificam o sinal original introduzindo ruído nas frequências mais altas. Pode-se minimizar os erros de quantização com o aumento da resolução em bits". A quantização é um processo que gera valores finitos. Posto isso, é impossível a replicação exata da onda senoidal. Bem colocado isso, chagamos à seguinte conclusão: Os erros são minimizados, mas não eliminados. E estes erros modificam o sinal... Pois é; se modificam, modificar é destruir o anteriormente posto. Destruiu e adulterou porque colocou no lugar algo que não havia. Ora, se não é possível representar valores além de um deterrminado limite, os harmônicos de Fourier seguintes da cadeia (Componentes de Fourier = C1+C2+C3+C4+C5+C6...Cn) simplesmente são deformados no momento da digitalização. Então a gravação digital destrói na medida que omite informação sonora. Adultera a obra artística chamada "música tal", de Fulano. 7. ERRO DE CLIPPING: Uma vez que a extensão dinâmica do áudio digital é determinada pelo número de bits utilizados, não é possível representar valores acima de um determinado limite. O valor mais alto que pode ser representado geralmente é expresso como sendo 0 dB. Se a amplitude da onda ultrapassa esse valor, ocorre um corte (clipping) da crista da onda, mudando sua forma original e ocasionando uma distorção do som". Contudo, pelo fato do erro de clipping ser uma questão de quantidade e não de qualidade, esse erro não é relevante na questão da desnaturação da obra, pois erros de clipping são erros grosseiros em um processo de masterização e são evitados. Mas infelizmente causam o achatamento da dinâmica do som (Essa limitação de 0 dB achata os picos de freqüência que dão a sensação de palco). Fora isso, apenas significa que a gravação digital não aceita distorção controlável como a gravação analógica aceita, pois é fato corriqueiro e vantajoso para os engenheiros de áudio gravarem analogicamente com picos de + 3dB a +6dB e obter bons resultados, dependendo da música a ser gravada. E finalmente, 8. ERRO DE DITHERING, que é a adição de ruído aleatório ao sinal para distribuir os erros e minimizar os efeitos auditivos causados por eles (Op. Cit. Iazzetta). Dithering pode ser traduzido como "meio tom". Concluindo: acho que devemos ter consciência de que a música em conserva é tão ARTE quanto a tocada ao vivo e deve ficar expurgada dos processos eletrônico-digitais que alteram-na e a transformam num KITSCH. 20. Tutorial do Professor Fernando Iazzetta da USP - É imprescindível visitá-lo e explorar link por link deste espetacular estudo: http://www.eca.usp.br/prof/iazzetta/tutor/ . Não deixe de ler o link que fala sobre "FORMANTES"- http://www.eca.usp.br/prof/iazzetta/tutor/acustica/formantes/formantes.html 21. Armazenamento do vinil e conservação. A temperatura ideal para o armazenamento do vinil é de até 35ºC, segundo William Carvalho, da fábrica de prensagem de vinis PolysomBrasil, http://www.polysombrasil.com.br/geral.htm. Temperaturas mais baixas são boas para o armazenamento, desde que não excessivas. Os vinis devem ser guardados em lotes de 10 a 12, cada um em seu próprio escaninho. Evite o armazenamento na diagonal. Gordura dos dedos e poeira devem ser evitados. Evite a formação de umidade, guardando-os em estantes com portas (mesmo que vazadas) e baús com tampa, pois o abafamento preserva a umidade e protege bactérias e fungos, que poderiam ser eliminados com a simples força da ventilação e luz. Vinis contaminados com bactérias e fungos prejudicam não só o vinil com o nascimento de sujeira proveniente das colônias de bactérias e fungos em seus sulcos, como a sua saúde. Guarde-os em prateleiras ao ar livre, com boa ventilação e em em locais que permitam entrada de luz geração de e calor. Quartos que não pegam luz e calor devem ser evitados. Jamais use naftalina: Ela imprega seu cheiro nos vinis. Em relação aos estalinhos de energia estática mesmo naqueles discos "zero km", use pistolas anti-estáticas: No mercado há boas pistolas anti-estáticas. Em relação à limpeza, mais propriamente à lavagem dos vinis, eu prefiro lavá-los manualmente como explico no meu blog Limpeza de Vinis - http://limpezadevinis.blogspot.com/ (Não deixe de visitar, ler, aplicar e se surpreender com os resultados!). Embora saiba da existência de máquinas de lavar discos e excelentes líquidos anti-estáticos e lembrando que todo esse material é importado, eu prefiro o meu método! LÍQUIDOS de limpeza de vinis, na minha opinião, NÃO LIMPAM NADA! ESPALHAM SUJEIRA, ISSO SIM. É o mesmo que tomar banho de perfume ao invés de ir p'ro chuveiro. Evite guardar o vinil fora de sua capa plástica, pois as fibras de papelão da capa podem se depositar nos sulcos e também os eventuais microorganismos que vivem no papelão interno, que sabemos, nos vinis antigos, é cru. (Isso para vinis fabricados com capas de baixa qualidade - As capas fabricadas atualmente são de papel cartão de alta qualidade e esse risco já está descartado). Nesses vinis antigos, o ideal seria plastificá-los: Abra a capa com cuidado e use papel contact transparente ou cristal. Plastificar a capa (Quando ela não é plastificada, óbvio) é uma excelente idéia, pois descarta de vez a formação de eventuais fungos ou simplesmente mau cheiro por ácaros e facilita a limpeza da poeira com um simples pano úmido! A Luz solar direta deve ser evitada e em excesso, deteriora o vinil, como qualquer plástico (Raios UVA e UVB). Sempre na sombra. Calor acima de 35° também contribui para endurecer e estragar qualquer plástico, não só o PVC do Vinil LP. Evite. Nunca deixe vinis em carro fechado, pois mesmo que o tempo esteja frio e fechado, o sol pode surgir de repente e transformar o carro numa estufa empenando seus vinis. Evite secar vinis com secador elétrico após a lavagem, pois o vinil é sensível demais à temperatura, especialmente quando essa temperatura é aplicada de maneira não uniforme em toda a sua superfície e não há controle correto da exposição. Na internet há projetos gratuitos de construção de limpadores a vácuo (vacuum cleaner). Vinis muito empenados podem ser desempenados com 2 placas de mármore ou granito, mas tem que ser polidas! Ponha uma embaixo, o vinil no meio e a outra em cima. Elas tem que ficar assim dispostas por um tempo elevado, de mais ou menos uns 3 meses (Você pode retirar depois de 1 mês para verificar o resultado, mas eu deixaria por um mínimo de 2 meses). São experiências de audiófilos de vinil. (Eu nunca tive um empenado por sol ou calor de qualquer fonte que seja). 22. "Deus optou pelo analógico": Nosso corpo humano é analógico. O mundo é analógico. Os seres são analógicos. O ser humano é analógico. Todo o sistema vital funciona por transmissões analógicas. Nosso cérebro e nosso ouvido comunicam-se analogicamente. Não existe música de informação. Ou seja, não existe música feita de bytes! Música é vibração: o mesmo processo analógico que existe no meu e no seu ouvido é o que dá nascimento a um vinil: a transdução. Deus, quando nos criou, optou pelo analógico. Todos os nossos sentidos utilizam processos analógicos! Deus sabia o que estava fazendo. 23.Nosso ouvido é analógico. O som, a partir do ar, é potencializado por uma concha que é a nossa orelha. Mais concentrado fica ao entrar no canal auditivo. Ao chegar ao tímpano, começa o processo de transdução: o tímpano transmite as vibrações para o martelo, bigorna e estribo, que por sua vez transmitirão as vibrações ao ouvido interno, onde um líquido transmitirá essas vibrações a células ciliares que finalmente converterão os sinais mecânicos em eletricidade, que, por sua vez, serão transferidos ao cérebro, que analogizará as informações nos dando a sensação de "música". 24. Diferença sintética entre analógico e digital A grande diferença entre o som analógico e o som "digital" é que o primeiro é proveniente de um sinal analógico real e o segundo é proveniente de um sinal analógico processado, o que faz com que a gravação digital não tenha a fidelidade que a gravação analógica tem, em função da destruição da onda elétrica senoidal, parte do próprio processo de amostragem (sampleamento, que é a colheita de uma amostragem a uma determinada taxa prá-fixada - sample rate). E isso culmina em causas para essa inferioridade sonora: A impossibilidade de se levar a onda inteira para dentro do CD (a senóide analógica é um "sampling infinito") os erros de quantização e os erros de leitura, denominados erros de dithering. Dithering é a adição de ruído aleatório ao sinal para distribuir os erros e minimizar os efeitos auditivos causados por eles (Op. Cit. Iazzetta). Imperfeições no conversor D/A (digital - analógico) e no quantizador também podem introduzir sons espúrios, especialmente este último. Segundo tese de pós-graduação em engenharia elétrica de autoria de Christian Gonçalves Herrera (UFMG), a natureza não linear dos conversores na etapa digital-analógica, a realimentação e o fato do ruído proveniente da quantização não ser branco, introduzem sons espúrios na onda analógica reconstruída. Ele diz: "...um aspecto que merece atenção refere-se à natureza não linear do conversor, à realimentação, e ao fato de o ruído de quantização não ser branco como assumido. Tudo isso leva ao aparecimento de componentes periódicas (limit cycle oscillations) na saída do conversor. Estas componentes podem se situar dentro da banda do sinal de entrada, principalmente em conversores de primeira ordem, o que é extremamente indesejável em aplicações de áudio e voz". Resumindo: o problema do processamento digital de um sinal de áudio (digitalização de áudio analógico) ocorre por causa do sampleamento e do erro de quantização, que irão afetar drasticamente a integridade do espectro sonoro, resultando na metalização do som e deficiência de graves até aqueles que são agregados às freqüências médias. E lembrando sempre que o registro nos sulcos de um LP é um espelho perfeito do sinal analógico gerado pelo som real ao vivo. 25. A impossibilidade da gravação alta (Acima de +6dB-VU) no processo digital, na hora da gravação. Gravação alta não confunde-se com uma reprodução alta, onde outros meios são efetivados para isso. A gravação digital não é possível com VU's acima de zero decibel, indo até +6dB-VU como facilmente ocorre na gravação analógica - Confira no site do engenheiro americano John Vestman, "Secrets of Mixing". A gravação digital não pode ultrapassar o zero dB (VU) no nível de gravação. Se isso acontecer, haverá imediata distorção em função do erro de clipping, com características inaceitáveis. Óbvio, se o engenheiro não corrigir isso a tempo. É gíria entre os profissionais de estúdio dizer que determinada música está "clipada", como sinônimo de distorcida. Ao contrário, a gravação analógica pode ser alta, com os sinais ultrapassando a casa dos 0 dB. É muito comum nas gravações analógicas, o alcance do pico (peak level) superar a casa dos + 3dB. Enquanto o CD só alcança 20KHz a 0dB na sua banda passante, o LP alcança 45KHz, a -3dB. Sem dúvida, os agudos serão melhor reproduzidos no LP onde há mais espaço para o registro dos sons. 26. ARTE VOLÁTIL. A música no seu estado original é uma arte "volátil", ou seja, desaparece após a sua exibição. Daí a necessidade de ser conservada da forma mais aproximada do original para ser apreciada repetidas vezes. 27. A gravação digital é uma releitura da arte e não uma leitura, como deveria ser. O propósito de VINILNAVEIA é a luta pela preservação da arte e consciência da música como tão arte intangível quanto a escultura, a pintura, o desenho, a poesia, a rima, o romance... etc. Sabemos que a música, letra + som só se transforma em arte no momento em que se manifesta fisicamente no ar. Como é necessário "cristalizar" este evento, materializá-lo para posteriormente repetí-lo, surgiu o que se conhece como "gravação". Assim, a energia é armazenada em processos físico-eletrônicos. A primeira materialização da energia sonora se chama transdução, que é a transformação de energia sonora em energia elétrica. No processo analógico, ela só é convertida uma vez (em eletricidade) e depois reconvertida em som. No processo digital, não: há duas conversões até a reconversão em som. E aí é que está o problema: Na medida em que a energia é destruída para transformar-se em mera informação, o processo criativo do artista desapareceu para dar lugar a outro processo criativo, ainda que imbuído de uma retauração do original. A arte é intangível, após a sua criação. Mesmo que o artista a alterasse, já seria outra arte, e não a anterior! É por isso que afirmo que a gravação digital é uma releitura da arte, e não uma leitura como deveria ser. Porquê? Porque o processo digital parte de um sinal analógico, enquanto o sinal analógico parte da onda sonora real! O sinal analógico é a primeira interpretação do real. Já a "onda digital, é resultado de uma amostragem da onda analógica, do sinal analógico. Ou seja, é uma releitura do real, uma releitura da arte-música, som. E mais: uma releitura violadora da arte, e não uma leitura da arte preservada, intacta. É óbvio, que o ideal seria que o som pudesse ser "congelado" em toda sua duração, em um recipiente "fisicamente ideal", impossível até de se imaginar com o que conhecemos sobre ciência hoje em dia. Então o sitema de registrar analogicamente é o que mais se aproxima disso! Conclusão: A arte deve ser respeitada, assim como o seu destinatário, o homem, que tem o direito de acessá-la in natura, sem interferências. De outro modo, não será a arte do artista, mas a do produtor do estúdio. E como é impossível que a música, inclusive as canções, musicadas ou não, sejam geradas diretamente no modo digital, a codificação do analógico (leia-se: digitalização), sempre será uma conspurcação, uma deterioração da arte musical. O propósito de vinilnaveia não é confrontar opções tecnológicas, mas, além de outras coisas, de lutar pela preservação da arte musical, chamando a atenção das pessoas que a música é tão arte quanto uma escultura, uma pintura ou outra manifestação artistica a ser intangida e respeitada. 28. Os aspectos técnicos devem ser incluídos sim, na disciplina Educação Artística. O mundo precisa ser educado artisticamente em relação à música erudita e não erudita. A apreciação legítima da arte, não só a musical, passa por uma educação artística do seu apreciador. Mas o que se percebe é uma exclusão da arte-música dos estudos da educação artística, que determina critérios científicos para o estabelecimento da relação homem-arte. O reconhecimento do valor da originalidade artística como ponto de partida para uma verdadeira apreensão da arte passa longe da relação homem-música. É necessário que as escolas de educação artística, em nível médio ou superior incluam a 'intangibilidade do produto arte' no processo de conservação musical como requisito a ser estudado e aprofundado, com vistas à preservação de uma legítima relação objetal da arte com o seu destinatário, o homem. 24. Onde adquirir um toca-discos: Na internet, ponha "Toca-discos na busca. Em Niterói, na Rua Coronel Gomes Machado há uma loja vendendo um toca-discos Gemini, direct-drive, de excelente qualidade. Fora do Rio, o melhor lugar do Brasil para se adquirir um toca-discos de qualidade é na BEATSHOP, em São Paulo. O enderêço físico da loja é Rua Doutor Bacelar, 240 - Conjunto 04 - Vila Mariana - São Paulo. Outro lugar é a Brasil Áudio, também em São Paulo, cujo enderêço eletrônico é http://www.brasilaudio.com.br/store/ . Outra opção ainda em São Paulo é a loja Eletrosates, na Rua Santa Ifigênia, cujo site é http://www.eletrosates.com.br/ . Em todas estas lojas, você encontra marcas de alta qualidade como TECHNICS, NUMARK, STANTON, GEMINNI, AMERICAN DJ e outras de alta-fidelidade. O Toca-discos pode ser encomendado pela internet ou por telefone e chega na sua casa em embalagem segura e transporte especializado. Vale a pena, inclusive pela pequena, mas significativa, redução de preço que a loja lhe dá quando é escolhida a opção de compra pela internet. Lá também você encontra acessórios para eles. Outra boa opção é comprá-los diretamente dos Estados Unidos, pela internet, no site http://www.needledoctor.com . A NEEDLEDOCTOR é a maior loja que conheço de vendas pela internet de toca-discos domésticos, profissionais, estado da arte, nostalgia (TEAC), cápsulas, agulhas, pistolas estáticas e um mundo de equipamentos para disc-jóqueis e audiófilos exigentes do mundo inteiro, com uma página muito fácil de navegar e de comprar. Mas nesse caso, é imprescindível calcular antes o valor do imposto a ser pago quando da entrada do equipamento no Brasil, na alfândega, que no exterior é conhecido como 'sales tax', para que seja conhecido o valor final do investimento. Outra boa loja virtual é a http://www.ttvj.com/index.php?main_page=index&cPath=8&zenid=603f9a126d6bf8b8c619f073331c1b28 30. FÁBRICAS DE TOCA DISCOS NO MUNDO Visite os sites abaixo. E não deixe de apreciar o gravador de vinis da Vestax e o famoso "Toca-Discos Instrumento", onde o DJ pode alterar a música, como numa releitura. Clique em produtos > Turntables.
http://www.numark.com/ http://www.stantonmagnetics.com/v2/index.asp http://www.panasonic.com/consumer_electronics/technics_dj/flash.asp http://www.vestax.com/ http://www.geminidj.com/home.html http://www.rega.co.uk/ http://www.roksan.co.uk/ (Record Players - Toca-discos que gravam em vinil virgem) http://www.adjaudio.com/category.asp?category=Turntables 31. O toca-discos é um instrumento? Os rim-drive, belt-drive e direct drive. Sim, nas mãos dos DJ's eles são sim, pois junto com a reprodução sonora estes artistas agregam sons à música tocada, retirados do próprio toca discos, funcionando assim como um instrumento ao vivo acrescentado som novo ao som em conserva, que é o vinil. Também fazem releitura da música, com seus "loops", pausas e outras técnicas mais. A própria VESTAX enxergou isso e criou o toca-discos instrumento, denominado "Controller One", que cria notas musicais independentes do som do vinil, podendo estas serem controladas até através de um pedal que faz parte do conjunto; veja em http://vestax.com/v/products/players/controller_one.html mais detalhes desse produto inédito e vanguardista. Mas quando me refiro ao toca-discos perguntando se ele é um instrumento, quis aguçar a curiosidade para o seguinte ponto de vista físico: o que é um toca discos senão um captador (cápsula e agulha) e um excitador, como o vinil, que se comporta como uma verdadeira palheta de um violão? Ou um arco de violino? Exatamente, os sulcos, na sua movimentação relativa em relação à agulha, fazem-na vibrar, tal qual uma palheta vibra uma corda... Essa corda vibrando, faz ressoar uma caixa de madeira, como no caso do violão. Como o toca-discos não é uma caixa com propriedades acústicas, ele transmite a vibração, tal qual uma guitarra elétrica faz, direto para um sistema de amplificação. Ou seja, resumindo: o vinil se comporta como uma palheta e o conjunto agulha e cápsula, como uma corda! O sistema é o mesmo da guitarra, com a diferença que o vinil possui os movimentos de forma congelada; os sulcos, ali, parados no tempo e no espaço, sempre dispostos a movimentar a agulha de maneira igual; enquanto que a palheta é movimentada por um ser humano, que em cada oportunidade, pratica movimentos diferentes tocando a mesma música, já que a emoção humana faz variar sempre a intensidade da força com que mão e braço imprimem na corda. Ou seja: Do ponto de vista físico, o toca-discos é um instrumento, principalmente na época do gramofone, onde a agulha excitava, não um amplificador, mas um sistema acústico de projeção do som, na realidade, uma verdadeira caixa de som. E para conhecê-los melhor: Toca discos rim-drive são os toca discos cujo prato é movido por uma polia de borracha. Não são bons do ponto de vista da fidelidade: tem muito rumble (barulho). Mas tem muito torque e foram a solução encontrada, principalmente nos anos 50 para tocar vários discos sucessivamente, que iam caindo no prato, um em cima do outro (loucura!), um peso enorme que só um prato impulsionado a polia conseguiria fazer. Já os belt-drive são medianos em termos de qualidade (a não ser quando são da categoria audiófilo, como por exemplo, os da Clear Audio Soluction, etc. veja em http://www.needledoctor.com/), se produzidos pela indústria de massa; isto porque o atrito com a polia de metal do motor causa zoada (rumble) ou barulho, produzindo desagradável ruído de fundo; embora haja muitos toca-discos, de marcas famosas como a Numark e a Gemini, por exemplo, onde esse ruído está em níveis aceitáveis, quase imperceptíveis. E finalmente os melhores, os direct drive, onde o eixo do motor está acoplado diretamente no eixo do prato e em razão disso, não existe ruído de fundo produzido pelo motor, visto que foi eliminado o sistema de tração por peças. Uma das maiores vantagens do direct drive também é não precisar trocar a correia e a polia de borracha, que nos outros, se desgastavam com o tempo, além do desgaste da polia de metal (cabeça do eixo do motor) no caso dos rim-drive (tração por polia). Os direc drive da atualidade tem um torque impressionante, coisa em torno de 4,5 kgmf ou acima. Veja por exemplo, os da Numark, em http://www.numark.com/. Atualmente voce pode dividir os melhores toca-discos em dois grandes grupos: os direct drive da indústria, especialmente os feitos para os disque-jóqueis (DJ's) e os confecionados para uma indústria especial, a indústria do áudio audíofilo, uma refinada indústria que surge no mundo inteiro, onde os toca-discos mais baratos já começam na casa dos mil reais (veja estes toca-discos em http://www.needledoctor.com/). 32. Som digital: uma imitação do som analógico. O "som digital" nunca será melhor do que o som analógico, além do que foi dito, por uma simples questão: ele é uma imitação do som analógico. A coisa funciona assim: O som analógico é uma imitação do som real, e o "som digital", uma imitação do som analógico. Isto porque não existem microfones digitais, todo o princípio de captura do som é analógico, porque a captura de uma vibração por questões de física, tem que ser analógica, transduzida. O "som digital" que é afirmado como tal na realidade é o processo digital reconvertido em som analógico, já que 0 e 1 não são uma vibração. O processo de gravação digital é apenas uma "depuração" do som analógico na tentativa de "fazê-lo melhorar", o que sabemos, é polêmico, no mínimo. 33. Freqüências que dão corpo ao som do vinil - comentários técnicos extraído de site w.hispamp3.com "De Vinilo a MP3, por Sputnik (junio 2002). Introducción. Cuando apareció el estandard de compresión para cd, a los sibaritas de la buena música nos resultó bastante molesta la gran diferencia del sonido obtenido con el nuevo suporte respecto al sonido que nos ofrecian los cabezales de los antiguos tocadiscos, con sus agujas de diamante, siempre dispuestos a captar cualquier frecuencia, deseada o no, que pudiera salir del surco del vinilo. El estandard digital para cd requeria de una discriminación de frecuencias suficiente como para poder guardar 80 minutos de sonido en el espacio físico del cd. Aunque la digitalitzación nos ofrecia la supresión de frecuencias molestas, como los zumbidos de fondo (hiss) características de las cintas de cassette, y los ruiditos de corriente estática y deterioro del soporte (clicks&pops, rumble) característicos del vinilo, con todo el paquete también desaparecian unas gamas de frecuencias que se consideraban "imperceptibles para el oido humano" y que debian sacrificarse también para lograr alojar esos 80 minutos de música. Pero la consideración no era del todo cierta: esas frecuencias, aparentemente imperceptibles, son necesarias para dotar al sonido de un "cuerpo" que en los vinilos permanecía intacto. Con el estandard cd, los timbres resultaban más pobres, y esto se hacía patente muy especialmente en los bajos. Con la aparición del Minidisc, el problema aún iba más lejos: Nuevamente se trataba de conseguir un mayor ahorro de espacio, y nuevamente se conseguía mediante la supresión de más y más frecuencias, siempre bajo la excusa de "que son imperceptibles para el oido humano". Ahora se trataba de supresiones tan salvages como esta: "De dos frecuencias idénticas que se producen en un mismo instante (muestra) se suprime aquella que tiene menos intensidad (dbs) sin que el oido humano lo advierta". Así, pues, ¿Qué pasa con los armónicos? por ejemplo. ¿Qué son los armónicos, sinó frecuencias idénticas que se sobreponen? Os imagináis que sucede, por poner un ejemplo, si intentamos copiar un concierto de música coral a formato md? Los timbres se empobrecen más y más, y al final nuestro oído se acostumbra a escuchar las cosas de una manera "light", totalmente acorde con los tiempos que corren, de otro lado". (Veja mais em http://www.hispamp3.com/tallermp3/como/f_vinilo1.shtml). 34 - Reforço nos graves do vinil: aumento de decibéis na onda grave. ]A prensagem em vinil pode ser feita com um reforço extra nos graves, de modo que estes possam atingir mais alguns decibéis que o normal, pelo simples encurtamento pela metade do programa musical na gravação. Não é à toa que bandas de Reggae e Hip Hop preferem o vinil, e alguns DJ's mandam prensar em vinil essas músicas. Veja o que diz o site da United Recording Pressing: http://urpressing.com/ , em http://urpressing.com/language.htm (opção "Vinyl Speak"): "A 12" record can hold up to 18 minutes of music per side at 33 1/3 rpm, and up to 12 minutes per side at 45 rpm. A 7" record at 33 1/3 rpm can hold up to 6 minutes per side. However, if your music is fairly bass-heavy, you may want to shoot for a maximum of 4:30 per side in order to insure optimal sound quality. At 45 rpm, a 7" record can hold up to 4:30 per side, or 3:30 per side for heavy bass. Tradução: Um disco de 12 polegadas pode segurar 18 minutos de música de cada lado a 33 1/3 rpm, e mais de 12 minutos de cada lado na velocidade de 45 rpm. Entretanto, se sua música for razoavelmente pesada em graves (heavy-bass), você pode ter um máximo de 4:30 em cada lado a fim de garantir uma boa qualidade de grave. Uma gravação em disco de 7 polegadas a 33 1/3 rpm pode segurar mais de 4:30 de cada lado, ou 3:30 de cada lado para baixos pesados. E porque isso acontece? Porque quanto mais potência v. dá para a agulha de corte para que ela registre graves mais potentes, mais movimentos laterais de grande amplitude ela vai fazer, gerando sulcos bastante sinuosos e que por sua vez, ocupam maior lugar no vinil. Dessa forma, para caberem lá, o espaço entre eles é consideravelmente aumentado, encurtando assim, o tempo de música de cada lado do vinil. É evidente também que a máquina de corte tenha uma cabeça que possa agüentar esse aumento de potência. As cabeças atuais, mais modernas trabalham com 600 watts de potência de corte. (Neumman Lathe, Pauler Acoustics). 35. Backup analógico em fita magnética de seus CD's: Porquê fazer? Você sabia que os fabricantes de CD's e DVD's não dão garantia aos seus clientes pessoa jurídica, que os compram por atacado? Mas dão garantia às fitas magnéticas? Pois é, como já foi falado neste site, a mídia digital é frágil, imprevisível quanto à sua durabilidade. É um produto, do ponto de vista químico, instavel. A dye, ou reflective layer, a camada metálica do CD ou DVD de alumínio, costuma sofrer ataques da poluição atmosférica, do manuseio e até mesmo de fungos originados por bactérias no processo de fabricação, pois é dificílimo controlar a esterilidade de qualquer ambiente que seja, inclusive das máquinas e robôs. A exceção fica por conta da layer de ouro de 24 quilates, CD's produzidos especialmente para audiófilos digitais. Custam em torno de 25 dólares cada; veja na Elusivedisc. Estes até podem não sofrer corrosão por oxidação, mas não estão livres de corrupção de dados por invasão de bactéria ou fungo. Há também um outro tipo de ataque, sui generis: o próprio toca-CD, quando o mecanismo de bandeja e início de rotação do CD não está funcionando bem (por desgaste), arranha o CD ou DVD. Note que em alguns CD's ou DVD's v. encontra arranhões curvos, impossíveis de serem feitos pela mão humana. Pois é, então seu CD pula ou então simplesmente "dá erro" e não abre, como se costuma dizer. Poderíamos fazer uma brincadeira e dizer que "CD é como avião: custa a cair, mas quando cai mata todo mundo". É claro que, raro, há acidentes com sobreviventes. Mas tudo isso é para retratar a fragilidade da mídia digital, que não perdõa determinadas agressões. Uma fita magnética você emenda quando parte; um vinil, você pode consertar o pulo da faixa com uma tampa de caneta "bic" esfregando no local ou simples limpeza; ou mesmo evitando a faixa defeituosa. Nos CD's e DVD's você não pode fazer isso. Por isso, sugiro o backup de seus CD's mais importantes, aqueles que v. não quer nem pensar em um dia perder. Um LP e um CD, em pé, numa sala com clima controlado, por 100 anos... quem chega ao final, intacto? O Vinil, é claro! Você sabe qual é o "X" da questão nesse caso? É que os "dados" do vinil podem ser lavados e fica tudo zerinho! E os dados de um CD onde houve penetração do oxigênio pelas porosidades microscópicas do policarbonato, v. não pode "lavar" a camada refletiva! Essa é a razão porque os LP's estão aí, porque v. pode lavar a contaminação deles e no CD você não pode! Esquentando o som de um CD: Simplesmente passe de CD para fita magnética (Cassette)! E você vai se surpreender com uma coisa: Com a gravação de CD para fita magnética, sua música ganha mais grave... Talvez a faixa dinâmica menor da fita em relação ao CD reponha os médios e agudos excessivos do CD em seu devido lugar, melhorando a equalização final. Talvez a própria equalização do equipamento analógico faça isso, ou os dois conjugados. Coisas do analógico... Coisas da variação contínua de sinal, base do sistema analógico. Proteja suas músicas preferidas dessa intolerância das mídias digitais, pois não se sabe o dia de amanhã. As fitas magnéticas tem durabilidade indefinida, assim como os vinis. Há lojas e profissionais que limpam fitas com fungos e equipamentos especializados nisso, pelo mundo inteiro. Recentemente foi desenvolvida uma fita magnética capaz de armazenar 8 terabytes de dados, pois as empresas que trabalham com dados estratégicos perderam a confiança nas mídias digitais. 36. Fita magnética de camada dupla récem-inventada com 8 terabytes de capacidade de armazenamento. Fita magnética consegue armazenar 8 terabytes de dados. Matéria de11/08/2006. Fonte: Site Inovação tecnológica - http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=010150060811 Texto na íntegra: "Em tempos de DVDs de alta definição e discos ópticos com laser azul, você saberia dizer qual é o meio de armazenamento digital mais duradouro - aquele que consegue manter os dados intactos por mais tempo? Não se assuste, mas são as fitas magnéticas tem uma vida útil estimada em um século. Poucos fabricantes de CDs e DVDs garantem a manutenção de dados gravados em seus produtos por mais do que 10 anos. Não é à toa que todos os dados financeiros e empresariais continuam sendo arquivados nas confiáveis fitas magnéticas. É um verdadeiro armazenamento de longo prazo A melhor opção para o armazenamento digital de longo prazo hoje disponível é a fita magnética, que tem uma vida útil estimada em 100 anos. E, uma vez gravada, ela não consome energia. É por isso que empresas e governos utilizam sistemas de armazenamento e backup em fitas magnéticas. A vida útil estimada dos discos ópticos, como CDs e DVDs, não passa de 10 anos, uma marca da qual os discos rígidos nem se aproximam, devido ao desgaste constante de suas inúmeras partes móveis. http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=sistema-de-armazenamento-digital-de-longo-prazo-evolui-com-a-tecnologia&id=010150080423 É claro, como todas as demais tecnologias de armazenamento, as fitas magnéticas evoluíram muito. E os cientistas da IBM parecem dispostos a não permitir que uma mídia tão duradoura fique para trás. Eles acabam de bater o recorde de densidade de armazenamento em fitas magnéticas. A nova fita consegue registrar 6,67 bilhões de bits por polegada quadrada - mais de 15 vezes a densidade das melhores fitas atuais. Isso significará colocar 8 terabytes de dados em uma fita LTO ("Linear Tape Open"), o padrão da indústria, com menos da metade do tamanho de uma fita VHS comum. Oito terabytes de dados é mais ou menos o conteúdo de 8 milhões de livros. Para ter uma biblioteca dessas, você precisaria de nada menos do que 90 quilômetros de prateleiras. A tecnologia que permitiu o aumento da capacidade de armazenamento utiliza um novo material magnético chamado ferrite de bário. Também é a primeira vez que a leitura de fitas magnéticas emprega o efeito da magnetorresistência gigante, o mesmo utilizado nos discos rígidos mais modernos. A pesquisa foi feita em parceria com a empresa japonesa Fuji. Os cientistas afirmaram que a nova tecnologia, que emprega uma dupla camada de material magnético, poderá estar no mercado em cinco anos". 37. O Red Book da Philips. O "Red Book" ou Livro Vermelho é o manual industrial padrão patenteado pela Philips Holandesa para a fabricação do CD de áudio contendo os parâmetros e especificações técnicas que deverão ser observadas na fabricação de todos os formatos do CD e do CD-ROM. Dentre as especificações técnicas, estão incluídas as propriedades físicas do CD, os parâmetros óticos do laser de corte da master glass, os desvios e taxa de erro admissível (BLER - block error), a taxa de correção do sistema de modulação e de erro, canaletas e gráficos do sub-código de cada pista de música. (subcode track). Estipula também o padrão de codificação ou gravação digital (audio digital encoding, de 44.100 a/s). Mais informações podem ser obtidas no site da Philips http://www.licensing.philips.com/information/cd/audio/ . 38. Os Decks Reel-to-Reel ou simplesmente, os Decks de Rolo: os queridinhos dos estúdios de gravação. Nos Estados Unidos, continuam a serem fabricados: Veja no site da OTARI: http://www.otari.com/product/audio/mx_5050b/index.html Os melhores são os Studer Revox. Os Tape Decks de rolo, chamados lá fora de “Reel-to-Reel ou open decks, possuem excepcional qualidade de som devido à largura de sua fita magnética, que permite a uma faixa dinâmica bastante generosa. As larguras de fitas mais comuns são as de ¼ de polegada, 1 e 2 polegadas, como as dos Decks profissionais da 3M. São muito caros. Por exemplo: O modelo MX5050B-III de duas pistas da Otari, com fábrica em San Jose, na Califórnia, custa U$$ 5.830,00 fora as despesas de frete e alfândega aqui para o Brasil. Mas se você não quiser investir num modêlo 2009 como esse, hoje em dia está muito fácil adquirir um antigo, vintage, de excepcional qualidade! (Embora não tenha tanta eletrônica embarcada e recursos atuais como os de hoje, justamente por conta da falta de educação sobre qualidade sonora que existe no Brasil, onde privilegia-se muito mais o pequeno tamanho do equipamento em detrimento sonora[!], ignorando que, em áudio, o tamanho é essencial sim, assim como a qualidade dos circuitos analógicos presentes no equipamento). No Mercado Livre, por exemplo, podem ser adquiridos por preços que variam de R$300 a R$1.500. Existem no e-Bay também. Ou entre proprietários. Contudo, o seu estado deve ser criteriosamente avaliado. Mas é nos Estados Unidos, pelo menos por enquanto, que você pode adquirir revisados em estado de “Zero Km”, por um site que é o www.angelfire.com/electronic2/vintagetx/ onde o seu proprietário, que é o próprio técnico, mais uma revisão perfeccionista e minuciosa de todos os aspectos sujeitos a desgaste no equipamento. Inclusive o mesmo descreve em etapas todo o caminho que percorre durante a criteriosa manutenção. Explica também, por que as borrachas de determinados Tape Decks estragam e outras não. E como apoio à revitalização dessas maravilhosas máquinas de áudio, temos um recondicionador de rolopressores, polias de borracha e de tudo que gira e desgasta nestas jóias do áudio analógico, cujo site é o www.srdpc.com/witt/ , nos Estados Unidos, e no Brasil, o Sr. Getúlio e o Sr. Frassetto, em São Paulo; e no Rio de Janeiro, o Sr. Fábio Araújo (Maricá - Itaipuaçú/RJ - Cel. 21-9689-0599). Todas estas dicas você encontra em melhores detalhes no meu blog http://decksderolo.blogspot.com ou procure o site do Sr. FRASSETTO no meu blog http://joaquimcutrimblogs.blogspot.com e finalmente, o site onde você tem a sua disposição para venda 56.600 cabeças de gravação de 128 tipos, que é o site http://www.magneticheadcompany.com/ , que era de propriedade do meu amigo Joe Dundovic e hoje está sendo administrado por novo proprietário. Dessa forma, vida longa aos Decks Reel-to-Reel! 39. O Clube de Atenas, na Grécia. Clubes de "tocadisquistas" se formaram, como o Audiophile Club of Athens, em Atenas (Hellas), na Grécia, cujo enfereço na internet é http://aca.gr/ . Lá se cultiva o refino do refino em matéria de pureza musical em toca-discos. São coleções e coleções dos mais variados toca-discos fabricados por experts, utilizando a máxima tecnologia conhecida pelo homem para retirar destes equipamentos o mais puro e fiel som. Vale a pena visitar o site. 40. Cápsulas Fonocaptoras P-Mount e Standard As cápsulas fonocaptoras são vendidas em dois formatos: P-Mount and Standard. A primeira se fixa pela parte de trás da headshell ou do braço. Existem quatro pinos fininhos para isso. A segunda, a standard, é parafusada na parte de cima da headshell e tem também quatro pininhos, mais grossos e que servem para você inserir os quatro fios do braço através das luvinhas (encaixes) metálicas. Não há diferenças de qualidade em se tratando da mesma cápsula, de mesma marca e numeração de fábrica. 41. Onde conprar Cápsulas Fonocaptoras No Brasil você encontra no site http://www.portagu.com.br/loja/default.asp (Portal das Agulhas) e na Casa do toca-discos - http://www.catodi.com.br/ , cujas lojas são em São Paulo. Você pode encomendar pessoalmente. Lá fora, você encontra em dois bons sites nos EUA: http://www.needledoctor.com/ (O mais completo) e em http://www.lpgear.com/ . Ambos aceitam encomendas através de cartão de crédito internacional e o último, aceita PayPal. Existem muitos outros que no momento não estou listando. Mas atente bem: v. deve estar conhecendo tudo sobre agulhas para saber o que v. vai comprar. Vamos lá: as agulhas estéreo tem de 4 micrômetros a 16 micrômetros de raio de ponta de agulha (radius tip) e podem tocar em discos mono. O inverso não é verdadeiro! Já as agulhas mono, elas tem 25 micrômetros de radius tip e finalmente as agulhas para discos de 78 rotações por minuto, 65 micrômetros. As agulhas podem ser cônicas, elípticas e tipo shibata. Agulhas com formatos que aumentam a pressão ou o contato com a ondulação do sulco (elíptica e shibata) produzem médios e agudos mais definidos e até mais altos, mas, segundo correntes majoritárias de opinião, contribuem para desgastar mais os registros dos sulcos do LP. Mas óbvio que, também para isso, seriam necessárias muitas audições do mesmo LP, o que na prática não acontece com na grande maioria dos casos. As cápsulas também podem se, na ordem de qualidade, moving magnet (MM) (Magneto Móvel) ou Moving Coil (MC) (Bobina Móvel). E finalmente vale registrar que sulcos mono são diferentes de sulcos estéreo. O sulco mono sé possui registros sonoros nas laterais esquerda e direita do sulco, produzindo somente movimentos laterais na agulha; já os estéreo possuem um registro a mais, que fica no fundo do vale do sulco, produzindo assim um movimento axial ou vertical no conjunto agulha-cantilever. 42. A importância do braço do toca-discos: A Ressonância. Bom, a coisa mais importante em matéria de toca-discos é o casamento braço+shell+cápsula+agulha. Do ponto de vista da física, são elementos sólidos que estão sujeitos ao fenômeno da ressonância. Quando uma agulha trilha um sulco, ela capta vibrações para transformar em eletricidade dentro da cápsula, que nada mais é do que uma bobina, com campo magnético fixo natural (as de magneto móvel - MM - moving magnet) ou as de campo magnético fixo artificial (as de bobina móvel - MC - moving coil - as mais caras e melhores). Bom, até aí, tudo bem. Só que parte dessas vibrações vai "pelo mundo afora", se propagam, isto é, via contato físico ultrapassam a cápsula, vão para a headshell (estrutura que segura a cápsula e agulha), seguem pelo braço do toca-discos e vão ressoar com a freqüência destes materiais (cantilever [onde a agulha está colada], headshell, cápsula e braço). Dependendo do grau de ressonância, ela se multiplica e volta para onde veio: p'ro cantilever e para agulha, e dependendo da fase das ondas ressonantes, elas podem anular ou minimizar determinadas freqüências, que a agulha retira do sulco, fazendo com que determinadas faixas de freqüência do áudio soem empobrecidas ou distorcidas. Um exemplo claro disto é o médio "rachado" de determinadas combinações shell+cápsula+agulha+braço. Essa é a importância do braço. 43. Conversão de LP para CD ou mp3: Válido para efeitos práticos, não auditivos. Segundo o ex-engenheiro do grupo Nirvana, a conversão para mp3 joga 90% do áudio (som) fora. Confira essa afirmação no site "Clube da Vida Moderna - Em LP's. http://clubevidamoderna.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=99:a-volta-dos-lps&catid=265:atividades-esportidas&Itemid=371 44. Mono e estéreo: Entendendo. Visite esta página animada e compreenderá: http://www.vinylrecorder.com/stereo.html O som mono atual tem tanto efeito palco quanto o som estéreo, com a vantagem de ter o som completo em ambos os canais. Na minha opinião, o "estéreo" foi mais uma invenção da indústria para vender aparelhos e fazer as pessoas descartarem-se de seus equipamentos monos. Porquê? Primeiro, pela razão já acima explicada. Segundo, porque - Você já reparou? Quando você está diante de uma banda de música, seja de rock, mpb, sertanejo, você por acaso percebe que a guitarra está no canto esquerdo e que a bateria está no canto direito? Ou que a voz do cantor está no canto direito e o triângulo ou flauta no esquerdo? Claro que não! Estão todos os instrumentos na sua frente! O que você percebe é a tridimensionalidade do som, ou o que os audiófilos chamam de "profundidade de palco". Então isso é o que interessa: Profundidade de palco. O resto foi invenção da indústria para vender novos equipamentos a título de "avanço tecnológico". Tanto que muitos audiófilos preferem o som mono, quando eles mesmos não encomendam a engenheiros projetistas seus valvulados mono. Converter LP's em MP3 ou CD é o mesmo que comprar uma Ferrari e colocar um motor de Fusca." (José Augusto, audiófilo de Ribeirão Preto, SP.) Isso. Eu endosso: Passar de vinil p'ra CD ou mp3 é a mesma coisa que tirar um motor de uma Ferrari e colocar o de um Fusca. Sem comentários. 45. Analfabetismo funcional musical - Música é educação e saúde. A ausência de educação musical é comparável ao analfabetismo funcional, entendo. Seria uma espécie, como intitulo acima, de um "Analfabetismo funcional musical". Partiremos explicando a diferença entre o escutar e o ouvir. No "escutar", nossos ouvidos estão captando tudo, independentemente da nossa vontade e apreciação. É como se estivessem "ligados" 24 horas, e isso é uma realidade até no momento do sono. Ou seja, não podemos desligar nossos ouvidos. É muito comum escutar-se música ante a um trânsito barulhento, com fones de ouvido na rua, no carro com pessoas falando "em cima" da música, em lugares públicos coletivos, como praias, com caixinhas de som em alto volume e até distorcendo, fazendo com que as pessoas gritem para poder conversar, impedindo a conversa em tom normal de voz, sem forçá-la; enfim, em diversas situações semelhantes a essa. A isto eu chamo de "escutar música", não de "ouvir música". Ouvir música é um ritual, que poucos dedicam-se e não sabem o quento de saúde perdem com esse deleite. No escutar, você não aprecia as notas musicais, seus harmônicos e a voz do cantor ou cantora, côro e tudo que nela está. Simplemente porque há uma sobreposição de barulho ambiental ou simplesmente muitas vozes sobrepondo-se à música. Já ouvir música, é um ritual: Você se posta numa sala, num sofá, por exemplo, silêncio total ou quase e assim, de boca bem fechada, ouve! Aprecia a música e a extensão da voz ou vozes do cantor. Ou simplesmente música, erudita ou não, necessariamente não precisa ser uma canção. Neste momento, você está apreciando a música, treinando seu cérebro para cada vez mais perceber sons. Detalhes nesses sons... E este ato, de preferência, deve ser exercitado em um sistema padrão, qual seja o que utiliza, além de uma boa aparelhagem captadora e amplificadora do som que contém na mídia escolhida (LP, CD, SACD, DVD-A, Blue-ray, HDAAC, Fita de deck de rolo, Fita cassette, mp3, wav, etc.), um par de caixas acústicas que cubram todo o espectro sonoro audível, que vai de mais ou menos 15 hertz a 60 kilohertz (Embora haja controvérsias no sentido de que só escutamos até 15, 20 kilohertz ou mais - Entendo que o corpo também "ouve", não só os ouvidos). Poderíamos comparar esta situação à Nutrição Alimentar, onde, você, para estar saudável, deve estar abastecido de todas as vitaminas que o corpo precisa. No caso, da vitamina "A", passando pela "B", "D" até o Zinco. Assim sendo, recomendaria às pessoas que parassem para pensar neste tema, no que diz respeito a entender a educação musical de áudio como saúde! Não só exercícios e alimentação! Mas música sim, e de boa qualidade escutada em silêncio! Eu insisto nesta idéia de uma "educação musical de áudio", por ser importante para nossa saúde. Nisto está inclusa a educação musical do som ao vivo, especialmente a música acústica, aquela que soa de instrumentos não-elétricos. Ela é a base para a audição. É a referência para os ouvidos e para afinar nossos equipamentos caseiros de som e também a sala, no que diz respeito a algum tratamento acústico - Para evitar excesso de absorção de sons agudos ou excesso de reflexão dos mesmos. Sem isso, sem essa educação musical, nos tornamos verdadeiros analfabetos funcionais musicais, pois escutamos mas não ouvimos. E não temos referencial para um treinamento auditivo. Além disso, resta o engano, pois nossa compreensão do que seja um "bom som" fica obviamente prejudicada. Finalmente, música bem escutada é saúde, mais do que provado estão seus benefícios para o ser humano, o que amplamente já foi divulgado em revistas e em outros meios de comunicação, envolvendo estudos de zonas cerebrais e efeitos inclusive curativos. 46. Como o CD, DVD-A, DVD, Blue Ray, enfim, todos os formatos são fabricados tendo como base o método CAMADA REFLETIVA DE ALUMÍNIO e cobertura de POLICARBONATO são destruídos pela ação dos FUNGOS da espécie Geotrichum.  Não é novidade que o CD é sujo por fungos. Quantas vezes tiramos da estante aquele CD ou DVD (Enfim, qualquer mídia óptica que tenha como base policarbonato em cima de uma camada de alumínio refletiva) e ele está com alguns "pontos" de fungo. Isso é trivial, comum de ocorrer. Acontece que isso não é um fato tão ingênuo e simples, inofensivo ou incapaz de produzir um dano. É. A longo prazo; embora não se possa determinar esse prazo. Como sabemos, o ar ambiente está cheio de fungos, mais propriamente, esporos de fungos. Basta que haja um espaço de ar inerte, parado, entre uma superfície e outra que a cobre, para que os esporos, sem a presença de vento que os leve, deposite-se nessa superfície e ali, o esporo, que é a semente do fungo, o fará nascer. Logo as hifas surgirão (Hifas são as raízes dos fungos) e será iniciado o nascimento de um fungo, na realidade vários, pois vários são os esporos depositados na superfície favorável ao seu desenvolvimento. (Alguma umidade é necessária, e essa umidade quase sempre está presente, pois é muito comum termos de 50% a 60% de umidade no ar). Iniciado o processo de geração de um fungo, ele não desaparecerá com uma simples lavagem ou um pano seco passado em cima do CD. O que o pano seco ou algodão retira é a parte externa do fungo, apenas. A raiz fica. Ou seja, as hifas ou raízes do fungo ficam. E daí a alguns meses, você terá o fungo nascido no mesmo lugar. Se não fosse esse "joguinho" de poda o fungo e seu insistente nascimento novamente, não haveria problema algum. Bastaria uma limpeza e a leitora do CD estaria livre para ler os dados. Mas o problema grave não estaciona aí: As hifas vão aprofundando-se até atingir a camada refletiva de alumínio (Reflective Aluminium Layer) e, abrindo assim um "canal" de passagem do oxigênio, teremos um furo nesta camada. Aberta uma "solução de continuidade" (Canal por onde passará o oxigênio), estará decretada a futura e irreversível "morte" do CD. Os pontos de oxidação, que produzem verdadeiros furos na camada podem ser visíveis contra a luz. E quando chegarem a um determinado número (200 erros de bloco ou setores defeituosos, também conhecidos como "block errors" ou ainda "bad blocks") o CD parará de tocar. Infelizmente isto é uma verdade. Tenho um CD, de 10 anos que sofre este processo. Já foi copiado, mas infelizmente o original um dia ficará inútil para a escuta. O fungo ataca praticamente tudo na natureza, é o ser vivo mais resistente que há, segundo a biologia. É um ser unicelular ou pluricelular altamente capaz de manter-se vivo e reproduzir-se na natureza. No caso dos que atacam os CD's ou mídias fabricadas pelo mesmo método, são os da espécie Geotrichum e foram descobertos em 2001 pelos cientistas.
Leia a matéria abaixo:
Fungo que ataca CD's é descoberto por cientistas - Fungos da família Geotrichum. Site: http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=6018 Cientistas espanhóis identificaram uma nova forma de fungo que destrói CD's. A descoberta foi feita por um geólogo do Museu de História Natural de Madri em CD's levados de Belize, na América Central, para a Espanha. O fungo, que pertence à família Geotrichum , ataca as bordas do CD, comendo plástico e alumínio e deixando o disco inutilizado. Cientistas disseram que, embora não seja comum, há registros de casos de fungos que atacaram substâncias artificiais feitas pelo homem, como o plástico, por exemplo. Javier Garcia-Guinea, chefe do Departamento de Geologia do museu, disse acreditar ser o primeiro caso documentado de fungos atacando CD's. Ele disse já ter recebido relatos de ocorrências semelhantes. Este ano recebemos vários e-mails do Panamá, da Costa Rica e da Guatemala descrevendo casos parecidos em países tropicais. O biólogo Marc Valls, do Centro Nacional de Biotecnologia, disse que as pessoas não precisam se alarmar. Segundo ele, o fungo só ataca os CD's em certas condições. Embora este fungo esteja bastante espalhado, ele só pode se desenvolver em alta umidade e alta temperatura, o que não é o caso na maioria das vezes, explicou. Ele apontou o lado positivo da história: a contribuição que o fungo pode dar ao homem na degradação de substâncias artificiais. A natureza é muito sábia e todos os materiais que criamos mais cedo ou mais tarde serão degradados por algum organismo. (O Globo). Observação: Não há essa necessidade de "alta temperatura" como está dito no texto; algo em torno de 35° a 40°. Lógico que não querem nos alarmar. Na realidade prática, basta umidade e ausência indireta de luz solar para a formação de fungo. Outra coisa importante é que só os fungos que deram nesses CD's foram pesquisados e identificados, o que não quer dizer que todos os CD's atacados por algum tipo de fungo no mundo inteiro foram pesquisados e seus fungos identificados. Essa foi uma pesquisa casual e local e não universal. Portanto, vale o cuidado de fazer cópias sempre, até quando a transferência de erros a cada CD copiado não começar a influir na qualidade sonora, pois dados perdidos são sempre dados perdidos e cópias assim sucessivas causam, na técnica, uma espécie de "sampleamento" repetidor de erros (Cópia do setor de dado vizinho ao setor estragado) que acaba por prejudicar a amostragem do sinal codificado no CD (Prejudicando em escala progressiva) o que na prática significa que a cada CD que você copia, você transfere cada vez mais dados errados (O dado perdido jamais será recuperado) até chegar ao limite do prejuízo da qualidade, pois há um limite para copiar a semelhança do setor vizinho ao setor estragado ou corrompido. 47. Estúdios que gravam somente de modo analógico na produção de vinis. Todas as estapas de gravação são analógicas.
Estúdios que gravam 100% analógico e em altíssima qualidade usando os famosos microfones Neuman a válvulas.
http://www.opus3records.com/vinyl.html http://www.tacet.de/main/seite1.php?language=en&filename=tubeonly.php&layout=tube 48. Bandwidth do Vinil: Leia acom atenção. Na teoria, o Vinil tem largura de faixa infinita, por ser analógico. Na prática, um vinil novo, bem prensado, tem largura de banda de freqüência, uma Bandwidth de aproximadamente 100 Khz. Já o CD áudio de 16 bits, tem uma "taxa de amostragem" de 44100 Hz, o que dá uma largura de faixa aproximada de 22 Khz segundo o teorema de Nyquist*. Os críticos do CD argumentam que com uma amostragem de aproximadamente 44 Khz, um som analógico, senoidal de 8 Khz, terá apenas 5 ou 6 amostragens, tornando-o uma escada de sinais "quadrados". Outro problema do CD é a quantidade de níveis em amplitude, pois como dito acima, usa tecnologia de 16 bits, o que dá 65536 níveis em amplitude. Para corrigir isso, existem hoje duas novas tecnologias digitais, o DVD-Audio e o SACD (Super Audio CD). O DVD-Audio tem amostragem de até 192 Khz (96 Khz de largura de banda) por 24 bits em amplitude (16777216 níveis em amplitude). O SACD é da Sony trabalha com conversores Digitais Analógicos diferenciais, que usam tecnologia de 1 bit por freqüências de amostragem de 1,98 Mhz. Ambas as tecnologias se propõe a dar a mesma qualidade do Vinil. Para ouvir bem um Vinil é bom que tenhamos um de boa procedência (Bem masterizado, bem cortado e bem prensado) além de bem conservado. E limpo, vale dizer, lavado se necessário e com solução tensoativa (Que use detergente: Triton X-100 (Triton X-100 (C14H22O(C2H4O)n) ou detergente comum diluído em água, e lavado em água corrente - Ver http://limpezadevinis.blogspot.com). Um toca discos Hi-Fi e uma cápsula de boa marca, seja MM (Moving Magnet ou magneto móvel ou como atualmente é, o Moving Iron) ou uma cápsula MC (Bobinas móveis, delicadíssimo engenho, mas só o fabricante as pode trocar de tão perfeitas que são). Um pré-amplificador, se necessário, pois os mixers tem ganho para cápsula, já vem com pré-amplificador de sinal de cápsula à bordo. Um amplificador com boa resposta em freqüência e caixas acústicas também com boa resposta em freqüência. E uma sala corrigida no que for possível. Tenho estudado o assunto e feito muitas comparações, muitos são os fatores envolvidos, como ruído, qualidade da gravação, qualidade da masterização em CD, e outros. No geral e em igualdade de condições a qualidade do LP é superior. E não poderia ser diferente, pois o LP é cópia DIRETA do sinal do som real, enquanto o CD é uma cópia de uma cópia do sinal proveniente do som real. *(A taxa de amostragem dever ser pelo menos duas vezes a maior freqüência que se deseja registrar. http://www.eca.usp.br/prof/iazzetta/tutor/audio/a_digital/a_digital.html) "O sinal registrado no CD é uma cópia (digital) de uma cópia (analógica) do som ao vivo". E retirada cada vez de uma maneira (O sampleamento nunca é o mesmo; a leitora nem sempre lê os dados da mesma forma cada vez que lê). Sempre obedecida a limpeza do CD ou disco laser de áudio. "O sinal registrado no LP é uma cópia do som real, um "espelho" do som ao vivo. O Sinal é lido sempre da mesma forma, obedecida a limpeza correta do LP. PRATICIDADE: Não confundir com boa música. O sitema de conversão digital é imperfeito e trouxe portabilidade, mas um sério prejuízo à educação auditiva (Metalização dos instrumentos acúsuticos como violino, viola, piano, violão - Acabou-se a "madeirização" do som dando-se lugar à metalização do som e um até hoje evidente prejuízo aos altos agudos - Os entre 15 Khz e 20 Khz, que nos bons sistemas analógicos pode chegar a 66 Khz, exemplo, a cápsula Grado Gold) . Os primeiros CD's foram horríveis. Depois foram corrigidos, mas os erros de quantização persistem. O aumento da amostragem a 28244 Mhz a um bit não se mostraram corretores, apenas melhoraram o pobre CD de 16 bits a 44.1 Khz. A quantização limitada é uma praga do digital. E a limitação 0 e 1 é a causa disso. Mp3, segundo o engenheiro do Grupo Nirvana, joga tudo fora. Fora os "buracos" tridimensionais trazidos via computador, pois o CD não consegue reproduzir corretamente "guitarra distorcida". Sobre o engenheiro do Nirvana, vide entrevista que eu dei na Revista Áudio Som de abril deste ano, referendada nada mais nadamenos pelo que Christiam Herrera, Doutor em "Modulação Sigma Delta em Áudio" pela PUC-MG. E não adianta argumentar com "back-ups" em super HD's que tem como calcanhar de aquiles o sistema eletrônico FALÍVEL de controle dos discos e do braço leitor co sua cabeça magnética. O sinal de áudio direto da banda, posto no LP comporta-se como uma "reta infinita de valores em milivolts". Na realidade uma seqüência de níveis de milivolts infinitos e não interrompidos, e não os sequenciados, como na amostragem do CD, e com o porém de que cada amostragem traz um ruído que é distribuído por uma técnica chamada "dithering". (Muito conhecida por quem entende de imagem digital). E no campo ético; sobre a durabilidade: Publicidade enganosa, pois foram prometidos 100 anos de durabilidade, eu lembro, pois fui testemunha do nascimento do artefato: BASTA QUE UM SÓ CD falhe nessa premissa e a promessa cai por terra abaixo. O que os consumidores estão fazendo é testando ao longo dos anos ainda uma invenção que JÁ se mostrou imperfeita, imprevisível quanto à duração. Um LP ou Vinil, se você não o destrói com a sua mão, o tempo não fará isso por você, como faz com o CD (Oxidação lenta e certa, e susceptibilidade de virar substrato de fungo, seja por falha industrial ou agregado externamente, já que todo ar caseiro é cheio de gordura flutuante, sem exceção, para mais ou para menos). É esse o CD. Escuta quem quer. Eu só o escuto por falta de opção, quando não tenho a dita música em Vinil, vale dizer, sinal perfeito na sua replicação. Prestem atenção: Falei de replicação de SINAL. Replicação de som ao vivo, é sempre algo aproximado, quase impossível. Mas destriução dos harmônicos altos, não aceito e nem metalização de instrumentos acústicos. Quem "viciou-se" a escutar um só sistema, perdeu ouvido. Eu escuto os DOIS, analógico e digital e vigio, os dois. Além de nunca parar a pesquisa sobre ambos. Resumindo minha conduta sobre esta invenção: Prefiro um som com "colorações" (Se é que as há) MAS COM ACRÉSCIMOS, nunca com retirada de sons. Cheio, e não magro como o digital. (Como os leigamente chamados de chiadinhos e estalinhos).
Links Interessantes:
1. http://www.tapedeck.org/ 2. http://www.blackmetal.com/cgi-bin/gold/category.cgi?category=search&query=%5Ebycategory7.sql 3. http://www.stockfisch-records.de/stckff/sf_stockfisch_e.html 4. http://www.stockfisch-records.de/paulerac/pa_pauler!.html 5. http://www.magneticheadcompany.com/ 6. http://contraataxacaodovinilimportado.blogspot.com/ 7. http://www.ebreggae.com/ (Vinis de Reggae). 8. http://www.destakjornal.com.br/noticia.asp?ref=23426 9. http://mundo47.wordpress.com/2008/01/17/mas-a-monstro-discos-vai-salvar-a-patria/ 10. http://vinylfanatics.com/analoglovers/
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2ª Parte - Opiniões de Leitores amantes da Fidelidade do LP e outras opiniões técnicas 1. Ângelo Alberto Taglier
Olá amigo Joaquim, tudo bem com você? Comigo Graças a Deus Tudo Bem. Amigo Joaquim, claro que eu permito o amigo colocar no Blog, é uma honra para mim amigo. Eu li seu Blog sobre o áudio e achei muito bom mesmo, excelente, amigo, parabéns. Eu também sou como o amigo. Amo de paixão o áudio analógico, já o digital... Convivo com ele sem problemas, mas seu som não me deixa contente. A frieza do som, os graves pouco convincentes e "secos", os agudos e médios muito "brilhantes", som sem dinâmica e metálico, isso é o que me parece. Claro, uma opinião pessoal. Já o áudio analógico é puro, sem mascaramento digital e suas amostragens. O áudio analógico tem graves encorpados, agudos e médios perfeitos. Tudo "na medida". O palco de um áudio analógico é fantástico, imenso, como se fosse ao vivo, mais real. O digital é muito metálico, sem vida. Jamais abrirei mão do meu áudio analógico, os reis do meu setup são um Toca Discos e um Tape Deck. O CD também está lá, pois a falta das minhas músicas em minhas mídias de paixão não existem mais para venda, lamentável. O digital é "limpo" sem ruídos... Mas será que isso é fidelidade? Penso que não. Fidelidade para mim é a reprodução de uma obra na sua totalidade, com todos os sons presentes no momento em que a obra foi executada, sem exceções inclusive dos chiados se eles forem parte da obra... Fico contente amigo que tenha gostado da minha frase. Realmente sempre digo isso, pois adoro uma boa música, principalmente quando os meus cantores estão cantando e não alguns flip-flop's e sistemas DAC, códigos binários, isso não é música, é matemática transformada em som. Bem diferente e impuro, infiel, a obra original. Amigo Joaquim, é um grande prazer conversar com o amigo, mande sempre mensagens para podermos conversar sobre a nossa paixão o áudio analógico, que será sempre a mídia enternamente perfeita para gravação com fidelidade.. Amigo Joaquim, muito obrigado, um grande e forte abraço de seu amigo Ângelo, Fique Com Deus".
Leitor engenheiro: O CD-DA chega a 22KHz a 0dB, enquanto vinil chega a 45KHz a -3dB, e está ai (!) a vantagem do disco vinil em relação ao CD. Porque? Como o CD-DA é limitado a 22KHz, veremos que as freqüências de 20K(audíveis) serão as mais difíceis para a quantização, pois seu tempo para amostragem é menor, resultando em uma menor taxa de bits para essas freqüências. Já o disco vinil, com resposta em freqüência até 45KHz, vemos que o vinil possui uma maior banda para o registro de informação, fazendo com que as freqüências audíveis de 20KHz sejam registradas em um espaço maior, dando maior fidelidade aos agudos. No CD conhecemos o tamanho dessa banda, que é de aproximadamente 650Mb; já a do vinil é um pouco maior que a do CD-DA, mas não é ilimitada como muitos pensam: é limitada a 45Khz a 33rpm... As tentativas de se criar um novo formato, SACD e DVD-A foram para evitar a compressão e aumentar o tamanho da banda, para maior amostragem; a resposta em freqüência é proporcional ao tamanho da banda. Já é um fenômeno perceptível em vídeo: Quanto maior o tamanho, melhor a qualidade. Na minha opinião (!) não escutamos além dos 20KHz e muito menos o cérebro percebe essas freqüências, pois o ouvido as atenua fortemente para não ocorrer danos e precisaríamos de muita potência para escutar alguma coisa (e com o risco de ficarmos surdos!). Para os tweeters é o mesmo principio: Quanto maior a resposta em freqüência, maior a facilidade e a fidelidade em reproduzir estas freqüências (as de 20KHz). Para Pré-amplificadores e Amplificadores, uma maior facilidade em modular os 20KHz e também menor distorção. Bela aula dada pelo físico Hilton Barbosa de Aguiar - hiltonbarbosa@hotmail.com No LP, os graves são conservados intactos, enquanto no CD "certos graves" sequer existem. Eles não são perceptíveis ao ouvido, mas são percebidos pelo corpo. Por isso dizemos que o vinil "mexe" com a gente, e não com os ouvidos. Particularmente, se eu quiser ouvir um estilo com mais grave, como jazz, reggae etc., eu ouvirei no vinil. Mas é claro que tem que estar bem conservado, se não estarei ouvindo informação distorcida, o que é muito pior. Mensagem do autor aos leitores. Respondendo a determinada matéria preconceituosa e estereotipada sobre os vinis e toca discos: Cara leitora, finalmente uma matéria sem preconceitos e bem informada sobre o vinil. Mas vamos acabar com essa história de "Em pleno século XXI ainda existem pessoas..." Isso é falta de consciência sobre o que se chama de "Cultura da Substituição", imposta pela Indústria, cultura essa que não serve aos nossos interesses, somente aos deles, os industriais (Ex: indústrias de aparelhos de som, fonográficas, etc.), pergunta-se: porque é que tecnologias já consagradas não podem conviver junto a novas tecnologias? Eles industriais, utilizam a artimanha "se v. não correr na loja para trocar pelo novo lançamento, você será mais um 'obsoleto'!" Vamos parar com isso! O andar do tempo não define necessariamente que coisas inventadas mais recentemente sejam melhores que as inventadas anteriormente. Porque tem que substituir? Que neurose é essa? que ansiedade é essa que tenta preencher um vazio com 'tecnologia nova'? Vamos fazer a lavagem cerebral ao contrário - acabar com essa história de velho e novo, antigo e atual. Eficiente sim. Substituir não, agregar! Coexistir! Uma coisa ou é eficiente ou não. Quem já conseguiu substituir a lâmina de barbear? E um pente? Uma caneta? Um lápis? O simples é perfeito. Albert Einstei já dizia que as melhores soluções são as simples. Ou virão das coissas simples. Que a solução para o mundo virá das coisas simples. O vinil é perfeito. Se bem cuidado, durará séculos, talvez (ainda não se experimentou). Você sabia que a mídia de um CD ou DVD pode vir com fungo de fábrica? Sabia que o processo de corrosão e oxidação da 'reflective layer' é implacável, e começa desde que o CD foi comprado? E aí, acabará com a mídia em poucos anos? E que a exceção seria apenas para os CD's com camada de ouro de 24 quilates, raríssimos no mercado, apenas vendidos para audiófilos? V. sabia que o fungo 'come' o acrílico (phatalocianina) do CD, e depois de 200 erros de bloco (bad blocks errors) o CD não funciona mesmo? Aí só com programas especiais extratores de dados, e olhe lá? E o pobre do vinil toca até muitíssimo matratado... até rachado toca? (Vide ELP Laser Turntable - toca-discos a laser que reproduz LP's sem contato físico, só com leitura ótica). Inventar uma coisa simples com o máximo de eficiência é o desafio. Tecnologias complexas são cheias de problemas. Melhor dizendo: coisas geniais e simples são mais que invenções: são descobertas! Duvido que alguém tenha um toca-CD de mais de 5 anos que nunca tenha trocado a leitora, cada vez mais cara e com mão de obra cara também. Ou que não já tenha jogado fora esse mesmo toca-CD. Perguntei ao meu irmão: Cadê o seu 1º Sony toca-CD? Ele respondeu: lixo. E um toca discos? O TD 3000 Polyvox dirct drive daqui tem 20 anos... só troca de agulha... (Hoje tem mais um TD 6000) e pelo visto, não tem prazo para parar de durar... Porque? Porque é simples!!! Esse é o desafio. O Víctor Mirol, uma das maiores autoridades em som desse nosso país já dizia que se o que foi gasto em tecnologia no CD se tivesse sido utilizado para desenvolver a mídia analógica, não estaríamos no impasse que estamos hoje com o DVD-A e o SACD sobre a alta-fidelidade. O som do vinil é referência. A digitalização é destrutiva, ela limpa, mas destrói; é como se fosse uma quimioterapia (desnecessária)... Limpa o que é 'ruim', mas destrói coisas boas. Entre 0 e 1 muitas coisas da fidelidade do som são perdidas. (Cuidado, com a imagem ocorre o mesmo...) Se quiser saber mais, visite meu site http://vinilnaveia.blogspot.com/ onde eu fundamento tudo que escrevo lá sobre analógico e digital. Mas v. está de parabéns, com o novo texto sem preconceitos, sem chiados... Um abraço, Joaquim. (Em 22 de março de 2006). Respondendo a uma clássica opinião popular: "O som do vinil é melhor que o do CD... É?". (Comentando essa perplexidade). Ao afirmar em determinada ocasião para certa pessoa que o som do vinil era melhor do que o do CD, esta parou perplexa, declarando: "Mas o CD tem um som tão puro!". É exatamente aí que está o problema: pureza não é qualidade e muito menos fidelidade. O "Lá" eletrônico não é o mesmo que um "Lá" acústico... O primeiro tem pureza, mas não tem qualidade, já que lhe faltam os harmônicos que o deveriam compor. E o segundo, além de ser puro, tem qualidade musical, é completo do ponto de vista físico. Dei esse exemplo para dizer que o CD por conta do próprio processo de criação que lhe é inerente não traz toda a gama de áudio da música que se propõe a reproduzir. Ou seja, o próprio processo digital contém limitações de ordem física que o impedem de reproduzir fielmente a obra enquanto produto de arte. As principais limitações são o "Erro de Quantização" e o "Erro de Dithering", já mencionados anteriormente. Por mais que se aumente o número de amostras por segundo, não se poderá afastar a realidade de que o sinal sonoro original foi destruído no momento em que foi transformado em mero conjunto de códigos binários, para depois ser reconvertido em energia contínua. O sinal original, que era contínuo, foi transformado em "pulsos de informação", nos flip-flops dos circuitos eletrônicos analógicos. E como a codificação tem uma linguagem muito limitada para a reprodução exata de um sinal variável elétrico (0 e 1), não é possível e nunca será neste tipo de processo, reconverter o sinal de áudio exatamente com todas as suas informações originais. Em razão disso, perdem-se os formantes e os harmônicos necessários à reprodução fiel de cada nota que compunha o evento original no momento da gravação em estúdio. Ainda em relação à pretendida "pureza", rivalizando o suposto chiado ou estalinho que podem existir numa reprodução analógica de disco de vinil (discos bem conservados não "chiam" e nem estalam, a não ser eventuais estalinhos de estática) temos no CD o efeito "ringing", que decorre dos erros de leitura naturais dos CDA's (conversores digital-analógico) na reprodução, e também das falhas de leitura decorrentes da deterioração normal de um CD comum, pois sabemos que a superfície metálica quando oxidada gera um "ponto preto" que é lido como ruído, e é imediatamente distribuído aleatoriamente pelo que se conhece como "erro de dithering". Traduzindo em miúdos: o CD não "chia", mas "ringa", desde uma condição de impercepção até um "ringing" alto e incômodo. Quanto mais "ringing", mais metalizado fica o som do CD. Ou seja, é uma espécie de "chiado" camuflado, menos honesto. Um breve histórico de leis sobre a parte legal da fabricação e Vinis, por William Carvalho, construtor da lendária PolySomBrasil. A fabricação de discos fonográficos – leia-se vinil e CD – seja no Brasil ou em qualquer lugar do mundo, exige o cumprimento de Leis, principalmente as do Direito Autoral (autor e conexo, fonomecânico, editorial, entre outros). No âmbito nacional é estabelecida pela Lei 9.610 de 19 de Fevereiro de 1998, Decreto 4.533 de 19 de dezembro de 2002, Constituição Federal (Título II, Capítulo I, Art. 5.º) e Código Penal (Título III, Capítulo I, art. 184), e, no âmbito exterior, pela Convenção de Berna (Decreto 75.699, de 6.12.75), Convenção de Roma, sobre direitos conexos (Decreto 57.125, de 19.10.65) e acordo sobre aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual relacionados ao Comércio – ADPIC (Decreto 1.355, de 30.12.94), sem os quais, não são possíveis a reprodução, que independe da quantidade e da finalidade de uso. Índice. 1. Introdução aos conceitos analógico e digital. 2. A produção de um CD e de um AV (Áudio Vinil). 3. A questão dos sons "guardados" nas mídias. 4. Direct Metal Mastering (DMM) - a técnica de masterização direta no metal. 5. Limite do registro de freqüências na gravação analógica e na gravação digital. 6. É verdade que todo som de um LP sempre vai ter que ter um chiadinho, um estalinho, ou como os americanos chamam carinhosamente "clicks and pops"? 7. Os vinis atuais. 8. A durabilidade de um vinil - "Os vinis são eternos"! 9. Técnica tradicional de fabricação de vinis - o "estilete quente". 10. Transdução e Conversão dos sinais dos microfones na hora da gravação. 11. Os vinis brasileiros dos anos 70 e 80. 12. Limite de freqüências é o que importa? Claro que não. 13. CD. Pureza de Som. LP: Fidelidade de Som e Pureza Musical. 14. A curva de equalização padrão RIAA adotada desnatura o evento original no processo analógico? Equalização é distorção? Óbvio que não. Ela não retira a originalidade do sinal original que vem dos microfones na gravação. Acréscimos ou mudanças na curva do sinal não podem ser consideradas distorção. 15. As diversas curvas de equalização antes da padronização pela RIAA. 16. A reta infinita: Uma serpente indivisível - A onda sonora original do LP. 17. CD: Quem canta é o aparelho toca-CD. Obra kitsch, que em sociologia significa algo vulgar. 18. Insight: O LP é a onda é congelada. O tempo pára no LP. Frase de minha exclusiva autoria. Registrada. 19. A destruição do sinal analógico no CAD - Conversor de Áudio Digital. 20. Tutorial do Professor Fernando Iazzetta da USP. 21. Armazenamento, LAVAGEM, limpeza e conservação do vinil. 22. Deus optou pelo analógico: Os seres humanos são analógicos. 23. O nosso ouvido analógico e o reconhecimento do som do LP como melhor. 24. Uma sintética conclusão entre as diferenças entre o CD e o Vinil. 25. A impossibilidade da gravação além do zero decibel-VU no processo digital. 26. ARTE VOLÁTIL: A música ao vivo "desaparece" no ar. O LP a "congela". 27. A gravação digital é uma releitura da arte, e não uma leitura como deveria ser.   28. Os aspectos técnicos devem ser incluídos sim, na disciplina Educação Artística. O mundo precisa ser educado artisticamente em relação à música erudita e não erudita. 29. Onde comprar toca-discos de qualidade no Brasil e no exterior - Melhor indicação estrangeira: http://www.needledoctor.com/ Melhor indicação brasileira: Lojas físicas: CATODI e outras na rua Santa Ifigênia em São Paulo. Na internet, coloque na busca do Google e achará facilmente.  30. FÁBRICAS DE TOCA DISCOS NO MUNDO - CATÁLOGOS COM FOTOS. 31. O toca-discos é um instrumento? Os rim-drive, belt-drive e os direct drive: Tudo são referências às borrachas que giram o prato do toca-discos. E o motor. 32. O som digital: Uma cópia do som analógico. 33. Freqüências que dão corpo ao som do vinil: O encorpamento dos graves em todas as freqüências do vinil que o tornam mais "quente" ao contrário do metalizado som do CD. Médios brilhantes demais (CD) não significam qualidade. Além da "magreza" de graves do CD. 34. Reforço nos graves do vinil pelo simples encurtamento do programa musical. 35. Backup analógico em fita magnética de seus CD's: Porque fazer? 36. Fita magnética de camada dupla récem inventada, com 8 terabytes de capacidade. 37. O Red Book da Philips: Quase não o seguem mais. 38. Os Decks Reel-to-Reel ou simplesmente, os Decks de Rolo: os queridinhos dos estúdios de gravação ainda são adorados no mundo inteiro. 39. O Clube de Atenas: Um pessoal que ama toca-discos! 40. P-Mount and Standard Cartriges (Formatos de Cápsulas Fonocaptoras). 41. Onde comprar cápsulas e agulhas. Tipos de Cápsulas e formato de agulhas. 42. A importância do braço do toca-discos: Cuidado com a Ressonância entre shell, braço e cantilever. 43. Conversão de LP para CD ou mp3: Bom para a praticidade, péssimo para os ouvidos. 44. Mono e estéreo: Entendendo. 45. Analfabetismo funcional musical - Música é educação. 46. Como o CD, DVD-A, DVD, Blue Ray, enfim, todos os formatos são fabricados tendo como base o método CAMADA REFLETIVA DE ALUMÍNIO e cobertura de POLICARBONATO são destruídos pela ação dos FUNGOS da espécie Geotrichum, descoberto em 2001 pelos cientistas. 47. Estúdios que gravam somente de modo analógico na produção de vinis.  48. BANDWIDTH DO VINIL - Leia com atenção.  2ª Parte - Opinião do Leitor Amante da Fidelidade do LP e opiniões técnicas. Mensagem do autor aos leitores Site do "Why Vinyl?" (Sick of Talk): http://www.sickoftalk.com/whyvinyl_two.html 2º Capítulo: Porque Amo a dupla Toca-Discos e Vinil! Ao final do blog! Comentando o Super Toca-Discos NUMARK TTXUSB. E-mail: joaquim777@gmail.com E aí? Você conhece a segunda fase da música brasileira? Na minha opinião, esta fase começa em 1950 com Nara Leão, Vinícius, Tom Jobim, Carlinhos Lyra... Não deixe de ler esta história interessante em http://mpbjoaquim.blogspot.com/ FITAS PARA DECKS DE ROLO, DE QUALQUER POLEGADA, CONTINUAM A SEREM FABRICADAS. QUEM AS FABRICA É A RMGI INTERNATIONAL. http://www.rmgi.nl/ Onde comprar fitas de deck de rolo no Brasil: http://www.riotape.com.br/riotape/ Ilha do Governador, Rio, RJ. * Pela internet: http://www.rmgi.nl/ RMGI - Recordable Media Group International RMG International has the EMTEC production know-how, formulations and patents. (Adquiriu a EMTEC, tradicional fabricante de fitas magnéticas no mundo). * ROLOPRESSORES - EMBORRACHAMENTO - SR. LUIZ FRASSETTO JR. * Especialista em reforma de rolopressores para Decks de Rolo: SR. LUIZ FRASSETTO JR. TEL. (11) 3062-3040. SÃO PAULO-SP. Site: http://www.frassetto.com.br/ E-mail: frassetto@frasseto.com.br CORREIAS FRASSETTO (Correias de borracha) Rua Arthur de Azevedo, 508 - CEP. 05404-001 - São Paulo - SP. Telefones: (11) 3062-3040 - Fax: (11) 3085-8530. E-mail: frassetto@frassetto.com.br * Outras lojas de correias de borracha para Toca-Discos e Tape Decks de Rolo e Cassettes: * Casa das Correias Odison Eletrônica, Ltda. Rua dos Timbiras, 154 - São Paulo - SP. CEP 01208-010 Tels. (11) 3223-3458 e 3361-2722. * *NÃO DEIXE DE LER ÁUDIO E VÍDEO, a melhor e mais completa revista sobre áudio e vídeo já editada no Brasil, saindo pela Editora CAVI, do meu amigo Fernando Andrette, e nela, ainda, os imprescindíveis textos de Victor Mirol. No site, veja como assinar http://www.clubedoaudio.com.br/ . Você pode encontrar a Revista Áudio & Vídeo nas melhores bancas. *Não deixe de visitar também o belo e inédito site AUDIORAMA - de Eduardo Colasuonno, http://www.audiorama.com.br/ para ver a história do áudio no Brasil, com centenas de fotos de equipamentos que fizeram parte da época de ouro do áudio. * *Conheça o Blog do Dennis Zasnicoff - http://blog.zasnicoff.com/2008/07/24/a-volta-do-vinil/#comment-43 . Este é o "Blog da Produção Musical - informação de qualidade para quem não vive sem música". Zasnicoff é produtor musical e professor de áudio. LIMPEZA DE VINIS: Visite também mais um site meu sobre Vinis: http://limpezadevinis.blogspot.com/ . Lá você vai ter sugestões de como lavar vinis há muito tempo guardados, parados, muito sujos, cheios de fungo, capas internas em deterioração, que v. anda comprando em sebos ou mesmo daquele amigo que quer deles se desfazer. http://novidadesdoaudio.blogspot.com/ , site em início que promete sempre estar trazendo as últimas novidades do áudio no mundo. O QUE AMO NA DUPLA TOCA-DISCOS E VINIS 1. O “Scan” é mais rápido, em milissegundos vou e volto em qualquer ponto da faixa; Ver a faixa e saber exato ponto onde quer colocar a agulha; Ver a faixa! 2. Enquanto escuto, coloco a capa do LP no quadro de vidro porta-LP na parede para admirar a foto ou fico lendo os textos da história da MPB ou sobre as coisas da vida do cantor e seus relacionamentos musicais. Ou coisas como a carta Londres-Brasil de Caetano Veloso quando estava no exílio. 3. A admirar as belas capas, com fotos ou a arte e me deixar seduzir pelas fotos das belas mulheres cantoras que posam tanto no lado A, quanto no lado B. 4. Gosto tonalmente do LP. Para mim seu som é perfeito por que assim soa nos meus ouvidos, com maior equilíbrio entre médios, graves e agudos ou porque é eletronicamente integral e fiel ao sinal recebido nos microfones. Não há o fatiamento da onda ou sinal. Estalos de estática ou de pequenos arranhões não lhe retiram a beleza do som. Até porque em analógico nada se retira, tudo se acrescenta. E às vezes, quando ponho um LP antigo, desses comprado em sebo, um pouco arranhado, mas limpo ao meu coração, dada a afetividade que ele gera pela importância que foi o resgate memorial daquela época, nem chega nada de estalo aos meus ouvidos. E quando chega, vira um nostálgico barulhinho de chuva. 5. Escutar as músicas no LP sempre da mesma forma como foram gravadas, pois não há interpolação final de conversores, não há a menor mudança no registro cada escuta. 6. Ler os textos técnicos dos LP’s de audiófilo da década de 50. Aprende-se muito, como, por exemplo, saber como o LP foi gravado e as minúcias técnicas de engenharia de som envolvidas. 7. Saber que eu nunca vou precisar trocar meu toca-discos e nem a cápsula da minha agulha, se eu quiser. Toca-discos Direct-Drive duram dez, vinte, trinta ou mais anos... Viram gente da família! Nada é descartável num toca-discos. Só a agulha, que deve ser trocada depois de 500 horas ou tempo semelhante estabelecido pelo dono, para evitar que ela vire uma faca e fatie o sulco do LP. O Meu tem 34 anos de vida e toca maravilhosamente bem. (TD 6000 Polyvox). 8. Saber que eu não vou me limitar a uma única tonalidade de um conversor de uma leitora. Tenho no comércio, principalmente o estrangeiro, um verdadeiro menu de cápsulas e agulhas de todo tipo e marca para experimentar no meu toca-discos. E isso é legal porque a cada cápsula v. tem uma surpresa, um tom diferente, um agudo diferente, médio ou grave também diferentes. Saber que não fico amarrado ao projeto sonoro da fábrica... A cada cápsula e agulha casadas, um som novo. 9. Levantar para trocar de lado A para o lado B. Isso não tem preço e o coração agradece duplamente. 10. Saber que meu LP nunca, jamais, em tempo algum, “vai descer ladeira abaixo” (Ocorre quando o CD pula seguidamente várias trilhas na mesma faixa, por estar arranhado ou defeito de foco da leitora pelo cansaço de seu sistema eletro-mecânico) ou vai olhar pra mim e dizer “ERRO” ou “ERROR” ou “NO DISC”. Ele nunca vai me negar uma relação de amor! Ele me ama e não me deixa no silêncio. 11. Felicidade em saber que se a agulha chegou até o fim do LP sem uma poeirinha agarrada nela, é por que meu LP e está imaculadamente limpo, e não escutei “erros” de registro. Escutei música integralmente pura. 12. Poder comprar ( pelo menos nessa época atual) LP’s, com muita paciência, catando em sebos gerais de livros e tudo, LP’s a 1,00 real! Isso mesmo, levar o LP, por exemplo, “Para Não Dizer Que Não Falei das Flores” do Geraldo Vandré – Camihando e Cantando”ou de uma Orquestra Sinfônica acompanhada de um Coral de Niterói, datada de 1950, pasme, “Zero Kilômetro”, com superfície sem absolutamente imaculada e sem nenhum arranhão! E sulcos sonoramente imaculados, A 1,00 real. (Depois da minha lavagem mágica e criteriosa com tapa-selo). (Não é tapa-sexo!). 13. Poder comprar raridades de diversas épocas, 50, 60, 70 e 80, ter os originais da Elis Regina, por exemplo, ter LP’s que jamais sairão em CD, HD AAC ou Blue Ray por motivos comerciais, ou que jamais sairão gravados da mesma forma que foram gravados (masterizações que cortam o fim da música ou um comentário final do cantor, as palmas da platéia, coisas assim..) (Ou pior: Deletam um compasso para a parte do silêncio diminir!!! Eu tenho um CD da Karen Carpenter onde o silêncio entre uma voz e a outra foi diminuído! Isso é acabar com a arte que é a música e uma agressão a quem conhece a referida música!). 14. Admirar o selo do LP, principalmente aqueles que não existem mais, de gravadoras que não existem mais, como a Polygram ou a RCA Victor. Há selos belíssimos! 15. “Babar” nos encartes gigantes que vem dentro dos LPs como por exemplo, os diz Simone e Gal Costa, Joana e Mariah Carey (esta gravou Raimbow em Vinil, lá fora), com seus generosos 60,5 cm X 29,5 a capa da Gal Costa onde ela fica em pé com o microfone na mão, em também generosos 62,5 X 31 cm ou ainda os encartes atuais (2008) da Reedição de 30 anos do Premiado LP Dark Side of The Moon, do Pink Floyd, com seus generosos 52,5 x 78 cm de pura arte! 16. Poder colocar um adesivo dourado quando percebo que o LP que estou escutando teve uma excelente produção, a arranjos e masterização, gravação alta e perfeita principalmente nos graves e médios. Este adesivo (Pimaco) é uma forma que criei para destacar os melhores LP’s da minha coleção em termos de áudio. 17. A possibilidade do engenheiro de áudio colocar o grave que quiser no LP, bastando para isso diminuir o programa total do LP, onde os sulcos que representam os graves ficam mais sinuosos dias passados entre si, elevando a gravação para + 3dB e até + 5dB, óbvio, ultrapassando a marca de zero decibel sem precisar comprimir todo o áudio (achatar o áudio) (como ocorre no CD que não pode passar de zero dB sem “Clippar”, ou seja, distorcer inaceitadamente produzindo ruído mesmo). Há compressores na gravação analógica, mas os compressores analógicos não desnaturam a onda, não a codificam – são totalmente analógicos e só são geralmente usados para conter as “marteladas” emotivas do bateirista (que geram picos!) e aquele soltar da voz onde o cantor não segura sua emoção e aí nem compressor dá jeito, como na música de Elis Regina “Como Nossos Pais”. (Esse “pais” deu trabalho aos engenheiros!). 18. Saber que meu LP não vai morrer ou aparecer morto um dia em que eu quiser e escutá-lo. Certamente morrerei antes deles. Certamente meus netos e bisnetos os escutarão... 19. Saber que, se, ao comprar LP usado num sebo, ele vier com uma faixa irremediavelmente saltando, ou engatando, eu apenas preciso evitar aquela faixa. E o resto do LP está bom. Com um porém: Às vezes a simples troca por uma outra agulha diferente resolve o problema, já que as agulhas nunca tocam 100% e exatamente no mesmo ponto do sulco e nem são afetadas da mesma maneira pela energia dinâmica que produz o “engatar” ou o “saltar” da trilha da faixa, isso pelas diferentes tensões de cantilever que elas tem e seus diferentes formatos, elíptica, shibata, cônica etc. 20. Ver o LP girando... simplesmente... com a bela luz do strobo! São essas as minhas vinte razões pelas quais o LP e o Toca-discos me emocionam profundamente, em todos os sentidos. O único momento triste nesta relação é ter que um dia, despedir-me daquela agulha porque sua vida acabou! Mas alguma coisa tem que morrer, porque os vinis amados não morrem: São como diamantes: São eternos. Joaquim Martins Cutrim. Contato: joaquim777@gmail.com