Wednesday, June 19, 2013

Joaquim Martins Cutrim


O blog Vinil Na Veia completa 10 anos! (2005 - 2015).


Blog com conteúdo registrado na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, desde 2008.


Página Facebook dedicada ao Vinil: https://www.facebook.com/jmartinscutrim

Amplificadores Valvulados sob encomenda: Hélcio.


https://sites.google.com/site/valvestaterio/

valvestate.rj@gmail.com


Thursday, June 30, 2011

Verônica Moschiar - Foto de Ana Carolina Freitas
http://nicamoschiar.blogspot.com/

http://minhadefesaaodiscodevinil.blogspot.com.br/

(Acima, uma síntese do blog Vinil Na Veia para facilitar a pesquisa). 
02/01/2015.

Thursday, March 17, 2011

  
Espaço Maestrina. Travessa Desembargador Álvaro Ferreira Pinto, nº 18, Jardim Icaraí, Niterói-RJ. Divulgação.

TAPA-SELOS DE DISCO DE VINIL PARA LAVAGENS E EXCELENTE ESCUTA


http://tapa-selos-joaquimcutrim.blogspot.com.br

http://limpezadevinis.blogspot.com.br


Onde você pode encontrar Toca-discos no Rio de Janeiro:

Na Capital: ION TOCA-DISCO E SUAS AGULHAS ORIGINAIS: Loja HM Eletro - Shopping Tijuca - Av. Maracanã, 987 - Tijuca - loja 1084-B - Tel: (21) 3978-3310; Shopping Nova América - Av. Pastor Martin Luther King Jr., 126 - Del Castilho - loja 1425 - Tel: (21) 3083-1345.; Loja HM Eletro - Shopping Iguatemi - Rua Barão de São Francisco, 236 - Andaraí - loja 1046 - Tel: (21) 2577-6867. 

Caxias-RJ: Caxias Shopping - Rd. Washington Luiz, 2895 - Duque de Caxias - loja 201-M - Tel: (21) 2672-2181.Compre vinis na Livraria Cultura, on-line: http://www.livrariacultura.com.br/scripts/busca/busca.asp?p=2&palavra=Vinil&tipo_pesq=3&f1=3&search_id=48856355&search_id_log=46144371&sid=2231691481312217277209746

CAPAS PLÁSTICAS PARA DISCO DE VINIL:

Rio De Janeiro - Plásticos Internos e externos para discos de vinil - Loja de Plásticos SIMABI. Venda de plásticos internos e externos que protegem os discos de vinil. Atacado e varejo: Site: http://www.simabidescartaveis.com.br/Endereço: Rua Buenos Aires, 342 - Centro - Rio de Janeiro. Tels: 3970-0977, 2222-9844, Fax: 2232-9864. Capas internas e externas de Vinis.

AGULHAS E CÁPSULAS:

Agulhas, cápsulas e toca-discos: Onde adquirir:  Recomendo adquirir toca-discos, cápsulas, agulhas e outros acessórios na www.needledoctor.com em função de serem de recentíssima fabricação, em função da alta demanda nos Estados Unidos, país que nunca abandonou o uso de toca-discos e Vinis. A compra pode ser feita por Cartão de Crédito Internacional. 


Outra opção: www.lpgear.com

LIVRARIA CULTURA ON-LINE



Divulgação


FEIRA SEMANAL DE DISCOS DE VINIL EM BANGÚ, RIO DE JANEIRO


 Há uma feira semanal de vinil, uma das mais  interessantes do Rio de Janeiro. Aqui aparece de tudo e a feira acontece em todos os domingos pela manhã. Há uma página para divulgar a feira. 

Localização: Av.Santa Cruz, 4209, próximo ao Buraco do Faim em Bangu. FACEBOOK: https://www.facebook.com/feiradevinilbangu 

Tuesday, October 04, 2005

"O LP É A ONDA SONORA MATERIALIZADA EM SUAS MÃOS"
Autoria da frase: Joaquim M. Cutrim. Importante: Este blog não é um blog tradicional, onde há postagens seguidas. É um livro virtual. Edito-o constantemente, assim como todos os meus blogs sobre áudio. Não os atualizo por postagens novas. E todos podem ser acessados através do blog-índice.
"Som bom é saúde. Faz tanto bem quanto uma boa alimentação e exercícios".
 

http://joaquimcutrimblogs.blogspot.com/



(Propagandas e links úteis no final do blog).

"OS VINIS SÃO ETERNOS"
("Diamonds are forever").

O Disco de Vinil é a primeira cópia exata do som real. O Disco Digital de Áudio é a segunda cópia e inexata do som real. Não existe som real digital: 
Originalmente ele é analógico. 
(Joaquim Cutrim).


INTRODUÇÃO AO TEMA CD versus VINIL - A questão do Vinil versus CD tem sido palco de muitos e acalorados debates, principalmente na internet, onde existem várias publicações sobre o tema. Contudo, notam-se defeitos muito graves na abordagem de um tema que é um misto de científico e sociológico, sendo o principal deles a falta de uma pesquisa profunda e fundamentada. Primeiro, a começar pelo termo incorreto "digitalização", que só é mencionado no Brasil, o termo correto e usado no resto do mundo é numerização. Numa visão inicial, já dizemos de saída: O Disco de Vinil é a primeira cópia exata do som real. O Disco Digital é a segunda cópia inexata do som real. Não existe som real digital: Originalmente, ele é analógico. E a questão da exatidão e da inexatidão é matemática. (A palavra "cópia" é uma metáfora usada mundialmente em áudio. Claro; até porque não se pode copiar um evento puramente físico, como é o som no ar). (E a cópia a que aqui refiro-me é a cópia comercial, pois tecnicamente falando a primeira cópia é o master). Continuando com o tema: Mas há diferenças que marcam um e outro: Partindo do ponto de vista técnico-científico, iniciaremos com o problema do sampleamento para o "digital" (Sintetização imperfeita), o que quer dizer o seguinte: O sinal analógico é especializado e é um espelho do som real do que a banda tocou; o sinal digitalizado ou numerizado (Como já disse, é termo correto e no resto do mundo só é falado assim, principalmente por não-leigos) é simples, é uma amostra, nem cópia pode ser chamado já que cópia deve ser matematicamente fiel; trata-se de uma semelhança do sinal, não um espelho do sinal elétrico real (Imagine você diante de um espelho: Ele reflete sua imagem com perfeição, mas não é você! O digital seria uma imagem de um espelho, então. Ou seja, o primeiro é mais complexo nas suas informações e o segundo muito menos complexo; no CD o método é eletrônico-óptico-digital; no vinil o método é eletrofísico (O vinil é uma grande palheta - seus sulcos tocam a agulha como quem toca o captador de uma guitarra); falam que o analógico "colore" o som (Pelo menos ele acrescenta, não retira, acrescenta coisas boas e possivelmente ruins, estas últimas a depender da afinação do equipamento e cuidados com a lavagem do vinil); o digital purifica o som, é certo, mas sacrifica a especialização do sinal; isso aparece com alguma percepção de seu ouvido na péssima definição dos agudos altos; o vinil tem uma largura de banda útil teoricamente infinita em kHz, pois não há um limite teórico para inserir-se sons em um sulco. Enquanto isso, o CD tem uma faixa de freqüência máxima de 22.5 kHz e o SACD e outros discos de codec, em torno de 48 kHz. Aumentar a amostragem? Não adianta, pois a "medição" (Quantização) pelo conversor continuará imperfeita e isso deprecia os harmônicos, além de não existir algoritmo que permita amostragens próximas ao infinito, e, lembrando que a cada aumento de amostragem, aumenta-se o "lixo", o ruído, o erro de "dither", que tem que ser dispersado aleatoriamente para não prejudicar o resultado. Importante estudo você pode ver em http://sonsultrassonicosnovinil.blogspot.com/, de menha autoria, demonstrando estudos sobre o assunto. Na maioria dos tocadores de discos digitais a banda de 48 kHz simplesmente não existe para tocar corretamente os conhecidos "Discos de Codec" (SACD; DVD-A; XRCD etc.). (Os fornecedores evitam dar dados oficiais). Isso ocorre principalmente nos tocadores de fabricação de massa, muito comentado pela crítica especializada; vide revistas de áudio de credibilidade. Também determinados amplificadores (Os de baixa qualidade, independente da potência se autolimitam por causa de seus circuitos baratos e ruins em face de componentes eletrônicos internos, trilhas de placa e contatos) reproduzirem uma faixa de freqüências, de, no mínimo, 48 kHz. É importante ressaltar que audiofilia é como se fosse uma corrente com vários elos: Exige-se qualidade do tocador (De CD ou de Vinil, nesse último, importante é o conjunto cápsula e braço, além da isenção de vibrações externas) + Qualidade dos circuitos de um amplificador + Qualidade sonora da caixa acústica+Qualidade das saídas RCA de todos equipamentos e dos cabos + Correção acústica da sala onde estão instalados os equipamentos+Boa masterização da mídia a ser escutada + Boa qualidade de rede de alimentação de sua residência, sem a interferência de freqüências espúrias na rede advinda de eletrodomésticos ou lâmpadas fluorescentes, resultado de um projeto elétrico ruim+Lavagem correta do LP ou Vinil, se esta é a mídia. Não há amplificadores iguais em resposta de freqüência, como muitos pensam e já respondi isso em muitos e-mails. Podem muito bem serem iguais em potência. Continuando, a relação sinal-ruído (Noise Floor) do LP é melhor que a do CD acima de 500 hertz: O Vinil tem uma relação sinal-ruído, abaixo dos 500 hz, de -50dB SPL. Acima disso, ganha do CD: A relação aumenta para -96dB SPL, enquanto a do CD fica em -88dB SPL sinal-ruído (Christine Tham). Nesse quesito, o CD só é melhor nas "zonas de silêncio", onde o vinil volta aos -50dB SPL e o CD mantém -88dB SPL. No entanto, o Vinil conta com o incrível "bônus" de possuir sons ultrassônicos no momento da reprodução do som, representados por transientes no gráfico espectral (Pesquisadora Christine Tham, graduada em Ciências da computação pela Austrália). Falam em distorção tanto no analógico quanto no digital, uma vez que se você coloca um equalizador na cadeia do sinal a ser gravado, já estaria distorcendo - Inverdade, pois perda não é erro. Erro se tem no digital. E perdas temos nos dois sistemas e em qualquer circuito fabricado neste mundo humano! (Perdas tem-se até nos "Linhões" de altíssima tensão - 750.000 volts ou 750 KVA).

Além do mais, não há somente o conceito eletrônico de distorção, muitas vezes inútil aos ouvidos humanos: Há o conceito musical de distorção que é mais útil aos nossos ouvidos. E se essa distorção fosse evidente, então, ao girarmos os botões de graves e agudos do nosso equipamento para mais ou menos já estaríamos distorcendo o sinal, pois não há diferença física entre um sinal original e um amplificado, os níveis matemáticos dos milivolts sobem na mesma proporção. Fala-se dos grandes cuidados que requer o equipamento analógico: Como instrumento, um toca-discos requer afinação mas os benefícios são extremamente compensatórios. O vinil tem visual; o CD não tem. O CD sofre com a corrosão e ataque do fungo Geotrichum: O Vinil é imune à qualquer fungo e oxidação: Uns são mais bem fabricados e demoram mais anos a corroer a camada fina de alumínio refletiva, tanto o industrial (CD WORM - Write Once Read Many) portanto ele é perecível (Uma mídia óptica com a estrutura de um CD pode tanto durar 1 ano como 26 anos) (Os fabricantes de CD-R só conferem 2 anos de garantia atualmente, vide Sony-Phillips comprado na embalagem original); inclui-se aí os DVD's - o mesmo princípio do CD - (Testemunhei ambos os casos, houve teste em vários tocadores). Isto porque há perigo de defeito por corrupção da "reflective layer" (Camada fina refletiva de alumínio protegida pela camada de policarbonato) por fungos ou sua oxidação. O vinil não, sua durabilidade é indeterminadamente longa, dado comprovado, o LP tem mais de 63 anos tocando; não se pode nem falar que um CD tem "durabilidade indeterminada" (Como está escrito nas embalagens da Sony) porque a palavra indeterminada sozinha nada diz e precisa de um complemento, um adjetivo, e o adjetivo "longa" não pode ser sob pena de soar enganoso, já que já aconteceu desta mídia durar apenas 1 (Hum) ano e isso não é "durabilidade indeterminada longa". O mais honesto seria falar-se em "durabilidade imprevisível", já que absolutamente não se pode prever a existência funcional de um CD; há que dizer-se que ouvir um excelente som analógico custa caro (Um mediano nem tanto e com sorte ou acompahamento técnico, comprar usados compensam); um "set" digital é barato; um vinil já falei; um vinil (LP) você ouve até sem eletricidade (só com um cone de papel e uma agulha), o CD não, o vinil é natural, autêntico, o CD é sintético, uma semelhança do que a banda tocou e não um espelho dessa banda, falo do sinal elétrico, no CD esse sinal elétrico é uma simulação da senóide (Senóide é sinal elétrico que traz o som até o CD ou Vinil), é um sinal inautêntico, embora puro; o vinil, quando gravado em processo totalmente analógico, representa o som analógico original e especializado, que é uma cópia verdadeira do som ao vivo, um espelho do som real; o digital é uma cópia do analógico (E como já disse nem cópia pode ser - É uma semelhança já que não reproduz matematicamente exatos os níveis que formam o sinal elétrico); e ainda uma vez que, obrigatoriamente, microfones são analógicos (não existe microfone digital) e há que haver a famigerada conversão de eletricidade em posições de chaves dentro de memórias "flip-flop", traduzindo, conversão de eletricidade em dados, em informações eletro-mecânicas a serem retiradas dali no momento certo. E finalmente, o harmônicos de um vinil chegam a níveis ultrassônicos, segundo a engenheira em ciências da computação Australiana Christine Tham - Vide blog http://sonsultrassonicosnolp.blogspot.com/ - O que simplesmente não existe no CD ou em qualquer outra mídia digital. E fazendo uma metáfora divertida, mas bem séria, o Vinil é como gasolina: Depende do "motor" (Toca-disco e cápsula), já o CD nem tanto, não depende tanto do tocador para exibir sua pureza de som e suas qualidades, pois o upsampling não melhora o CD já que "do nada nada se tira" (Nilhil nilo fit), ou seja, não se pode tirar de onde não há. Do ponto de vista sociológico, não faltam preconceitos e abordagens parciais, extremamente subjetivas, como se a sociedade não fosse plural e todos devessem sempre caminhar para um único lugar. Como se não fosse permitida a diversidade. E o mais impressionante: Como se o universo da questão fosse só o Brasil, como se tudo que ocorre e ocorreu no Brasil fosse obrigatoriamente válido para o resto do mundo, num flagrante e despudorado etnocentrismo. Tentarei, neste texto, em várias etapas, abordar, além da parte técnica, os pontos de vista mais comuns, assim como também os preconceitos. Nota: Como este blog é permanentemente atualizado, noticio que o Brasil já voltou a fabricar vinis pela Polysom, agora no comando de João Augusto, dono da gravadora independente Deckdisc. É interessante acompanhar o twitter da empresa para saber dos lançamentos em vinil. E para amarrar a discussão: O CD pretende uma fidelidade de aparência por semelhança; o vinil é fidelidade de essência, pois o sinal é matematicamente perfeito. No CD há um exemplo do sinal, uma semelhança da realidade, que não se pode chamar de cópia, pois a cópia é "Algo quase igual", enquanto o semelhante é apenas "parecido". No sulco do vinil, há um espelho do sinal elétrico, que por sua vez, é um espelho do som real, é matematicamente perfeito em seu sinal, como já afirmei. E finalmente, na vida, não existe o silêncio absoluto: O silêncio absoluto só existe no CD (!), razão porque o LP se assemelha ainda mais nesse ponto à realidade do som. Uma orquestra sinfônica ou uma banda, não tocam só para você: Tocam para uma platéia, e há ruídos, que, nem por isso, prejudicam a fidelidade do som. (Índice no final) 1. Introdução aos conceitos analógico e digital Costuma-se falar em "som analógico" e "som digital". O primeiro termo é correto, uma vez que significa som análogo ao real, ao original; e é utilizado no tema para corresponder àquele som que não sofre nenhum processo ligado à computação de dados. Já o termo "som digital" é incorreto, uma vez que nossos ouvidos só podem ouvir som real - Presente no ar - Ou o som analógico ao real - Aquele que foi "fabricado" a partir do real. Ou seja: só podemos ouvir ou o som ao vivo, real, original - uma banda, por exemplo, ou aquele que foi fabricado e posto dentro de uma mídia: discos, fitas e memórias digitais. Nosso ouvido, como é analógico (Processo mecânico - Bigorna, estribo e martelo e células ciliares) não pode escutar zeros e uns. Nesse passo, já poderíamos concluir o seguinte: o máximo que poderíamos fazer para não estragar o som real alterando suas características originais seria no máximo analogizá-lo, pois isso já seria a primeira cópia. A digitalização é cópia de cópia, pois a digitalização não pode ser obtida diretamente da gravação, vez que o microfone não transforma som em zero e um. Ou seja: no processo de gravação analógica nós temos o som ao ar livre sendo captado por um microfone (Processo analógico), armazenado no LP ou fita magnética (Produto final) e depois reconvertido em som ao ar livre novamente, através de alto-falantes. No processo de gravação digital, temos o mesmo processo acrescido da fase digital para depois retornar à fase analógica e assim poder ser ouvido, finalizando novamente o ciclo com o processo analógico. Em suma: no processo analógico temos 'som ao ar livre' - 'analogização (Microfones)' - 'transformação em som ao ar livre'. No segundo processo temos 'som ao ar livre' - 'analogização (microfones)' - 'digitalização (Conversor analógico digital - CAD ou ADC em inglês)' - 'transformação em som ao ar livre' (CDA ou DAC, em ingês). Como se vê, o processo digital é cópia de cópia e depende totalmente do processo analógico, já que qualquer transformação de energia mecânica (Som) em energia elétrica só pode ser feita utilizando-se dispositivos de eletrônica analógica, e não digital. (Cópia de cópia porque primeiro transformamos as ondas sonoras físicas em eletricidade (Transdução do real a sinal elétrico analógico) para depois fazer-se uma cópia final analogizada (Master), que pode ser uma fita de duas polegadas rodando a 30 ips [Inch per second ou polegadas por segundo] ou um máster digital [DVD-A, SACD, etc.], isso sem deixar de frisar que metade dos bytes está no CD (Ou outra midia digital), e outra metade, na leitora, no momento da leitura e analogização, pois o sinal final não pode ser pulsátil, tendo que ser contínuo, sendo que é a leitora e o diodo fotovoltaico é que suprem essa etapa final na conversão dos dados ópticos do CD para a conversão desses mesmos dados em sinal analógico digitalizado a ser entregue ao amplificador). No vinil isso simplesmente não existe, pois a cápsula fonocaptora "arranca" dos sulcos do vinil um sinal analógico, ou seja, um verdadeiro sinal elétrico de variação contínua (E não um monte de dados) e o entrega ao Amplificador ou Receiver já como eletricidade pura sem precisar passar por nada de conversão, para a de-emphase pelas  normas da RIAA. Nesse momento de captura e transformação em eletricidade das formas dos sulcos, estes registros dos sulcos estão gravados em "emphase" que é apenas um reposionamento das freqüências mais graves representadas ali mecanicamente nos sulcos, para a posterior de-emphase, na entrada pré-amplificada de phono ou pré-de-phono, simplesmente, onde é feita a "elevação" dos graves para o nível do máster. Foi um método adotado por todas as gravadoras para fazerem caber no vinil o máximo de música possível. Emphase do sinal analógico e posterior de-emphase não distorcem o sinal, pois apenas acomodam de modo ideal as freqüências a serem transferidas ao amplificador, jamais transformando o puro sinal analógico em outra grandeza física, como a informatização ou simplesmente a memorização em dados, lembrando que dado não é sinal elétrico, é modo de informação. Dessa forma, a gravação em LP jamais distorce um sinal sonoro. E por fim: Como é que se pode comparar um inteiro com pedaços? Como é que se pode comparar algo que retira com algo que acrescenta? Porque eu trocaria o "inteiro" pelo "meio (Significado de metade)"?

Atualizações sobre a tecnologia de fabricação do Vinil: Investimentos Tecnológicos da área do Vinil - Introduziram agora o termo ULTRA-ANALOG. Eu creio que este termo técnico refira-se a um corte e masterização de um processo 100% (Cem por cento)analógico. É o óbvio. Já a técnica 1/2 SPEED MASTERED, entendo ser o corte da mother negative com a metade da velocidade normal. Talvez para ter menos ruído de fundo. São segredos de fábrica. Só se vai saber isso se os engenheiros abrirem a boca. Quanto às velocidades de reprodução, continuam as mesmas: 33, 45 e 78. É, estão investindo em pesquisa pesada para melhorar mais ainda a qualidade do LP ou áudio-vinil. Como exemplo, procure estes LP's na Elusive Disc, uma loja on-line, http://www.elusivedisc.com/ .

2. A produção de um CD industrial de áudio e de um Áudio Vinil (AV). Começaremos explicando a criação de uma e de outra mídia, no caso, o disco de vinil e o disco compacto de cianina ou phtalocianina, e policarbonato, materiais mais usados na fabricação do CD-WORM (Compact Disc-Write Once Read Many), além da dye, a camada de policarbonato onde são registrados os furos e da camada refletiva (Reflective Layer) de alumínio ou ouro necessária para a reflexão no fotodiodo a gerar o dado "1". Neste último, no caso de CD's de camada de ouro de 24 quilates (Que também oxidam, infelizmente. Fonte: Doutor em Ciência da Computação que trabalha na Sony-Philips). Entenda-se como mídia, do latim medium, como "meio": Matéria manufaturada com a finalidade de acondicionar informações para posterior conversão em música. O disco de vinil é produzido da seguinte forma: no estúdio ou ao vivo, são captados os sons por fita magnética de gravadores de rolo de altíssima fidelidade (Fita de 2 polegadas rodando a 30 ips), por fitas DAT (digital áudio teipe) ou por um CD denominado super áudio CD (SACD), DVD-A ou HD AAC. A forma de captura do som já começa a dividir as opiniões daqueles que têm o comando da operação: Parte dos engenheiros de áudio preferem as mídias analógicas como os gravadores de rolo, denominados Hi-End (termo utilizado para destacar aquilo que de altíssima fidelidade). A outra parte prefere as atuais mídias digitais (DAT, SACD, DVD-A, HD AAC; etc). Escolheremos, para exemplificar melhor a gravação do vinil a partir da captura do som ao vivo, em estúdio ou com platéia ao ar livre, a mídia em fita magnética de gravadores de rolo, por estas terem o poder de capturar toda a banda passante de áudio de modo matematicamente perfeito, ou seja, todos os sons ali existentes no momento da gravação. Gravado o áudio no rolo, ele é submetido à apreciação dos engenheiros para apuração da qualidade de todo o áudio. Aprovado o áudio, esta fita doravante se denominará "master". Essa fita será colocada num equipamento de rolo conectado a um outro equipamento semelhante a um toca-discos (A Lathe Cutter), só que seu braço contém uma agulha de corte, também denominada estilete. Neste equipamento semelhante a um toca discos, será colocado um disco de vinil virgem pronto para ser cortado. Cortado aqui significa terem seus sulcos moldados, confeccionados. Assim, o gravador de rolo transferirá todo o áudio para o equipamento de corte (Pode ser ao vivo, diretamente da banda para a cabeça de corte - http://www.pauleracoustics.com/ -DMM)  que irá então elaborar os sulcos, cortando-os no vinil virgem para uma reprodução posterior no produto final, um LP rodando na velocidade selecionada, que pode ser de 16, 22 1/2, 33 1/3, 45 ou 78 rotações por minuto. É importante se observar que todo o áudio é transferido para o vinil (Fisicamente possível). O que fica registrado no vinil é um espelho do sinal analógico. E aqui já fica um alerta: Nenhuma mídia é capaz de replicar 100% do som original ao vivo como ele é, na realidade, ou seja, como os nossos ouvidos o ouviram ao vivo. Isso porque os sons ao vivo estão ligados a vários fatores físicos que não se repetem. Mas as mídias analógicas são as que mais se aproximam disso por não omitirem absolutamente nada do que os microfones lhes enviaram, na gravação dos sons originais. E nestas estão enquadradas as fitas magnéticas (De áudio tape e cassettes) e os discos de vinil. Produzido este disco pelo estilete de corte, ele se denominará laccquer. Este disco de vinil será "pintado"de prata através de um processo eletrostático chamado galvanoplastia. A partir daí ele estará pronto para confeccionar o stamper, através de prensagem. Confeccionado o stamper, ele é um espelho perfeito do laccquer: Ele contém os mesmos sulcos, só que em alto relevo. E este stamper (estes, já que são dois os lados de um LP; o A e B) então será colocado em uma prensa, que prensará unidades virgens de vinil e assim é que são prensados os nossos tão conhecidos LP's ou simplesmente, vinis. O CD tem um processo de fabricação mais simples: Escolhida a mídia, digital ou analógica, esta é transferida para um equipamento que moldará uma matriz (Chamada master glass, que prensará até 10.000 unidades) contendo o inverso dos furinhos que todo o CD contém, essenciais para serem lidos pelo raio leiser. Há vários processos, sendo o mais preferido o Standard Stamper-Injection Molding (Veja os vários processos de fabricação no site http://www.ee.washington.edu/conselec/W94/edward/edward.htm , do professor Edward A. LeMaster da Universidade de Washington). Onde há furo o laser não reflete e isso gera um dado, o dado "0". Onde não há furo e sim alumínio polido, o leiser reflete e isso gera o dado "1". Feita essa matriz, ela será colocada numa prensa que prensará os CD's, tudo automático havendo inclusive um braço robotizado que lê imediatamente o CD produzido rejeitando-o se houver erros. Assim é feita a produção industrial da mídia digital, qualquer que seja ela. (Diferente do processo do LP que tem todas as etapas controladas artesanalmente pelo ser humano. Um stamper positivo ou madre produz até 2.000 LP's, em qualidade).  No CD gravável doméstico, o processo de gravação é outro: Há uma camada a mais, sensível ao raio leiser mais forte dos drives de gravação e, onde ele atinge a camada, onde formam-se bolhas que interferem no laser da leitora e o processo é semelhante ao acima descrito.  Importante é ressaltar a fabricação de CD's worms Negros: A camada refletiva existe; está apenas coberta por um policarbonato negro. Como o laser lê, se o policarbonato é negro? Simples: O policarbonato está polarizado para que o feixe de raios laser o atravesse. A indústria de CD's vem utilizando esta estética em razão do sucesso que é a beleza negra dos vinis, com seus sulcos sonoros. E na parte do CD que não toca, existem até ranhuras circulares imitando o vinil. Veja:


 

3. A questão dos sons guardados nas mídias - Os sulcos cortados pelo estilete no vinil apresentam-se como diversas formas de ondulados, uns mais profundos, outros mais rasos, ondulações mais suaves e mais extensas e por aí vai. Poderemos dizer que estes são os "dados" armazenados no vinil. A agulha do toca-discos em contato com estas diversas ondulações, é obrigada a produzir um movimento que é transmitido para uma pequena bobina no interior da cápsula fonocaptora, que se movimenta em relação a um ímã, (Que pode ser natural ou elétrico) e isso produz energia elétrica. Ou seja, a voz do cantor e os instrumentos musicais produzem ondas numa direção e sentido, que captadas pelo microfone são transformadas em ondas elétricas com a mesma direção e sentido, que por sua vez são transmitidas ao braço do estilete de corte com a mesma direção e sentido, produzindo no vinil, ondulações também com a mesma direção e sentido, que por sua vez também geram na agulha dos toca-discos ondas elétricas com a mesma direção e sentido e que por sua vez, finalmente, passam pelo amplificador com mesma direção e sentido chegando os alto-falantes, aí, já transformada em onda mecânica, exatamente na mesma direção e sentido. Ou seja, há um mínimo de alteração possível na transmissão de dados em forma de eletricidade até a sua a reconversão em energia mecânica. É importante se observar que em nenhum momento a agulha do toca-discos deixa de ter contato com os sulcos (e o aparelho estiver corretamente regulado), que são a fonte de dados, garantindo assim uma informação contínua e fiel ao original. No CD, vindo os dados de uma mídia analógica, como uma fita de rolo ou um disco digital de super-áudio, os dados sonoros não são na sua íntegra, na sua totalidade, inseridos no CD. Porque? Por que se todos os dados tivessem que ir parar dentro do CD, do conteúdo total a ser gravado, só caberiam seis minutos de música! (Pode até caber menos, dependendo do aumento da taxa de amostragem, pois a amostragem-padrão para "wav" não é fixa e pode ser maior, apesar do CD comercial, ou CD-A, ou CD-Worm (Worm é uma sigla que significa "Write Once Ready Many) ter um padrão fixo de 44.100 amostragens por segundo). Isso porque o espectro sonoro gerado na ocasião de uma música repleta de vozes e instrumentos é imenso, incluindo-se aí, além dos tons e semi-tons (Os harmônicos e os infinitos sub-harmônicos que podem ser gerados principalmente pelos instrumentos que possuem a escala não temperada como os violinos, violoncelos). E isso sem falar dos formantes dos instrumentos, que são características sonoras (Timbre pessoal de cada instrumento, pois nenhum instrumento soa igual ao outro). Leva indiscutível vantagem aí o Vinil posto que seu sulco comporta-se como uma amostragem infinita, numa comparação com o CD ou qualquer meio digitalizado de áudio. Como você vê, na explicação acima, a gama sonora é imensa e não podem conter em um CD toda essa gama sonora! E especialmente, no caso dos formantes, não há a possibilidade de contê-los na sua integralidade, pois é fato cientificamente provado posto que já foi tentado em experiência a reprodução de formantes digitalmente e isso não foi possível a contento (Fato real, conhecido e notório no meio acadêmico). Matematicamente, poderemos dar um exemplo: Peguemos um programa, um software comum de gravação como (O Audacity) para usarmos como gravador nesta experiência. Este software deverá gravar os dados num arquivo com extensão ".wav", que é um formato dito "sem compressão", que supostamente não "economiza" de maneira alguma na hora da captura de dados. Grave sua voz, com a taxa máxima de amostragem e tamanho de quantização que seu equipamento permite, falando um pequeno texto, por 3 minutos exatos. Depois verifique o tamanho do arquivo: Você perceberá que o arquivo ficou com muitos megabytes! Vamos exemplificar em 30 MB: De que tamanho ficaria cada música, se cada uma tivesse apenas 3 (Três) minutos? Cada uma ficaria com 720 "megas" de tamanho, ou seja, um CD só comportaria uma música! E os CD's em média possuem mais de 15 músicas. Então qual é o milagre? O milagre é a minimalização (Que na realidade deveria ser 'rarefação', "fatiamento" da onda elétrica original). De cada onda sonora de cada instrumento e cada voz são retirados "amostras" ("Samples", 'exemplos', em inglês) e é só isso que vai para dentro do CD. É como se eu pegasse uma tela gigante com todas as suas cores e estampas, e na impossibilidade de guardá-la toda em um caminhão para transporte, resolvesse "fatiá-la" retirando-lhe vários pedaços para que ela pudesse caber no caminhão e, no local de destino, colasse todas as fatias, colocando no lugar das que foram retiradas algo semelhante ao estava no lugar delas, para que pudessem recompor a tela inteira. Ou seja, as partes faltantes seriam recompostas por aproximação (Interpolação) no aparelho tocador (Ou player, como preferir), no ato de ouvir. Pois é: Assim que funciona a gravação digital: Interpolação passiva e ativa. Os dados capturados do "master" são retidos em parte para serem gravados no CD em forma de seqüências binárias de 0 e 1, mas somente 'exemplos', ou seja, amostragens de cada trecho da onda sonora em toda sua extensão. É como se você pinçasse em uma extensão de onda em várias partes dela em um intervalo de 10 em 10 cm. A isso se chama amostragem. Quanto menores os intervalos, maior a amostragem. Evidente que eu usei a medida em centímetros para tornar mais compreensível o exemplo. O CD-WORM (Write Once; Ready Many) quando surgiu tinha seqüências binárias de 16 bits em 44.100 amostragens por segundo, o que dá 22.050 hertz. A sigla kHz acompanhada do numeral 44.100 (Ex.: 44.100 Hz) é inadequada, pois fere o princípio de Shannon-Nyquist. O Termo correto é "amostras por segundo (Ou a.s) e seguida do verdadeiro alcance de freqüências de um CD-A, que é de 20.050 Hz. Hoje, um CD de qualidade é gravado em 44.100 amostras por segundo em "palavras" de 16 bits, em sistema PCM, que gera um espectro de freqüências que vai qualitativamente até 20.050 hertz, com ruído de dithering tratado, o que significa ruído distribuío aleatoriamente, como se faz em imagem. (Veja mais abaixo sobre quantização, dithering ou dither, e erro de clipping, no item 19 deste blog). Já os SACD operam em outra técnica que permitem 28.224 Mhz em 1 bit (É o "Highest-grade", o DSD format - DIRECT STREAM DIGITAL de 2.8224 [MHz]), mas que na prática não ultrapassa muito os 192 a.s (O leigo Khz) do outro sistema, mas precisam de um CODEC para serem lidos, não são lidos diretamente como um CD-A. Já há o CD híbrido, composto de CD + SACD, também com a segunda camada (Layer reflective) em DSD. (A Pauler Acoustics, estúdio Alemão da empresa Stcock Fish Records, o produz). Já temos "players" com chips de 24 bits por canal tocando a essas mesmas 192.000 a/s ("kHz") (Mas os equipamentos para ler o SACD devem ser apropriados para a leitura desta mídia, sob pena de não oferecerem os prometidos benefícios). Mas voltando ao assunto, poderemos notar o tamanho que ficaria um LP dentro de um CD se nenhum dado fosse economizado: Partindo do exemplo dos três minutos para cada música, um bom LP, que só comporta dezoito minutos de música de cada lado, em média, ficaria com seis músicas, porque 18 : 3 = 6. Fazendo a conta: 6 X 720 = 4.320. Isso mesmo, 4,3 gigabytes! Só de um lado. Os dois então teriam a astronômica quantia de 8.640 gigabytes, ou seja, um LP, se convertido para dados binários, teria 8,6 gibabytes de tamanho. E isso comercialmente seria inviável. Mas como recompõem-se os dados que faltam, por amostragem, já que o CD não traz tudo, sendo apenas um arquivo de dados impressos fisicamente tal qual uma fita perfurada? É o próprio conversor do "CD player". Ele coloca ali o que falta para que você escutar a música, límpida, maravilhosa, sem ruído nenhum, através de um processo que ocorre na conversão dos dados para sinal analógico (Na imensa maioria das vezes, aplicando técnicas de "interpolação", que certamente não é o mesmo sinal da música do evento inicial). É lógico que isso é quase (Eu disse quase!) imperceptível para ouvidos menos treinados. E não é a mesma música assim como não seria a mesma tela, no caso do exemplo do caminhão. E isso aparece de diversas formas, porque aí quem está encarregado de perceber isso não é mais uma máquina e sim o ser humano, que descreve o que sente com subjetividade, mas que não é nenhuma loucura: Muitos falam que falta "calor" na música, eu, particularmente, percebo que a duração dos graves no vinil é maior e eles são mais intensos, pois já fiz o teste (Lógico, fazendo-se a comparação no mesmo lugar e com o mesmo equipamento, sendo colocado para tocar a mesma música gravada tanto no LP quanto no CD, naturalmente, industrial, bem masterizado. Outros falam que falta-lhe a "textura" e enfim, há várias percepções por aí a fora, para quem tem bom ouvido e bons equipamentos. Finalmente, é importante acrescentar que existem diversos tipos de DAC (De "digital audio converter" - Conversores de sinal analógico para digital). Alguns armazenam blocos de bits antes de serem processados, para que se possa efetuar alguma eventual "correção" de leitura. Outros, processam os bits diretamente (1 bit por vez) e aí é que entra a tecnologia secreta de cada fabricante: Cada um opta por um caminho, uma lógica, um algoritmo e por aí vai. De um modo geral, por canal, o som digital é mais fácil de ser compreendido como um plano cartesiano X,Y, onde há uma matriz de pontos representada por uma linha horizontal, que é a do tempo (Taxa de amostragem por segundo. Exemplo: 44.100 amostras por segundo – a.s) e a vertical, que é a dos valores da quantização (Representada em número de bits por quantização exemplo: 16 bits). Assim, sem falar em compressão de dados (MPEG, ATRAC, etc.), que é um processo intermediário entre a mídia e o sinal armazenado no buffer de saída para o DAC, o número de bits por quantização versus o número de amostras por segundo é igual ao número de bits por segundo que o "coitado" do DAC terá de ser capaz de processar. Exemplo trivial: (CD-A): 16 bits X 44.100 = 705.600 bits/seg. ou 705,6 kilobits/seg ou 705,6 kb/seg ou ainda 705,6 kbps por canal. Multiplicando-se isso por 2 canais (No caso do CD-A), teremos 1.411.200 ou 1,4112 Mbps que é a taxa final sem compressão (MPEG, ATRAC, etc.). Atente-se que “bit” é representado com "b" minúsculo. Já Byte, que é hoje é chamada tecnicamente “palavra” (Denominação antiga – Setor) de 8 bits, escreve-se  com "B" maiúsulo. Muitos iniciados confundem, o que é normal no início da familiarização com a ciência da informática.


4. Direct Metal Mastering - Método DMM atualíssimo, da Teldec - Recentemente foi criada uma nova técnica para corte e prensagem de vinis: é o Direct Metal Mastering. (O DMM do passado nada tem a ver com o do presente, pois o Cobre Pirofosfato é descoberta recente). Esta técnica, além de molecularmente mais precisa em termos de master, elimina uma etapa de sua confecção, que seria o laccquer, o prateamento (Imersão para pratear o laccquer)  (http://www.ee.washington.edu/conselec/W94/edward/edward.htm e http://www.ee.washington.edu/conselec/W94/edward/edward.htm). (Muitos links não abrem mais, os sites foram remanejados ou retirados da web. Contudo, tenho todo o material impresso - Na época de construção deste blog, estavam ativos). Continuando: A técnica DMM elimina a galvanoplastia (Prateamento) da madre ou mother negative; ou seja, a mother negative é cortada diretamente no metal, no caso, o cobre, mas um cobre extremamente macio (cu-Pyrophosphat) que não estava disponível na indústria na época do antigo DMM. O que se gaha com isso? Perfeição molecular no corte! As moléculas de um metal estão mais aproximadas que as de um plástico e isso permite um corte mais preciso e sulcos mais estreitos e perfeitos, embora ainda dentro da faixa de 4 a 16 micras para o sulco estéreo e 25 para o sulco mono. A técnica é da TELDEC. Um dos melhores estúdios do mundo que utiliza esta técnica é o estúdio alemão da PAULER ACOUSTICS. Eles possuem a Lathe Cutter mais atualizada, que é a NEUMMAN VMS-82. Antes trabalhavam com a VMS-80. (Gunter Pauler, engenheiro de áudio e operador da Lathe Cutter do estúdio Pauler Acoustics, vide equipamentos no final deste blog). Segundo técnicos da Teldec, há vantagem sobre a técnica anterior, mas no caso dos LP's. No caso dos CD's essa técnica não é a mais usada, pois só permitia a prensagem de 15.000 CD's por cada master (A mais usada hoje é a SSIM - Standard Stamper-Injection Molding). No caso dos vinis, vejamos as vantagens no texto da http://www.elusivedisc.com/prodinfo.asp?number=SFLP01 , traduzido: "Com a masterização direta no metal, o sulco é cortado diretamente no metal de cobre. A perda, a distorção de alta freqüência e o pré-eco associados com a materização convencional da laca são eliminados e a resposta transiente é melhorada extremamente. O Processo DMM de gravação por prensagem soa mais brilhante e limpo, mais detalhado, com 15% a mais de música do que com tecnologia da laca. Os Stampers são chapeados diretamente do master de cobre de DMM, eliminando duas das três etapas de chapeamento requeridas para lacas" (Aqui ele fala duas porque inclui a formatação da massa vinílica in natura, na prensa, uma espécie de uma massa que pressionada se transforma em um disco de vinil virgem). Aqui está o texto na íntegra: "With Direct Metal Mastering, the groove is cut directly in copper metal. High-frequency loss, distortion and pre-echo associated with conventional lacquer mastering are eliminated and transient response is greatly improved. DMM record pressing sound brighter, cleaner, more detailed, with 15% more playing time than with lacquer technology. Stampers are plated directly from the DMM Copper Master, eliminating two of the three plating steps required for lacquers. Dados objetivos como a redução da largura do sulco e a exatidão do corte em cobre, em função da sua densidade em relação ao acetato outrora usado para confeccionar o master negative, explicam a evolução. Segundo o site em Alemão (link abaixo), além da qualidade do corte, o que implica em ganho excepcional nos transientes, há um aumento em 15% do programa musical total gravado, já que os sulcos são mais estreitos. Óbvio é também de se registrar que as técnicas de corte de vinil a estilete quente e laquerização dos discos negativos com prata evoluíram muito, também, nos dias atuais. Conflitos à parte, trata-se de mais um processo de registro por transdução analógica, que, como tal, mantém fidelidade ao evento sonoro original e só acrescenta melhorias à já consagrada replicação e reprodução sonora através de discos de vinil. Em relação ao CD, este processo foi um dos primeiros e não interferiu muito na qualidade já alcançada pelo disco compacto laser. Mais informações sobre o processo de DMM da TELDEC para os vinis, no site do ESTÚDIO PAULER ACOUSTICS,  http://www.pauleracoustics.de/paulerac/pa_dmm_e.html (em Alemão e em inglês). Outras gravadoras que prensam em vinil também já estão oferecendo este método, veja em http://www.recordpressing.com/masteringtypes.html.

5. Limite do registro de freqüências na gravação analógica e na gravação digital. Afirmam que "a gravação digital não tem limite inferior de freqüências e que por isso não seria verdade que o som do vinil teria mais graves". É verdade que a gravação digital pode alcançar freqüências bem próximas a 0 Hz (Mas isso é uma nulidade física! Nulidade sonora!) e que a gravação analógica teria um limite de 7 Hz (E os tem, controlados pelo engenheiro de áudio). Agora não falam das freqüências altas... É notório que o vinil alcança 48 Khz com fidelidade e ainda com freqüências ultrassônicas elevadas por altos transientes. (No final, veja o texto sobre Christine Tham). Bem, mas o ponto não é esse: A questão não é de "limite de freqüências", mas sim a qualidade do registro dessas freqüências o que quer dizer - fidelidade. Matemática, pois o sinal analógico é exato a partir da gravação (Trasdução). A gravação digital, que se baseia na amostragem da onda verdadeira do som, não preserva a originalidade dessa mesma onda na reconstrução final no conversor DAC e o que se percebe é (E uma queda em decibéis, nos graves) falta de altos agudos e uma modificação tonal, resultado direto da impossibilidade de reprodução correta e integral da senóide original, resultando em uma deformação dos harmônicos, sub-harmônicos e formantes do espectro sonoro original, impossíveis de registro fiel na digitalização. E a explicação desembocaria no óbvio: "Amostra" não é sinônimo de "Integral". Ou de original. Em uma linguagem metafórica, diríamos como disse John Vestman, produtor de estrelas como Elton John: "O vinil tem um sampleamento infinito..." Em síntese, numa linguagem mais coloquial: O grave do vinil é cheio, integral, com todas as texturas do som; é mais alto, ou seja, tem mais decibéis e permanece no ar por mais tempo. O grave do CD é mais magrinho, mais artificial, igual, sem variações tonais e permanecendo menos tempo no ar. (Há um teste que pode ser feito usando-se volume baixo (Para evitar a realimentação do som através das vibrações do ar indo em direção ao vinil - air born, realimentação no prato do toca-discos, o que "poderia acrescentar mais graves, segundo os defensores do grave do digital). O teste é feito com o ouvinte no mesmo lugar, mesmo volume em decibéis e com a mesma música em vinil e em CD prensado (CD Worm ou industrial). Mas há uma comprovação objetiva do assunto que pode ser vista neste link - http://www.acousence.de/index.php?option=com_content&view=section&layout=blog&id=8&Itemid=61&lang=en - que mostra claramente o corte das freqüências no CD de 44.1 amostras por segundo na região dos agudos, exatamente lá pelos 22.050 hz. Obs: O sites mais importantes no estrangeiro sobre som analógico são: O site da Americana Teresa e o da Christine Tham. - No site da Teresa, você pode acompanhar a "involução do som", que ela chama de "De-evolution of the sound": http://vinyl.fanatics.com/analoglovers - Christine Tham tem uma análise excepcional sobre CD versus LP. O conteúdo pode ser acessado no site http://www.audioholics.com/education/audio-formats-technology/dynamic-comparison-of-lps-vs-cds-part-4 e http://www.audioholics.com/education/audio-formats-technology/dynamic-comparison-of-cd-dvd-a-sacd-part-1  e também pode ser acessado no meu blog  SONS ULTRASSÔNICOS NO LP, com endereço eletrônico em http://sonsultrassonicosnolp.blogspot.com/.

RESUMO:

VINIL = Espectro de freqüências de 7 hz até o padrão de 48 kHz, isto na gravação; porém, o vinil por conta própria, ultrapassa em transientes indo até 100 kHz ou mais. E seu sinal não é fragmentado pela numerização de 0 e 1 e pelos algoritmos que não conseguem criar transientes num CD.

SACD, HD AAC, XRCD, SIGMA DELTA EM AUDIO, AAC, DVD-A e esse monte mídias numerizadas que só tocam via codecs = Elas levam um corte em 48 kHz. E pronto, não se fala mais nisso. E a numerização (Vulgo digitalização), faz com que um "coralista" (Coral de Sinfônica ou só Coral), um coralista se pareça em voz com o outro.

CD = Esse é o primo pobre que leva um corte em 20.050 hz e não se fala mais em nada. Tudo que passaria disso, é jogado no lixo.

Nota: Falam que não escutamos acima de 15 Khz... Pois bem: As freqüências "tem que subir" além dos 2.050 hz do CD; e 48 kHz das mídias-de-software (DVD-A, SACD, XRCD...) e em transientes LIVRES para formarem os harmônicos pares que irão compor o encorpamento musical. Não se os ouve, mas eles são imprescindíveis na formação da cadeia dos Harmônicos de Fourier, Formantes de instrumentos e timbre de vozes. E que se duvidarem, visitem meu blog http://sonsultrassonicosnovinil.blogspot.com onde há teste com espectômetro FFT - Fast Fourier Transformer e os gráficos estão lá, inclusive em Vídeos retirados do You Tube.

6. É verdade que todo som de um LP sempre vai ter que ter um "chiadinho", um estalinho, ou como os americanos chamam carinhosamente "clicks and pops"? Não é verdade mesmo. LP's novos ou em bom estado de conservação e limpeza tem uma excelente relação sinal-ruído de -96dB SPL, até acima da do CD, que é de -88dB SPL, com exceção para o LP de -50dB SPL abaixo dos 500 hertz. Ao voltar a comprar LP's, adquiri um LP comprado diretamente da Inglaterra, pela internet, no site http://www.juno.co.uk/ , cujo nome empresarial é junorecords. Ao colocar no toca-discos, também coloquei uma agulha nova, que guardo só para discos zero km. Surpresa: O som era puro (E ainda é!), sem nenhum "chiado", estalo ou coisa parecida. Igual ao som de um CD em termos de silêncio de "noise floor" (Patamar mínimo de sinal) (Chão do ruído, em tradução literal), ou seja, ausência de estalos (Provenientes de energia estática) e os ditos "chiados" (Provenientes de mau uso ocasionando arranhões ou falta de lavagem). Principalmente os médios e agudos, que estavam "limpos" na audição. Importante de ressaltar é que certos vinis vem com um óleo de desmolde da prensa e deve ser lavado. O vinil chegou lacrado (Chamam lá de "sealed vinil") o que me garante que ele saiu da prensa para as minhas mãos. Agora o que aconteceu em termos de Brasil da época do LP as pessoas não tinham o nível de informação que se tem hoje sobre as tecnologias, sobre como manuseá-las adequadamente e obter delas o melhor. Naquela época, não se difundia informações sobre a validade de uma agulha (500 horas) ou sobre a forma de conservar melhor os LP's (Com lavagem - Veja meu método em http://limpezadevinis.blogspot.com/). Muitos LP's hoje em dia, de usuários de vinil, estão novinhos, sem um arranhão sequer, mas com os sulcos estragados por terem sido tocados com agulhas fora da validade (Validade de 500 horas), que, desgastadas, passaram a raspar os sulcos de PVC (Vinil) do disco, danificando parcialmente os registros e gerando distorções sonoras. Infelizmente, na época, não havia o conceito ISO, ou seja, não se tinha o hábito de perseguir qualidade em tudo que se fazia. Parece que ninguém se importava mesmo com "estalinhos". Proliferavam as péssimas cápsulas cerâmicas e nem se sabia o que era uma "moving coil" ou uma " moving magnet" (cápsulas de bobina móvel e magneto móvel). Era uma outra época.  

7. Os vinis atuais. A descontinuidade do vinil só ocorreu no Brasil, não nos países do primeiro mundo. Vinis novos e lacrados já voltaram a ser  vendidos em vários sites na internet e em lojas físicas - Pois é, o vinil havia acabado só no Brasil. Havia uma PolysomBrasil no Rio de Janeiro, em Belfort Roxo, heroicamente chefiada por William Carvalho e resistiu até fechar as portas em 2007. Havia bandas que faziam encomendas limitadas a até 2.000 LP's mais ou menos e os vendiam para clientes determinados. E também o faziam cantores da elite da música, em tiragem limitada para vender aos mais próximos. Americanos, Europeus e Japoneses não se renderam à massificação orquestrada pelos lobbies daqueles que almejavam apenas os lucros e que hoje amargam as perdas ocasionadas pela pirataria, numa decisão que foi um verdadeiro tiro no pé - A troca da gravação analógica pela digital, quando deviam andar juntas comercialmente, agregando clientes difereciados. É importante registrar que os cantores Martinho da Vila e Ivan Lins tem vinis prensados nos Estados Unidos podendo ser adquiridos no site http://www.lpnow.com/, com os títulos "Batugueiro" e "Amarassim" respectivamente.  

7.1 Observação importante: Hoje a PolysomBrasil deixou esse nome para ser apenas Polysom e é de João Augusto, dono da Deckdisc. Ele comprou a PolysomBrasil e todo seu acervo, recuperou e melhorou a capacidade técnica da fábrica. Ainda estão gravando no acetato de forma digital, usando uma mídia digital como máster, o que não é o ideal, pois uma mídia analógica com todas as suas qualidades deve provir de uma fonte também analógica, com o uso de Tape Machines, aqueles grandes gravadores de rolo com fitas magnéticas de 2" e rodando a 30 ips (Inch per second ou polegadas por segundo). Ou seja, o processo de gravação todo de forma analógica. Contudo, soube que na fábrica existe um gravador com essas características em fase de recuperação justamente para essa finalidade.


7.2 Vinil vindo de um CD? Máster digital gerando sinal para o torno de corte de vinil? Será que o vinil soará como um CD ou não terá as qualidades intrínsecas de um vinil originado de um processo totalmente analógico? A resposta é não.


Importante é registrar que mesmo que um vinil seja cortado a partir de um sinal digital, o ambiente em que ele tocará, será totalmente analógico, o que diferirá sonoramente do disco digital que o originou. E porquê? Porque um vinil não é "lido" por uma leitora ótica a raios laser com corte em 0dB FS (Full Scale, no momento da gravação). Ele é lido por um sistema de indutância magnética chamado cápsula e, a cápsula não tem um comportamento linear como uma leitora que faz o corte em determinada freqüência. A cápsula gera um sinal em tensão que tem um comportamento não-linear, um comportamento LIVRE, ou seja, ela gera picos de voltagem em determinadas freqüências o que é bom para os harmônicos do som. Dependendo do vinil, a cápsula acrescenta decibéis a mais e incrementa determinadas frequëncias. A cápsula gera um sinal absolutamete em tensão, de um comportamento livre, indomado, ao passo que a leitora gera um sinal comportado e limitado, que é transformado em corrente após a numerização (Vulgo digitalização) a 20.050 hertz ou a 48 kHz. Coisa bem comportada. (Respectivamente gerado o primeiro por 44.100 a.s e 96.000 a.s. "A.s" é abreviatura de "amostras por segundo", segundo o teorema de Nyquist). Muita gente confunde e chama amostra por segundo de kilohertz. É um erro.


7.3 Perguntariam: Mas isso não colore o som? E eu respondo: Qual é o som que não é colorido por diversas influências do ambiente? Como na vida real: Uma banda não toca a mesma música igual duas vezes. A cada ambiente que vai, existem as influências acústicas do teatro, da casa de show ou mesmo da topografia ao redor se o som for ao ar livre. O ar influencia; a temperatura, obstáculos, prédios, montanhas; tudo. Não existe música tocada de maneira igual duas vezes. Ela não existe matematica e fisicamente igual a cada momento em que é tocada.


7.4 Existe também o colorido proporcionado pela emoção dos artistas, que não é a mesma a cada apresentação ou show, mesmo tentando tocar de maneira igual a mesma música.


7.5 Nem a mesma caixa acústica, de fábrica, produzida com teste em câmaras anecóicas, tocará igual em cada casa ou apartamento, sendo influenciada pelo colorido dessa casa ou apartamento. Razão? Sua casa não é uma câmara anecóica. Ou seja, a vida trata de colorir a música.

8. A durabilidade de um vinil - "Os vinis são eternos" (Claro, quase isso: Um LP em condições favoráveis, idênticas às mesmas para um ser humano, dura mais de 500 anos). Da capa para o prato do toca-discos, do prato do toca-discos para a capa. Isso mesmo. Se cuidados assim e manipulados pelas bordas, os vinis são "eternos". (Note que nenhum ser humano durará 500 anos! Daí esta afirmação relativa) Não morrem jamais, romanticamente diríamos assim. Mas voltando à física pura, a matéria "vinil" é inerte, não se transforma com o tempo e nem sofre corrosão em condições naturais, temperatura abaixo dos 45°. (Ressalto que a temperatura ideal é a mesma para o ser humano). Perceba que o objeto disco de vinil é feito de um único material, já que o papel do rótulo não conta em termos de áudio. E mais: Engenheiros da Stanton Magnetics, em testes realizados, puseram um toca-discos automatizado para reproduzir um disco de áudio vinil 80.000 vezes, trocando a agulha a cada 500-800 horas e constataram, através de microscópio eletrônico de varredura (MEV), que não houve desgaste significativo dos sulcos do LP que comprometesse a qualidade do áudio. Obviamente, o teste foi feito em condições ideais, como vinil e agulha respeitando a validade como dito acima e ambiente livre de poeira, como são os laboratórios. Mas não custa lembrar que estas é que são as condições adequadas de uso de um vinil, o que nos leva a concluir que o que leva um LP precocemente ao desgaste é o mau uso; a exposição à sujeira, à poeira, o toque dos dedos e as agulhas desgastadas que "raspam" os sulcos, estragando-os, comprometendo assim irremediavelmente a qualidade da reprodução. Até prova em contrário, vinis são eternos... (Parodiando a conhecida frase do Cinema - "Diamantes são para sempre!"), pois até agora há vinis (LP's) tocando desde a sua fabricação, ocorrida em 1949, até hoje, em excelente qualidade de reprodução (Ressalto que o disco de shellac surgiu em 1909 e tinha apenas um único lado).  

9. O estilete quente, uma técnica tradicional até a chegada do DMM. Atualmente, na confecção de stampers ou madres negativas no processo de prensagem de vinis, está se usando um processo chamado "estilete quente", que nada mais é que o aquecimento na ponta do estilete feito por um minúsculo fio de metal envolvido em sua ponta, controladamente aquecido, produzindo assim um corte mais perfeito. O estilete quente amacia momentaneamente a superfície da laca do disco no momento da gravação (Quando os sulcos são cortados) ocasião em que a laca oferece menos resistência ao processo do corte, proporcionando um corte mais liso. E a distorção que decorria do arar forçoso desse material é reduzida consideravelmente. A maioria das gravações de vinis agora são feitas desta maneira, contudo, já começa a se impor a técnica do DMM recém-mencionada, com o uso do moderníssimo Cobre Pirofosfato, com mais qualidade ainda.  

10. Transdução e conversão do sinal elétrico proveniente dos microfones na gravação em estúdio. O LP tem seus registros criados através do processo de transdução, enquanto o CD, através de digitalização. Transdutor é qualquer dispositivo capaz de transformar um tipo de energia em outra. Na transdução a variação contínua do sinal (onda) é mantida desde o momento da gravação ao vivo até o momento em que você escuta o resultado em um sistema de som. Na conversão, o sinal original analógico contínuo é convertido a uma respresentação digital de 0's e 1's (Digitalização) e depois novamente convertido à tensão análoga à variação de sinal. Ou seja, a onda senoidal (Variação contínua de sinal) não permanece contínua até o final do processo: A onda é picotada em todo esse processo de conversão através de um método chamado sampling, que lhe retira exemplos que comporão a onda final a ser escutada. Note que são processos diferentes quanto ao resultado final: A transdução transforma, a conversão cria. A primeira gera uma réplica do sinal, um "espelho" do sinal; a segunda, um sinal semelhante, mas não igual. O processo de restauração da "onda digital" (Onda serrilhada) para a escuta final é feito no próprio aparelho de CD, como já expliquei anteriormente, inclusive destacando que é nesse momento é que o som digital é tornado artificial, pois os exemplos "recortados" é que serão tomados como moldes para substituir os vizinhos não recortados (Não transportados), naturalmente, diferentes desse, pois a onda de áudio em toda a sua atividade muda o tempo todo no momento da execução do som e nenhuma de suas partes é igual à anterior ou posterior, isso sem falar nos erros de leitura, mesmo com "buffers" de 40 segundos. A conseqüência disso é a causação de danos à onda sonora, complexa por sua própria natureza, com a eliminação dos seus harmônicos, sub-harmônicos (Ou sobre-tons) e formantes dos instrumentos, fazendo com que, neste último caso, um instrumento soe exatamente igual a outro, o que é uma aberração, pois um Stradivárius não pode soar como um violino de outra marca, assim como nem entre si soam iguais, na realidade auditiva. A gravação digital não entende muito bem a guitarra distorcida, testes feitos em 3D mostram verdadeiros "buracos" na gama de áudio. Em eletrônica digital, determinados circuitos em qualquer tipo de equipamento, principalmente os de som, terão que ser sempre analógicos, pois faz-se necessária a presença de eletricidade do tipo "variação contínua de sinal". O som analógico provém de uma cadeia de tensões (Em milivolts) que mantém sempre contínua a variação de sinal (onda senoidal elétrica), o que é impossível de ocorrer com um sinal que se submete a uma conversão digital, onde o sinal é intermitente. Daí as perdas, inevitáveis e a pasteurização que se percebe ao ouvir o som oriundo de conversão digital, qualquer que seja ele.  

11. Os Vinis Brasileiros das décadas de 70 e 80: O Problema da Gramatura do disco de vinil: O Brasil nunca ofereceu em grande parte de sua produção vinis de boa qualidade, comparado aos de lá de fora. Raras foram as exceções de LP's produzidos aqui de 130, 140, 160, 180 e 200 gramas de vinil puro (Da melhor qualidade; formulação correta do PVC). Aqui lamentavelmente chegou-se até a produzir LP's com PVC reciclado das sobras das bordas de aparas na fabricação. Mesmo assim, muitos honrados engenheiros de áudio produziram belíssimas gravações, como por exemplo, os LP's de Fafá de Belém e Maria Creuza, Caetano Veloso e Gil; outros do selo Som Livre, só para citar alguns exemplos. Claro que eu não escutei o universo todo dos vinis brasileiros e não quero ser injusto com as exceções, boas fábricas e bons engenheiros de áudio. Mas havia muitas gravações medíocres por causa do material vinil de péssima qualidade (E masterizações feitas por aventureiros), fino e às vezes vinil requentado (Produto de sobras como já falei, rebarbas do aparo após a prensagem). Vinil PVC era material importado dos EUA, principalmente, a peso de dolar, muito caro na época. E p'ra piorar, não havia a educação técnica que existe hoje, nas principais mídias televisivas e de imprensa, inclusive as comerciais. Agulha não possuía informação de validade (500 a 800 horas em média), não se falava em ressonância de cantilever, de headshell e braço, que poderiam causar sons médios "rachados" e a imagem do vinil pagava caro com isso, pois a danificação dos sulcos era certa ou mesmo a reprodução, pífia. Manipulação e manutenção incorretas eram fatos comuns, com os toca-discos e LP's. Nenhum fabricante ensinava como se lavava LP's, como a EMI decentemente uma vez ensinou em um Álbum de Ópera de Maria Callas, uma mistura de 50% de água destilada e 50% de álcool, embora este método esteja equivocado, ao meu saber (Vide meu blog Limpeza de Vinis). Mas é fato de que a indústria fonográfica brasileira nunca ofereceu mesmo muitos vinis de excelente qualidade: A maioria das gravadoras, na época, ou por limitações econômicas conjunturais ou talvez aproveitando-se do desconhecimento da imensa massa consumidora da época, só ofereciam vinis de 100 a 125 gramas, com uma qualidade apenas aceitável. A coleção dos Beatles, aqui no Brasil, era oferecida em LP's de 125 gramas! Incrivelmente tínhamos LP's até de 90 gramas. A maioria dos vinis importados, de 130, 140, 160, 180 e 200 gramas, bem masterizados e prensados, quando comparados com os nossos nacionais, demonstravam qualidade infinitamente superior. E também no exterior quem fazia este trabalho era exclusivamente um engenheiro de áudio, pessoa formada para isso, o que não ocorria no Brasil, onde nem todos que estavam à frente de uma Cortadora (Lathe Cutter) eram engenheiros com especialização em áudio. Na época, o grande público desconhecia o que era qualidade de corte e prensagem, aceitando normalmente esses tipos de vinil de "segunda". O povo brasileiro só veio a incorporar a noção de qualidade sonora (Mas só em termos de pureza, apesar das restrições acima) a partir do advento do CD, pois este passou, num primeiro momento, a ser "a" referência em termos de pureza de som, que por muito tempo foi confundida com fidelidade e qualidade absoluta. 


11.1 A Gramatura de um disco de vinil influi na qualidade? Um disco de vinil mais pesado siginifica um disco mais imune ao fenômeno da ressonância de cancelamento. Peso, em física, chama-se massa. E ela tem efeitos determinantes na inércia molecular. Não se pode reduzir a questão somente a tamanho e profundidade de sulco. É correto sim, dizer que um sulco de um disco de vinil de 180g é do mesmo tamanho de um disco de vinil de 140g. Isso é física estática. Mas... E a física dinâmica? Onde fica posta na questão? Na questão da vibração. Sim, mecânica vibracional. Esse efeito relaciona-se com a qualidade do som final de um vinil.  Iniciando a explicação: O ideal seria que só houvesse no ambiente, o disco, e a cápsula do toca-discos, numa parte do ambiente; e, noutra parte, o amplificador e as caixas de som. Pois é. Mas temos o ambiente para atrapalhar, mesmo nessa condição, que é tida como a melhor condição; a melhor instalação. E aí é que um vinil com "mais massa", influi na qualidade do som. Sabemos que uma agulha de uma cápsula moving coil, por exemplo, é sensibilíssima, cantilever finíssimo, chegando a captar as vibrações do meio ambiente; vindas, ou do ar, a que é chamada de "air born" (Ou microfonia de graves e médios) ou mesmo, vindo do solo. Até algumas moving magnet sensíveis fazem isso ao menor descuido com a instalação; mesmo que seu toca-discos esteja instalado em uma casa ou apartamento longe de um local de aterro onde há uma avenida de grande tráfego (Há vibrações de grande amplitude vindas do solo), o seu rack de som tenha uma boa massa (Seja de ferro ou granito, por exemplo), dependendo da construção do mesmo, ainda poderá passar vibração para o rack e do rack para o toca-discos, atingindo o disco de vinil. E no que prejudica? Quando qualquer vibração chega ao disco de vinil e consequëntemente ao cantilever da agulha, você terá uma freqüência estranha, alienígena tentando entrar na cápsula junto com as vibrações provocadas pelo sulco versus efeito rotativo do disco. E o que ocorre? Se as freqüências estranhas ao disco de vinil que estiverem incorporando-se às reais do vinil tiverem a mesma freqüência, haverá cancelamento de freqüências, se elas estiverem fora de fase; e efeito ressonante (Multiplicador), se elas estiverem em fase. Ou seja, em termos leigos: Numa situação, você perde algumas freqüências do vinil e noutra situação, você distorce a freqüência que vem dele. E isso não é bom: Chama-se ressonância de cantilever, esse defeito. Aí é que os discos pesados levam vantagem, pois a MASSA, em física, influencia tremendamente na inércia dos movimentos moleculares. Ou seja, a vibração espúria "morre" quando se depara com um vinil pesado, da mesma forma que um som vindo da rua depara-se com uma parede grossa ou maciça. Os audiófilos "Top", aqueles extremamente exigentes, nunca põem, no mesmo ambiente, o toca-discos e as caixas de som. O toca-discos fica em um ambiente absolutamente imune de vibrações por contato e via irradiação pelo ar. E isso sem falar no maciço suporte que sustenta o toca-discos. É comum que toca-discos de audiófilos extremamente exigentes sejam caríssimos e montados em estruturas de aço, pesadas e até com tecnologias de suspensão a vácuo. Mas desde que você construa um rack maciço e pesado, seu toca-discos estará bem instalado quanto a este item. Resumindo, a mecânica vibracional diz muito respeito à relação vinil e toca-discos.

11.2 Conclusão: Contudo, um disco de vinil de 140g com clamp (Peso anti-ressonância) ou não, num toca-discos bom e bem ajustado, rack pesado, caixas de som distantes o suficiente do toca-discos no que diz respeito ao volume de som aplicado e todas as precauções com o fenômeno vibratório tomadas, soará com excelente qualidade.


12. Limite de freqüências é o que importa? Ou o que importa é a reprodução exata dos componentes de Fourier, imprescindíveis na formação fiel dos timbres das notas musicais? Percebo um grande equívoco geral ao se tentar qualificar esta ou de outra midia pelo limite de freqüências alcançado. Já falei acima, que as freqüências graves dos LP's podem chegar até 7 Hz (Ferreira, Pedro - Analógico e Digital: A Politização Tecnoestética Do Discurso dos DJ's. Doutoramento. UNICAMP), mas esse fato ainda permanece desconhecido pela maioria. Mas o que noto mesmo é a excessiva preocupação com limite de freqüências atingidas pela cápsula de um toca-discos (Que vai até 60 Khz - Vide manual da Cápsula Grado Gold), quando na realidade o "som" é muito mais que isso (Existem os médios e graves, que são os sons que definem realmente a música, sendo o agudo e o alto agudo o complemento da definição do que escutamos) e é aí que a coisa complica em termos de digitalização: Coisas que a propaganda do CD ocultou e hoje em dia já demonstra preocupação, quando fala insistentemente em amostragem, inclusive usando o termo incorreto "khz", quando o correto é a.s (amostras por segundo). Há um verdadeiro desespero dos cientistas da digitalização à medida que se desencobre (Do verbo desencobrir) os problemas da digitalização. E a explicação é a seguinte: O som de uma nota musical é composta de sobretons ou harmônicos. A isso a física denomina de Componentes de Fourier. Ou seja, um "Lá", por exemplo, é composto de vários harmônicos ou sobretons, cada um com sua freqüência. A soma deles forma o que se chama tom fundamental, que no nosso caso é o "Lá". Teremos: SOM = C1 + C2 + C3 + C4 + C5 + C6... "em que cada termo "Ci" corresponde a uma determinada freqüência, múltipla da freqüência do termo C1", no dizer de Carlos Alexandre Wuensche, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (IMPE), Divisão de Astrofísica, 1998. Ou seja, um singular som, para ser mais preciso, um TOM (Nota musical), é como um sanduíche: É composto de várias partes. Na gravação digital, devido às características do processo de conversão já explicadas, não são transferidos para o CD os 100% do registro musical ao vivo. As "fatias do sanduíche" ou componentes de Fourier (Harmônicos do tom fundamental) para ser mais preciso, são gravemente prejudicadas, chegando determinados estudiosos no assunto a dizer que não são reproduzidas no CD, o que é notado pela "frieza" do seu som e outros adjetivos já dados até hoje. Ou seja, a gravação digital "mata" os harmônicos e sub-harmônicos da nota musical (E tanto os graves como os agudos, daí nenhuma importância ter a questão das altas freqüências a que se referem certos estudiosos incautos) no processo de interpolação pós-sampling e aí, como já disse, é indiferente a discussão do limite das freqüências, porque simplesmente elas não estão lá, no topo, no meio ou abaixo do espectro de freqüências. Ou seja, antes de comparar a freqüência do CD com a do LP, para discutir quem tem mais capacidade de reproduzí-las, temos que verificar a qualidade de cada nota que cada um reproduz. Esse é o ponto, que deve ser discutido em nível científico sobre a questão da qualidade do som armazenado em CD e do som armazenado em um disco de vinil ou qualquer outra mídia analógica.  

13. CD: Pureza de som. LP: Fidelidade de Som e Pureza Musical. O processo analógico apenas transforma, não cria, não recria, não interfere na obra original. Apenas transforma energia mecânica em elétrica e depois em mecânica de novo para que possamos ouvir. Já o processo digital, este cria, porque para criar coisa nova é preciso destruir a antiga. Para construir uma mesa, se teve que destruir a árvore, certo? Isso é criação... Então o processo digital é assim: energia mecânica - energia elétrica - codificação da energia elétrica (ela deixa de existir na sua forma original - o sinal, a senóide, tudo desaparece para dar lugar a códigos binários) - reconversão em energia elétrica - transformação em energia mecânica. É como se eu destruísse uma estátua para tentar reconstruí-la a partir do próprio pó. O CD é pureza de som, não se discute. O LP é mais: é Fidelidade de som e pureza musical, já que o processo que o origina põe dentro dele toda a onda sonora intacta, com todas as suas qualidades e defeitos. Como na vida.  

14. DISTORÇÃO: A equalização padrão RIAA desnatura o evento original no processo analógico? A EQUALIZAÇÃO RIAA É DISTORÇÃO? Claro que não! Para alguns, a inclusão de "colorações", de freqüências extras ao sinal, significam distorção! Primeiro, afasto essa idéia fantasiosa de coloração como inerente ao analógico e ao vinil. Não concordo e justifico meu ponto de vista. Alguns produtores musicais dizem que toda vez que "se mexe" no sinal, mesmo em uma gravação analógica ponta-a-ponta, como por exemplo, com o uso de um equalizador e que isto seria distorção! Pergunto Musical ou conceitual-matemática?
Ora, preliminarmente: Se não distinguirmos sinal gravado de sinal reproduzido - E não há distinção, pois o segundo é apenas a captura e amplificação do primeiro, basta que aumentemos o volume dos graves ou agudos de um amplificador para estarmos "distorcendo" segundo este conceito-matemático colocado como "conceito técnico de distorção". Para alguns produtores musicais. Resta lembrar aos defensores destes conceitos que há um outro conceito de distorção: O conceito de DISTORÇÃO MUSICAL. E este, ao meu ver, é o mais importante. Primeiro, defendo que o conceito acima narrado está equivocado porque não há distorção quando não mexemos na integridade da energia da onda, quando não mexemos na sua essência, na sua composição matemática representada por uma grandeza uniforme e teoricamente infinita e variável em decibéis sianal-ruído e em espectro de freqüências. Quando não alteramos a "substância" original (Sinal elétrico), quando não modificamos as milivoltagens das tensões elétricas que a compõem de forma grosseira como no digital (Compõe a senóide, a onda musical, seus níveis de milivolts) ou quando não mexemos na relação entre elas - elas permanecem exatas! (Aí entra a equalização padronizada pela RIAA que os defensores do "conceito técnico" de distorção mencionam). Acrescer não significa retirar o anterior. Equalização é mexer com quantidade (dB SPL RMS) de som para cada freqüência (volume) e não com a sua composição, com a relação matemática dos níveis de milivolts num plano cartesiano, por exemplo. Para mim, num conceito muito mais útil para a musicalidade, ou seja, narrando aqui um CONCEITO MUSICAL DE DISTORÇÃO, esta seria a saturação do sinal de áudio, entendendo-se como saturação algo que antes era musical, numa aberração sononora, grosseiramente evidente ao ouvido de um simples ser humano (Homem médio) . Dentro desse conceito musical e não técnico de distorção, distorcer no meu entender seria saturar o sinal de áudio tornando desagradável aos ouvidos, como uma confusão ruidosa de sons. Este conceito musical de distorção seria aquele que prejudicaria grosseiramente a estética do som, um resultado grosseiro de uma interferência humana, voluntária ou não. Mais abaixo, no final desse item, coloco um exemplo de raciocínio lógico para explicar. Por enquanto, vamos só na técnica. A curva de equalização foi um caminho achado pelos engenheiros de áudio para fazer com que coubessem mais músicas dentro de um LP, isto porque os movimentos laterais amplos da agulha de corte geravam sulcos muito largos no momento de graves de corte do vinil fazendo que num LP coubesse poucas músicas. Aí resolveram fazer uma equalização reduzindo os graves e aumentando os agudos, já que estes produziam expansões laterais menores no estilete de corte, gerando assim um sulco menos sinuoso, e, consequentemente, teriam os engenheiros mais músicas gravadas. No momento da audição do LP, toda essa parte da curva reduzida em RMS era recuperada na fase de phono dos amplificadores domésticos ou profissionais, ou seja, levantada aos níveis do master original. E porque RIAA? RIAA vem do inglês "Recording Industry Association of América", ou Associação Americana das Indústrias de Gravação. Foi a Associação que acabou impondo (Ou a dela foi escolhida democraticamente?) a sua curva de equalização, posto que antes haviam várias equalizações: A da Columbia, a da RCA, a da Victor, DECCA, EMI, Capitol, Mercury e outras que relacionarei adiante. Então para padronizar, já que discos equalizados diferentemente tocando em aparelhos de som também com equalizações não correspondentes geravam prejuízo na audição e vendas além de muita confusão. Aí a comunidade industrial de gravadoras reuniu-se e entenderam-se e passaram a utilizar uma curva padrão para todos os acordantes. Voltando ao assunto inicial, sobre "porque a equalização NÃO mexe na energia da onda, é como se eu desse a você, numa primeira visita na minha casa, um suco de mamão com laranja, natural. Todo natural. Se eu coloco mais mamão ou menos mamão no 1º suco na 1ª visita que v. me fez, eu estou mexendo com quantidade: Mais mamão, menos mamão e mais laranja e assim por diante, e esse suco pode conter até mais coisas, mamão, laranja, acerola, enfim... Isso é mexer com quantidades, isso seria uma analogia metafórica à equalização (RIAA). Se eu mexo nas freqüências mas não altero a sua substância, sua composição física, não interfiro no sinal. Agora se eu mexo na composição, aí a questão é outra: Exemplo metafórico: Numa segunda visita sua na minha casa, na falta do mamão, eu dou a você um suco de laranja natural misturado com "Tang" de mamão (Aquele saquinho com o pozinho de essência de mamão dentro). Pois é, é parecido mas não é a mesma coisa. Eu alterei o original, porque essência de mamão não é mamão. Essência de acerola, não é acerola. A digitalização desnatura, corrompe a série harmônica de Fourier (Componentes de Fourier). E não recria os Formantes presentes nos instrumentos, absolutamente não os recria! (Um maestro saberia bem dizer melhor o que é formante - Personalidade sonora de um instrumento, pois cada instrumento soa ímpar). É isso: a equalização RIAA pode mexer com o volume das freqüências do evento original, mas não as desnatura; não as destrói. E digitalizar som é como se você quisesse mandar uma estátua de aleijadinho p'ro Japão, mas quisesse mandá-la dentro de um grande envelope: Você fotografa a estátua, tritura essa estátua, reduz tudo a pó e coloca no envelope ou saco de encomenda. Lá no japão, você refaz a massa e esculpe tudo de novo segundo a foto. É a estátua de aleijadinho ou é a sua estátua? Você codificou a estátua, não foi? Com a finalidade de recompô-la em outro lugar, não foi? Pois é. Codificação é isso. A energia é original é destruída, o processo criativo desapareceu para dar lugar a outro processo criativo. Isso é digitalização, numa imagem silogistica. Não se discute a beleza, a pureza de sua estátua-cópia, mas com certeza não é mais a estátua do artista Aleijadinho. A gravação digital agride a intangibilidade da arte, relendo-a e maculando-a na sua originalidade. Ou seja, voltando para o tema "distorção", para alguns, distorção é alteração do sinal original quando inclui-se freqüências extras, mesmo que ruídos de fundo, estalos, "aquecimento do som" ou outros harmônicos ou siplesmente coloca-se um equalizador na cadeia de produção do máster. Refletindo o mesmo tema agora ajudado pela disciplina Raciocínio Lógico ou Lógica: No meu entendimento, distorção pode ser isso apenas tecnicamente, mas não será jamais distorção musical. Necessariamente inclusão de freqüências no sinal original não significa distorção. Eu sempre defendo aqui que o sinal do vinil é inviolado, perfeito, fiel na medida do possível, pois não é "fatiado" no conversor para depois ser reconvertido. Repetindo: É como se, para eu transportar uma estátua de arte para o Japão, como exemplo, uma das estátuas de Aleijadinho da Igreja em Ouro Preto, eu colocasse a estátua em um moedor e transformasse tudo em pó, para, levando em pequenos saquinhos, reconstruir essa mesma estátua lá no Japão, tudo para não ter que carregar uma estátua grande e pesada. Lógico, Mesmo que ela seja reconstruída por computador e robótica, não será a mesma obra de arte de Aleijadinho, jamais. Ou seja, o fato do som do vinil ter "colorações" (Não acredito nisso! Nas tais colorações!), não significa que ele tem um som distorcido. Ele está apenas acrescentado de coisas que podem ser julgadas como boas ou ruins para o ouvido, se é que as tem, pois dependerá de cada engenheiro "retocar" demais uma máster, pondo excesso de eco, por exemplo. É uma questão de lógica: Vejamos: É lógica pura. (Lógica é disciplina obrigatória em vários cursos superiores de humanas). Comparemos a frase abaixo, ao sinal original de áudio: Maria é bonita. (Frase original, sem distorções de sentido lógico). Maria é muito bonita. Maria é muito bonita e inteligente. Maria é muito bonita e inteligente e tem um marido esforçado. Repare que nas três frases, a oração Maria é bonita não se modificou. Portanto não houve distorção no seu sentido; não houve alteração no sentido sobre a beleza de Maria. Maria continua sendo bonita apesar dos acréscimos. Agora se eu digo: Maria é mais ou menos bonita. Maria é mais ou menos bonita e inteligente. Maria é mais ou menos bonita e inteligente e tem um marido esforçado. * Repare como houve uma distorção de sentido em relação à beleza de Maria, apesar dos acréscimos. É isso que eu tento dizer. Mas por muitos não sou entendido. Para muitos da eletrônica de áudio, é isso: Acrescentou, distorceu. Ao meu ver, carência de raciocínio lógico. Muitos saberes são transmitidos e retransmitidos ao longo do tempo erroneamente e às vezes sem uma reflexão de sua verdade. Isso é muito comum em matérias relativas a ciências exatas. É o que chama-se em psicologia de transmissão de modelos de comportamento e teorias velhas, inexperimentadas novamente ou re-questionadas, numa analogia à psicologia. Logo, "fatiou", não é mais o som original". Frase minha. Raciocínio lógico puro. Raciocínio dialético.  

14.1 Distorção na reprodução de um disco de vinil:

Pode ser:
1.Agulha gasta - A agulha não trilha correto e racha o som;
2.Sulco danificado por agulha gasta anteriormente;
3.VTA feito incorretamente. Menos peso na agulha faz "rachar" o som. Anti-skating incorreto puxa o braço mais para um lado fazendo que um dos lados do sulco não seja trilhado corretamente "rachando" o som;
4.Headshell inadequada*: Gera ressonância junto com o braço e "racha" o som;
5.Braço ruim de fábrica: Defeito de projeto;
6.Prato de plástico: Pode produzir som "rachado" por causa de ressonância;
7.Disco de vinil sujo demais.
* Às vezes uma headshell adquirida não se compatibiliza bem com o conjunto braço, cantilever e cápsula, gerando ressonância e assim, distorcendo o som.

15. As Diversas Curvas de Equalização, antes da Padronização. Columbia (1925 - 1937) - 200 Hz; Victor (1925 - 1937) - 200 Hz; Westrex - 200 Hz; Decca (1935 - 1949) - 250 Hz; EMI - 250 Hz; English Columbia - 250 Hz; HMV (1931) - 250 Hz; EMI (1931) - 250 Hz; London - 250 Hz; Blumlein - 250 Hz; Columbia (1938 - End) -300 Hz; BSI - 350 Hz; Capitol - 400Hz; Mercury - 400 Hz; Brunswick - 500 Hz; Decca (1925 - 1929) - 500 Hz; Edison Laterals (1929) 500 Hz; MGM - 500 Hz; Parlophone - 500 Hz Victor (1938 - 1952) - 500 Hz; “629” - 629 Hz. Acoustical Recordings - 0 Hz (Não equalizava nada. Note-se que esta última não usava o processo, equalizando normalmente suas gravações. A fórmula matemática para a obtenção da curva RIAA, para os que desejam aprofundar-se no assunto, você encontra no site http://www.tanker.se/lidstrom/riaa.htm .  

16. A reta infinita: Uma "serpente indivisível". Em tempo: A senóide analógica, matematicamente falando, é, metaforicamente falando (Digo assim porque é uma "reta que serpenteia") uma reta infinita + oo, onde "n" (valores em milivolts) tendem p'ro infinito. (n = quantum de energia, com amplitude, freqüência e tempo, dB e RMS), pois o sinal é uma corrente elétrica e corrente não se interrompe: Oscila se for alternada (AC), não oscila se for corrente contínua (DC) (Obviamente não falo aqui de corrente retificada). No caso da onda sonora de áudio, é uma "reta" indivisível e de valores indetermináveis quantitativamente dentro de um intervalo de mais ou menos 20 hz a mais ou menos 48 Khz (Espectro do vinil). É uma reta indivisível que serpenteia. Já a "senóide" feita a partir de amostras por segundo (a.s) erroneamente chamada de kilohertz e por mais que tenha milhares de amostras por segundo (CD, SACD e DVD-A E HD AAC [24 bits a 96 a.s - amostras por segundo]) e blocos de 24 bits, 64 ou mais, é sempre uma reta finita, ou melhor, divisível. Divisível porque está "fatiada" pelo processo de amostragem imprecisa (Iazzeta, Digital, USP, [Disponibilizo word doc., pois o site saiu do ar]). E essa finitude interfere na física do som. Obs.: Coloquei "senóide", em aspas, para facilitar a compreensão, pois as ondas sonoras mecânicas molecularmente que chegam aos nossos ouvidos, transportando o "Time todo" (Espectro audível), é sempre fruto de processo analógico de "eletronificalização" da onda mecânica molecular (A onda como ela é no ar), o que chama-se transdução; seja vinda de processo analógico puro ou via conversão digital, pois nossos ouvidos só escutam energia, impacto molecular e não informação binária (0 e 1). É como diz o americano John Vestman, produtor musical de estrelas como Elton John, David Bowie, e outras, em seu site http://www.johnvestman.com/analog.htm: "O som analógico é "um sampleamento infinito".  

17. CD: Quem canta é o aparelho. Obra kitsch. (Kitsch em sociologia é cópia vulgar, no sentido artístico da estrutura da obra). Porque digo assim? Porque chamo de obra kitsh? Explico: O que escutamos num CD é o que em sociologia se chama de kitsch (Arremêdo da obra do artista), porque quando o sinal sai do circuito analógico onde a variação de sinal é contínua e ingressa no circuito integrado DAC (digital áudio converter), este sinal é "destruído", posto que é codificado (deixa de ser um sinal contínuo) para ser distribuído nas várias células desse integrado, composta de microcircuitos tipo "flip-flop" (comandos 0 e 1). É aí que o nosso querido sinal de áudio fica armazenado em pacotinhos para depois ser recriado... Muita, mas muita informação é perdida entre 0 e 1, já que em eletrônica digital não há o meio termo da eletrônica analógica, a codificação binária só comporta valores finitos e não infinitos, como no analógico com a sua infinitude de valores em milivolts. (Cf. pág. 3, FAQ, no site americano http://www.urpressing.com/). Então "Viva a preservação da arte. Viva as mídias analógicas!". É a história da estátua pulverizada e reconstituída de que já falei. Adeus, sinal de áudio. Quem canta é o aparelho - O CD player, e não a banda, poderíamos exagerar. Mas não é tão exagero: Verdade: O som que sai de um CD, 50% está nele (Novo) e 50% está na leitora, já que tudo não cabe no CD. A leitora "inventa som", para formar o CD completo. Em tempo: Quando você processa digitalmente um sinal de áudio, você reduz esse sinal de áudio a informações. E se você reduz a informações, não é mais o sinal de áudio. Quando você reconstitui esse sinal de áudio na outra ponta, não é mais o mesmo sinal de áudio, é outro.  

18. Insight: O LP é a onda é congelada. O tempo pára no LP. O registro analógico no vinil é a onda sonora materializada em forma de sulco, ou seja, a energia é transformada em matéria! O que está dentro do LP é a própria onda sonora! (é claro que com perdas por ser uma cópia do som real e pelo fato do evento ao vivo ser dinâmico - nunca se repetirão a as mesmas condições de temperatura e pressão e demais fatores físicos do momento musical ao vivo). Mas é a onda que está ali dentro do LP, materializada, como se você fotografasse um fantasma! A energia foi transformada em matéria, foi congelada! Como uma foto de filme. O LP é a própria onda congelada! O tempo pára no LP. Ábaco - No processo digital a onda é traduzida, é interpretada por uma estrutura gigante semelhante a um ábaco, armazenada que fica para depois ser reescrita de acordo com a interpretação, entenderam? A interpretação seria o método de amostragem. Ou seja, a onda não entra na “casa” (DAC – conversor). Ela é barrada ali na entrada, lida de cima abaixo e copiada lá dentro. Não entra. Fica do lado de fora. Em suma: No LP a onda é congelada, materializada. Você tem a onda em suas mãos.  

19. A destruição do sinal analógico no CAD (Conversor de Áudio Digital). Os FORMANTES e os COMPONENTES DE FOURIER. O Professor Fernando Iazzeta da USP confirma o aqui exposto sobre a destruição da onda analógica original. (Viste o site http://www.eca.usp.br/prof/iazzetta/tutor/audio/a_digital/a_digital.html ou consiga o word.doc e aprecie a didática de quem, na minha opinião, foi quem melhor já abordou os problemas de digitalização). Antes, vamos nos deter na explicação do que sejam os componentes de FOURIER e FORMANTES. Componentes de Fourier: toda nota musical ou mesmo simplesmente o som, é formada por uma senóide principal superposta por várias outras senóides, como se fossem camadas de um sanduíche. A estas senóides que se agrupam ao lado da principal, chamamos de componentes de Fourier. Elas tendem p'ro infinito, embora as mais audíveis sejam as seis primeiras (C1+C2+C3+C4+C5+C6+C7+C8+C9+C10). E qual é a importância disso para o áudio? É que a reprodução correta desses componentes ou harmônicos de Fourier são imprescindíveis para a fidelidade do áudio que você vai escutar. Os componentes ou harmônicos de Fourier são responsáveis pelo timbre que cada nota possui. E como uma música é formada por um conjunto de notas, obviamente que a reprodução inexata deles irá influir drasticamente no resultado final da música, na sua sonoridade. Isso sem falarmos na escala não temperada, onde pode haver muito sub-tons. E os Formantes? O que são? Formante é o termo que se usa para descrever a personalidade de um instrumento musical acústico, como um piano, um violino ou um violão. Formante é a assinatura musical que cada instrumento possui, é o timbre de cada instrumento. E se os componentes de Fourier são responsáveis pelo timbre de cada nota, também serão responsáveis pela percepção musical do Formante de cada instrumento musical acústico. A replicação ou reprodução deformada de cada componete de Fourier influirá então drasticamente na fidelidade do som gravado. Sobre Componentes de Fourier, consulte No site da Universidade Federal do Pará, http://www.ufpa.br/ccen/fisica/biofisica/capit3/capitulo3.html você pode conferir as informações acima dadas, além de um aprofundamento maior sobre a Física do Som. No ítem "Timbre" desse site, está o grifo "Teorema de Fourier - Por este teorema demonstra-se que qualquer tipo de onda é formado pela superposição de um grande número de ondas senoidais (componentes de Fourier). Consulte também em http://www.cefetba.br/fisica/NFL/fge2/superposicao.html . Feita esta breve introdução, abordamos agora a questão da destruição da senóide analógica no CAD. Indo ao site do Prof. Iazzetta (Hoje fora do ar - Consultar meu word doc.), e lendo seu ultra-didático texto, podemos chegar às seguintes conclusões, por itens: 1. Quando ele diz no seu texto que "seu comportamento analógico (contínuo) tem que ser convertido numa série de valores discretos (descontínuos)". Se se tornou descontínuo o que era contínuo, destruiu, embora que para construir adiante (imitação). 2. Quando ele fala em "amostras (samples em inglês) instantâneas do som". Ora, a onda analógica no seu estado original está inteira - e não picadinha em amostras instantâneas. Então, ela foi destruída, eliminada na sua manifestação física original. 3. Onde ele diz "sequência de amostras da variação de voltagem do sinal original". Amostra de variação de voltagem não é a voltagem toda. 4. Aqui se mata a questão: "Cada amostra é arredondada para o número mais próximo da escala..." Ora, arredondado não é EXATO. Logo valores não exatos vão compor o "som digital". Veja a 1ª figura do texto postado: O valor da amostra analógica 2.5 mv foi arredondado para o valor quantizado 2, por sua vez representado por 1 e 0. (10). O Da amostra 0.6 foi quantizado como 0 (zero) e representado binariamente como 00 (zero-zero). Ora, isso é ou não é deturpar o original? Claro... Além de destruído fisicamente, ainda é deturpado. 5. Diz mais " Deve-se notar também que quando o áudio é processado, são realizadas operações matemáticas em cada uma das amostras (samples) digitalizadas. Como os números que representam essas amostras são finitos, a cada operação é introduzido um pequeno erro (de quantização). Quando o sinal passa por sucessivas tranformações ou por transformações que envolvem operações complexas, esses erros vão se acumulando e passam a ser audíveis na forma de ruído. Quanto maior a resolução de amostragem, menores (e menos audíveis) serão esses erros". Ora, se os erros existem, isso confirma mais uma forma de deturpação da onda original, pela imperfeição da captura das características da senóide original. 6. ERRO DE QUANTIZAÇÃO: " Ele diz: Quando é feita a amostragem do sinal, o valor medido é aproximado (quantizado) para o patamar mais próximo na escala de amplitude gerando pequenos desvios em relação ao valor do sinal original. Esses desvios, chamados erros de quantização modificam o sinal original introduzindo ruído nas frequências mais altas. Pode-se minimizar os erros de quantização com o aumento da resolução em bits". A quantização é um processo que gera valores finitos. Posto isso, é impossível a replicação exata da onda senoidal. Bem colocado isso, chagamos à seguinte conclusão: Os erros são minimizados, mas não eliminados. E estes erros modificam o sinal... Pois é; se modificam, modificar é destruir o anteriormente posto. Destruiu e adulterou porque colocou no lugar algo que não havia. Ora, se não é possível representar valores além de um deterrminado limite, os harmônicos de Fourier seguintes da cadeia (Componentes de Fourier = C1+C2+C3+C4+C5+C6...Cn) simplesmente são deformados no momento da digitalização. Então a gravação digital destrói na medida que omite informação sonora. Adultera a obra artística chamada "música tal", de Fulano. 7. ERRO DE CLIPPING: Uma vez que a extensão dinâmica do áudio digital é determinada pelo número de bits utilizados, não é possível representar valores acima de um determinado limite. O valor mais alto que pode ser representado geralmente é expresso como sendo 0 dBFS (Decibel Full Scale). Se a amplitude da onda ultrapassa esse valor, ocorre um corte (clipping) da crista da onda, mudando sua forma original e ocasionando uma distorção do som". Contudo, pelo fato do erro de clipping ser uma questão de quantidade e não de qualidade, esse erro não é relevante na questão da desnaturação da obra, pois erros de clipping são erros grosseiros em um processo de masterização e são evitados. Mas infelizmente causam o achatamento da dinâmica do som (Essa limitação de 0 dB achata os picos de freqüência que dão a sensação de palco). Fora isso, apenas significa que a gravação digital não aceita distorção controlável como a gravação analógica aceita, pois é fato corriqueiro e vantajoso para os engenheiros de áudio gravarem analogicamente com picos de + 3dB SPL a +6dB SPL e obter bons resultados, dependendo da música a ser gravada.E finalmente, 8. ERRO DE DITHERING, que é a adição de ruído aleatório ao sinal para distribuir os erros e minimizar os efeitos auditivos causados por eles (Op. Cit. Iazzetta). (Dithering pode ser traduzido como "meio tom"). Concluindo: acho que devemos ter consciência de que a música em conserva é tão ARTE quanto a tocada ao vivo e deve ficar expurgada dos processos eletrônico-digitais que alteram-na e a transformam num KITSCH.  

20. Tutorial do Professor Fernando Iazzetta da USP - (O Site saiu do ar. Arquivei em word para provar a referência). É imprescindível visitá-lo e explorar link por link deste espetacular estudo: http://www.eca.usp.br/prof/iazzetta/tutor/ . Não deixe de ler o link que fala sobre "FORMANTES"- http://www.eca.usp.br/prof/iazzetta/tutor/acustica/formantes/formantes.html  

21. Armazenamento do vinil e conservação. A temperatura ideal para o armazenamento do vinil é de até 35ºC, segundo William Carvalho, da fábrica de prensagem de vinis PolysomBrasil, http://www.polysombrasil.com.br/geral.htm. Temperaturas mais baixas são boas para o armazenamento, desde que não excessivas. Os vinis devem ser guardados em lotes de 10 a 12, cada um em seu próprio escaninho. Evite o armazenamento na diagonal. Gordura dos dedos e poeira devem ser evitados. Evite a formação de umidade, guardando-os em estantes com portas (mesmo que vazadas) e baús com tampa, pois o abafamento preserva a umidade e protege bactérias e fungos, que poderiam ser eliminados com a simples força da ventilação e luz. Vinis contaminados com bactérias e fungos prejudicam não só o vinil com o nascimento de sujeira proveniente das colônias de bactérias e fungos em seus sulcos, como a sua saúde. Guarde-os em prateleiras ao ar livre, com boa ventilação e em em locais que permitam entrada de luz geração de e calor. Quartos que não pegam luz e calor devem ser evitados. Jamais use naftalina: Ela imprega seu cheiro nos vinis. Em relação aos estalinhos de energia estática mesmo naqueles discos "zero km", basta lavar! Veja o meu blog http://limpezadevinis.blogspot.com/  e saiba desde já que a água corrente quando você está lavando o vinil com os pés no chão você automaticamente já descarregou via seu corpo toda e qualquer energia estática de um vinil! Certeza absoluta. Mas se quiser dar-se ao gasto de usar pistolas anti-estáticas, no mercado há boas pistolas anti-estáticas. Em relação à limpeza, mais propriamente à lavagem dos vinis, eu prefiro lavá-los manualmente como explico no meu blog Limpeza de Vinis - http://limpezadevinis.blogspot.com/ (Não deixe de visitar, ler, aplicar e se surpreender com os resultados!). Embora saiba da existência de máquinas de lavar discos e excelentes líquidos anti-estáticos e lembrando que todo esse material é importado, eu prefiro o meu método. Outra coisa importante: Líquidos vendidos no comércio de limpeza de vinis, na minha opinião, não limpam nada; são apenas espalhadores de sujeira. É o mesmo que tomar banho de perfume ao invés de ir p'ro chuveiro. Ou jogar água e sabão na lavagem da sua cozinha e não enxaguar! Evite guardar o vinil sem capa plástica, pois as fibras de papelão da capa podem se depositar nos sulcos e também os eventuais microorganismos que vivem no papelão interno, que sabemos, nos vinis antigos, é cru. (Isso para vinis fabricados com capas de baixa qualidade - As capas fabricadas atualmente são de papel cartão de alta qualidade e esse risco já está descartado). Nesses vinis antigos, o ideal seria plastificá-los: Abra a capa com cuidado e use papel contact transparente ou cristal. Facilitará a limpeza da poeira com um simples pano úmido. A Luz solar direta deve ser evitada e em excesso, deteriora o vinil, como qualquer plástico (Raios UVA e UVB). Sempre na sombra. Calor acima de 35° também contribui para endurecer e estragar qualquer plástico, não só o PVC do Vinil LP. Evite. Nunca deixe vinis em carro fechado, pois mesmo que o tempo esteja frio e fechado, o sol pode surgir repentinamente e transformar o carro numa estufa, empenando seus vinis. Evite secar vinis com secador elétrico após a lavagem, pois o vinil é sensível demais à temperatura, especialmente quando essa temperatura é aplicada de maneira não uniforme em toda a sua superfície e não há controle correto da exposição. Na internet há projetos gratuitos de construção de limpadores a vácuo (vacuum cleaner), mas como já disse, a lavagem é suficiente (Método limpezadevinis). Vinis muito empenados podem ser desempenados com duas placas de mármore ou granito, mas tem que ser polidas! Ponha uma embaixo, o vinil no meio e a outra em cima. Elas tem que ficar assim dispostas por um tempo elevado, de mais ou menos uns 3 meses (Você pode retirar depois de 1 mês para verificar o resultado, mas eu deixaria por um mínimo de 2 meses). São experiências de audiófilos de vinil. (Eu nunca tive um empenado por sol ou calor de qualquer fonte que seja).

22. "Deus optou pelo analógico": (Aqui, não me envergonho de colocar o nome do nosso Criador em minha obra, como um louvor e graça a Ele, meu Pai). (Veja o que a Bíblia fala a respeito dos que tem vergonha de Deus). Em princípio, respeito a religião de qualquer pessoa. Mas como este espaço é meu, eu, como muito orgulho, cito Seu Nome. Voltanto ao assunto, o nosso corpo humano é analógico. Reagimos melhor a tudo que é analógico. O mundo é analógico. Os seres todos são analógicos no funcionamento de suas estuturas. O ser humano é analógico. Todo o sistema vital funciona por transmissões analógicas. Nosso cérebro e nosso ouvido comunicam-se analogicamente. Não existe música de informação. Ou seja, não existe música feita de bytes! Música é vibração: o mesmo processo analógico que existe no meu e no seu ouvido é o que dá nascimento a um vinil: a transdução. Deus, quando nos criou, optou pelo analógico. Todos os nossos sentidos utilizam processos analógicos! Deus sabia o que estava fazendo.  

23. Nosso ouvido é analógico. O som, a partir do ar, é potencializado por uma concha que é a nossa orelha. Mais concentrado fica ao entrar no canal auditivo. Ao chegar ao tímpano, começa o processo de transdução: o tímpano transmite as vibrações para o martelo, bigorna e estribo, que por sua vez transmitirão as vibrações ao ouvido interno, onde um líquido transmitirá essas vibrações a células ciliares que finalmente converterão os sinais mecânicos em eletricidade, que, por sua vez, serão transferidos ao cérebro, que analogizará as informações nos dando a sensação de "música".  

24. Diferença objetiva entre analógico e digital, ou melhor, entre o analógico e o numerizado - A grande diferença entre o som analógico e o som "digital" é que o primeiro é proveniente de um sinal analógico real e o segundo é proveniente de um sinal analógico processado, recriado, o que faz com que a gravação digital não tenha a fidelidade que a gravação analógica tem, em função da destruição da onda elétrica senoidal original, parte do próprio processo de amostragem (sampleamento, que é a colheita de uma amostragem a uma determinada taxa prá-fixada - sample rate). E isso culmina em causas para essa inferioridade sonora: A impossibilidade de se levar a onda inteira para dentro do CD (a senóide analógica é um "sampling infinito") os erros de quantização e os erros de leitura, denominados erros de dithering. Dithering, erro de meio-tom, é a adição de ruído aleatório ao sinal para distribuir os erros e minimizar os efeitos auditivos causados por eles, geralmente colocados na região mais alta das freqüências de um CD de áudio, a região "ruim" dos 20 khz exclusive, até os 22.05 khz. (Op. Cit. Iazzetta). Imperfeições no conversor DAC (digital analógico conversor) e no quantizador também podem introduzir sons espúrios, especialmente este último. Segundo tese de pós-graduação em engenharia elétrica de autoria de Christian Gonçalves Herrera (UFMG), ele cita: "a natureza não linear dos conversores na etapa digital-analógica, a realimentação e o fato do ruído proveniente da quantização não ser branco (Ruído branco), introduzem sons espúrios na onda analógica reconstruída". Ele diz: "...um aspecto que merece atenção refere-se à natureza não linear do conversor, à realimentação, e ao fato de o ruído de quantização não ser branco como assumido. Tudo isso leva ao aparecimento de componentes periódicas (limit cycle oscillations) na saída do conversor. Estas componentes podem se situar dentro da banda do sinal de entrada, principalmente em conversores de primeira ordem, o que é extremamente indesejável em aplicações de áudio e voz". Resumindo: O problema do processamento digital de um sinal de áudio (Digitalização de áudio analógico) ocorre por causa do sampleamento (Na leitora de CD) e do erro de quantização (Na conversão, na gravação do master), que irão afetar drasticamente a integridade do espectro sonoro, resultando na metalização do som e deficiência de graves até aqueles que são agregados às freqüências médias. E lembrando sempre que o registro nos sulcos de um LP é um espelho perfeito do sinal analógico gerado pelo som real ao vivo.  

25. A impossibilidade da gravação alta (Acima de +6dB-VU Full Scale) no processo digital, na hora da gravação. Gravação alta não confunde-se com uma reprodução alta, onde outros meios são efetivados para isso. A gravação digital (Full Scale), numa comparação, não é possível com medidores de VU acima de zero decibel SPL como o analógico, indo até +6dB VU SPL dependendo da música (Em média se consegue confortavelmente + 3dB) como facilmente ocorre na gravação analógica - Confira no site do engenheiro americano John Vestman, "Secrets of Mixing". A gravação digital não pode ultrapassar o zero dB Full Scale (Visto no gráfico em movimento ou estático) no nível de gravação. (Já explicamos o porque do termo VU, volume unit [Unidade de volume], vez que o ouvido humano só percebe como dobro da freqüência quando esta é aumentada dez vezes, tendo Graham Bell [daí o deci-Bell - A décima parte do Bell] convencionado 10 x 1 dB RMS a 1 dB SPL, que é a unidade que o ser humano consegue perceber como o dobro. Se isso acontecer, haverá imediata distorção do som em função do erro de clipping, com características inaceitáveis. Óbvio, se o engenheiro não corrigir isso a tempo. É gíria entre os profissionais de estúdio dizer que determinada música está "clipada", como sinônimo de distorcida. Ao contrário, a gravação analógica pode ser alta, com os sinais ultrapassando a casa dos 0 dB VU SPL. É muito comum nas gravações analógicas, o alcance do pico (peak level) superar a casa dos + 3dB SPL, como já dito. É faro corriqueiro. Enquanto isso, o CD só alcança 22.05 KHz Full Scale na sua banda passante, pois o resto é "cortado". O LP, vinil, alcança 48 KHz no espectro de frqüências, a +6dB SPL em determinadas músicas sem distorção harmônica ou musical. Sem dúvida, os agudos serão melhor reproduzidos no LP pois nele há mais espaço para o registro dos sons (Bandwitdth ou largura de panda passante útil de 100 Khz disponível para uso).  

26. ARTE VOLÁTIL. A música no seu estado original é uma arte "volátil", ou seja, desaparece após a sua exibição. Daí a necessidade de ser conservada da forma mais aproximada do original para ser apreciada repetidas vezes.  

27. A gravação digital ou numerizada é uma releitura da arte e não uma leitura, como deveria ser. O propósito de VINILNAVEIA é a luta pela preservação da arte e consciência da música como tão arte intangível quanto a escultura, a pintura, o desenho, a poesia, a rima, o romance... etc. Sabemos que a música, letra mais som só se transforma em arte no momento em que se manifesta fisicamente no ar. Como é necessário "cristalizar" este evento, materializá-lo para posteriormente repetí-lo, surgiu o que se conhece como "gravação". Assim, a energia é armazenada em processos físico-eletrônicos. A primeira materialização da energia sonora se chama transdução, que é a transformação de energia sonora em energia elétrica. No processo analógico, ela só é convertida uma vez (em eletricidade) e depois reconvertida em som. No processo digital, não: há duas conversões até a reconversão em som. E aí é que está o problema: Na medida em que a energia é destruída para transformar-se em mera informação, o processo criativo do artista desapareceu para dar lugar a outro processo criativo, ainda que imbuído de uma retauração do original. A arte é intangível, após a sua criação. Mesmo que o artista a alterasse, já seria outra arte, e não a anterior! É por isso que afirmo que a gravação digital é uma releitura da arte, e não uma leitura como deveria ser. Porquê? Porque o processo digital parte de um sinal analógico, enquanto o sinal analógico parte da onda sonora real! O sinal analógico é a primeira interpretação do real. Já a "onda digital, é resultado de uma amostragem da onda analógica, do sinal analógico. Ou seja, é uma releitura do real, uma releitura da arte-música, som. E mais: uma releitura violadora da arte, e não uma leitura da arte preservada, intacta. É óbvio, que o ideal seria que o som pudesse ser "congelado" em toda sua duração, em um recipiente "fisicamente ideal", impossível até de se imaginar com o que conhecemos sobre ciência hoje em dia. Então o sitema de registrar analogicamente é o que mais se aproxima disso! Conclusão: A arte deve ser respeitada, assim como o seu destinatário, o homem, que tem o direito de acessá-la in natura, sem interferências. De outro modo, não será a arte do artista, mas a do produtor do estúdio. E como é impossível que a música, inclusive as canções, musicadas ou não, sejam geradas diretamente no modo digital, a codificação do analógico (leia-se: digitalização), sempre será uma conspurcação, uma deterioração da arte musical. O propósito de vinilnaveia não é confrontar opções tecnológicas, mas, além de outras coisas, de lutar pela preservação da arte musical, chamando a atenção das pessoas que a música é tão arte quanto uma escultura, uma pintura ou outra manifestação artistica a ser intangida e respeitada.  

28. Os aspectos técnicos devem ser incluídos sim, na disciplina Educação Artística. O mundo precisa ser educado artisticamente em relação à música erudita e não erudita. A apreciação legítima da arte, não só a musical, passa por uma educação artística do seu apreciador. Mas o que se percebe é uma exclusão da arte-música dos estudos da educação artística, que determina critérios científicos para o estabelecimento da relação homem-arte. O reconhecimento do valor da originalidade artística como ponto de partida para uma verdadeira apreensão da arte passa longe da relação homem-música. É necessário que as escolas de educação artística, em nível médio ou superior incluam a 'intangibilidade do produto arte' no processo de conservação musical como requisito a ser estudado e aprofundado, com vistas à preservação de uma legítima relação objetal da arte com o seu destinatário, o homem.  

29. Onde adquirir um toca-discos: (Na internet, ponha "Toca-discos, na busca). Hoje em dia já está mais fácil adquirir toca-discos do que há 5 (cinco) anos atrás quando criei este blog. No Brasil, em São Paulo, opção é pesquisar lojas na Rua Santa Ifigênia, SP-SP. Em todas estas lojas, você encontra marcas de alta qualidade como TECHNICS, NUMARK, STANTON, GEMINNI, AMERICAN DJ e outras de alta-fidelidade. O Toca-discos pode ser encomendado pela internet ou por telefone e chega na sua casa em embalagem segura e transporte especializado. Vale a pena, inclusive pela pequena, mas significativa, redução de preço que a loja lhe dá quando é escolhida a opção de compra pela internet. Lá também você encontra acessórios para eles. Outra boa opção é comprá-los diretamente dos Estados Unidos, pela internet, no site http://www.needledoctor.com . A NEEDLEDOCTOR é a maior loja que conheço de vendas pela internet de toca-discos domésticos, profissionais, estado da arte, nostalgia (TEAC), cápsulas, agulhas, pistolas estáticas e um mundo de equipamentos para disc-jóqueis e audiófilos exigentes do mundo inteiro, com uma página muito fácil de navegar e de comprar. Mas nesse caso, é imprescindível calcular antes o valor do imposto a ser pago quando da entrada do equipamento no Brasil, na alfândega, que no exterior é conhecido como 'sales tax', para que seja conhecido o valor final do investimento.

30. FÁBRICAS DE TOCA DISCOS NO MUNDO Visite os sites abaixo. E não deixe de apreciar o gravador de vinis da Vestax e o famoso "Toca-Discos Instrumento", onde o DJ pode alterar a música, como numa releitura. Clique em produtos > Turntables.
http://www.numark.com/ http://www.stantonmagnetics.com/v2/index.asp http://www.panasonic.com/consumer_electronics/technics_dj/flash.asp http://www.vestax.com/ http://www.geminidj.com/home.html http://www.rega.co.uk/ http://www.roksan.co.uk/ (Record Players - Toca-discos que gravam em vinil virgem) http://www.adjaudio.com/category.asp?category=Turntables

31. O toca-discos é um instrumento? Os Rim-drive, Idler Wheel Rim drive, Belt-drive e Direct drive. Sim, nas mãos dos DJ's eles são sim, pois junto com a reprodução sonora estes artistas agregam sons à música tocada, retirados do próprio toca-discos, funcionando assim como um instrumento ao vivo acrescentado som novo ao som em conserva, o vinil. Também fazem releitura da música, com seus "loops", pausas e outras técnicas mais. A própria VESTAX enxergou isso e criou o toca-discos instrumento, denominado "Controller One", que cria notas musicais independentes do som do vinil, podendo estas serem controladas até através de um pedal que faz parte do conjunto; veja em http://vestax.com/v/products/players/controller_one.html mais detalhes desse produto inédito e vanguardista. Mas quando me refiro ao toca-discos perguntando se ele é um instrumento, quis aguçar a curiosidade para o seguinte ponto de vista físico: o que é um toca discos senão um captador (cápsula e agulha) e um excitador, como o vinil, que se comporta como uma verdadeira palheta de um violão? Ou um arco de violino? Exatamente, os sulcos, na sua movimentação relativa em relação à agulha, fazem-na vibrar, tal qual uma palheta vibra uma corda... Essa corda vibrando, faz ressoar uma caixa de madeira, como no caso do violão. Como o toca-discos não é uma caixa com propriedades acústicas, ele transmite a vibração, tal qual uma guitarra elétrica faz, direto para um sistema de amplificação. Ou seja, resumindo: o vinil se comporta como uma palheta e o conjunto agulha e cápsula, como uma corda! O sistema é o mesmo da guitarra, com a diferença que o vinil possui os movimentos de forma congelada; os sulcos, ali, parados no tempo e no espaço, sempre dispostos a movimentar a agulha de maneira igual; enquanto que a palheta é movimentada por um ser humano, que em cada oportunidade, pratica movimentos diferentes tocando a mesma música, já que a emoção humana faz variar sempre a intensidade da força com que mão e braço imprimem na corda. Ou seja: Do ponto de vista físico, o toca-discos é um instrumento, principalmente na época do gramofone, onde a agulha excitava, não um amplificador, mas um sistema acústico de projeção do som, na realidade, uma verdadeira caixa de som. E para conhecê-los melhor: Toca discos rim-drive são os toca discos cujo prato é movido por uma polia de borracha. Não são bons do ponto de vista da fidelidade: tem muito rumble (Barulho). Mas tem muito torque e foram a solução encontrada, principalmente nos anos 50 para tocar vários discos sucessivamente, que iam caindo no prato, um em cima do outro (loucura!), um peso enorme que só um prato impulsionado a polia conseguiria fazer. O idler já é um misto entre polia e correia: Uma pequena correia de borracha impulsiona a polia de borracha que já não toca diretamente o pino do motor (Polia metálica-eixo do motor). Já os belt-drive são medianos em termos de qualidade (a não ser quando são da categoria audiófilo, como por exemplo, os da Clear Audio Soluction, etc. veja em http://www.needledoctor.com/), se produzidos pela indústria de massa; isto porque o atrito com a polia de metal do motor causa zoada (rumble) ou barulho, produzindo desagradável ruído de fundo; embora haja muitos toca-discos, de marcas famosas como a Numark e a Gemini, por exemplo, onde esse ruído está em níveis aceitáveis, quase imperceptíveis. E finalmente os melhores, os direct drive, onde o eixo do motor está acoplado diretamente no eixo do prato e em razão disso, não existe ruído de fundo produzido pelo motor, visto que foi eliminado o sistema de tração por peças. Uma das maiores vantagens do direct drive também é não precisar trocar a correia e a polia de borracha, que nos outros, se desgastavam com o tempo, além do desgaste da polia de metal (cabeça do eixo do motor) no caso dos rim-drive (tração por polia). Os direc drive da atualidade tem um torque impressionante, coisa em torno de 4,5 kgmf ou acima. Veja por exemplo, os da Numark, em http://www.numark.com/. Atualmente voce pode dividir os melhores toca-discos em dois grandes grupos: os direct drive da indústria, especialmente os feitos para os disque-jóqueis (DJ's) e os confecionados para uma indústria especial, a indústria do áudio audíofilo, uma refinada indústria que surge no mundo inteiro, onde os toca-discos mais baratos já começam na casa dos mil reais (veja estes toca-discos em http://www.needledoctor.com/).  

32. Som digital: Uma imitação do som analógico. O "som digital" nunca será melhor do que o som analógico, além do que foi dito, por uma simples questão: ele é uma imitação do som analógico. A coisa funciona assim: O som analógico é uma imitação do som real, e o "som digital", uma imitação do som analógico. Isto porque não existem microfones digitais, todo o princípio de captura do som é analógico, porque a captura de uma vibração por questões de física, tem que ser analógica, transduzida. O "som digital" que é afirmado como tal na realidade é o processo digital reconvertido em som analógico, já que 0 e 1 não são uma vibração. O processo de gravação digital é apenas uma "depuração" do som analógico na tentativa de "fazê-lo melhorar".  

33. Freqüências que dão corpo ao som do vinil - comentários técnicos extraído de site w.hispamp3.com "De Vinilo a MP3, por Sputnik (junio 2002). Introducción. Cuando apareció el estandard de compresión para CD, a los sibaritas de la buena música nos resultó bastante molesta la gran diferencia del sonido obtenido con el nuevo suporte respecto al sonido que nos ofrecian los cabezales de los antiguos tocadiscos, con sus agujas de diamante, siempre dispuestos a captar cualquier frecuencia, deseada o no, que pudiera salir del surco del vinilo. El estandard digital para cd requeria de una discriminación de frecuencias suficiente como para poder guardar 80 minutos de sonido en el espacio físico del cd. Aunque la digitalitzación nos ofrecia la supresión de frecuencias molestas, como los zumbidos de fondo (hiss) características de las cintas de cassette, y los ruiditos de corriente estática y deterioro del soporte (clicks&pops, rumble) característicos del vinilo, con todo el paquete también desaparecian unas gamas de frecuencias que se consideraban "imperceptibles para el oido humano" y que debian sacrificarse también para lograr alojar esos 80 minutos de música. Pero la consideración no era del todo cierta: esas frecuencias, aparentemente imperceptibles, son necesarias para dotar al sonido de un "cuerpo" que en los vinilos permanecía intacto. Con el estandard cd, los timbres resultaban más pobres, y esto se hacía patente muy especialmente en los bajos. Con la aparición del Minidisc, el problema aún iba más lejos: Nuevamente se trataba de conseguir un mayor ahorro de espacio, y nuevamente se conseguía mediante la supresión de más y más frecuencias, siempre bajo la excusa de "que son imperceptibles para el oido humano". Ahora se trataba de supresiones tan salvages como esta: "De dos frecuencias idénticas que se producen en un mismo instante (muestra) se suprime aquella que tiene menos intensidad (dbs) sin que el oido humano lo advierta". Así, pues, ¿Qué pasa con los armónicos? por ejemplo. ¿Qué son los armónicos, sinó frecuencias idénticas que se sobreponen? Os imagináis que sucede, por poner un ejemplo, si intentamos copiar un concierto de música coral a formato md? Los timbres se empobrecen más y más, y al final nuestro oído se acostumbra a escuchar las cosas de una manera "light", totalmente acorde con los tiempos que corren, de otro lado". (Veja mais em http://www.hispamp3.com/tallermp3/como/f_vinilo1.shtml).  

34 - Reforço nos graves do vinil: aumento de decibéis na onda grave. ]A prensagem em vinil pode ser feita com um reforço extra nos graves, de modo que estes possam atingir mais alguns decibéis da faixa relativa de freqüêcias que o normal, pelo simples encurtamento pela metade do programa musical na gravação. Não é à toa que bandas de Reggae e Hip Hop preferem o vinil, e alguns DJ's mandam prensar em vinil essas músicas. Veja o que diz o site da United Recording Pressing: http://urpressing.com/ , em http://urpressing.com/language.htm (opção "Vinyl Speak"): "A 12" record can hold up to 18 minutes of music per side at 33 1/3 rpm, and up to 12 minutes per side at 45 rpm. A 7" record at 33 1/3 rpm can hold up to 6 minutes per side. However, if your music is fairly bass-heavy, you may want to shoot for a maximum of 4:30 per side in order to insure optimal sound quality. At 45 rpm, a 7" record can hold up to 4:30 per side, or 3:30 per side for heavy bass. Tradução: Um disco de 12 polegadas pode segurar 18 minutos de música de cada lado a 33 1/3 rpm, e mais de 12 minutos de cada lado na velocidade de 45 rpm. Entretanto, se sua música for razoavelmente pesada em graves (heavy-bass), você pode ter um máximo de 4:30 em cada lado a fim de garantir uma boa qualidade de grave. Uma gravação em disco de 7 polegadas a 33 1/3 rpm pode segurar mais de 4:30 de cada lado, ou 3:30 de cada lado para baixos pesados. E porque isso acontece? Porque quanto mais potência v. dá para a agulha de corte para que ela registre graves mais potentes e definidos, profundis, mais movimentos laterais de grande amplitude ela vai fazer, gerando sulcos bastante sinuosos e que por sua vez, ocupam maior lugar no vinil. Dessa forma, para caberem lá, o espaço entre eles é consideravelmente aumentado, encurtando assim, o tempo de música de cada lado do vinil. É evidente também que a máquina de corte tenha uma cabeça que possa agüentar esse aumento de potência. As cabeças atuais, mais modernas trabalham com 650 watts de potência de corte. (Neumman Lathe, Pauler Acoustics, Cutter VMS-82).  

35. Backup analógico em fita magnética de seus CD's: Porquê fazer? Você sabia que os fabricantes de CD's e DVD's não dão garantia aos seus clientes pessoa jurídica, que os compram por atacado? Mas dão garantia às fitas magnéticas? Pois é, como já foi falado neste site, a mídia digital é frágil, imprevisível quanto à sua durabilidade. É um produto, do ponto de vista químico, instavel. A dye e a reflective layer, a camada metálica do CD ou DVD de alumínio, costuma sofrer ataques da poluição atmosférica, do manuseio e até mesmo de fungos originados por bactérias no processo de fabricação, pois é dificílimo controlar a esterilidade de qualquer ambiente que seja, inclusive das máquinas e robôs. Nem exceção fica por conta da layer de ouro de 24 quilates, que oxida também, segundo engenheiros de áudio e ciência da computação (Esses CD's foram criados especialmente para audiófilos de som proveniente de conversão digital). (Cf. Elusivedisc). Há também um outro tipo de ataque, que independe de sua habilidade ou atuação: O próprio toca-CD, quando o mecanismo de bandeja e início de rotação do CD não está funcionando bem, arranha o CD, DVD ou qualquer mídia óptica. (Note que em alguns CD's ou DVD's você encontra arranhões curvos, impossíveis de serem feitos pela mão humana). Pois é, então seu CD pula ou então simplesmente "Dá erro" e não "abre", como se costuma dizer. Poderíamos fazer uma brincadeira e dizer que "CD é como avião: Custa a cair, mas quando cai, mata todo mundo". (É claro que, raro, há acidentes com sobreviventes em aviões). Mas tudo isso é para retratar a fragilidade da mídia digital, que não perdõa determinadas agressões. Uma fita magnética você emenda quando parte; um vinil, você pode consertar o pulo da faixa com uma tampa de caneta "bic" esfregando no local ou simples limpeza; ou mesmo evitando a faixa defeituosa. Nos CD's e DVD's-A ou de vídeo mesmo, você não pode fazer isso. Por isso, sugiro o backup de seus CD's mais importantes, aqueles que v. não quer nem pensar em um dia perder. Um LP e um CD, em pé, numa sala com clima controlado, por 100 anos: Quem chega ao final, intacto? O Vinil, é claro! Um vinil ultrapassa os 500 anos em condições normais de temperatura e pressão. Você sabe qual é o "X" da questão nesse caso? É que os "dados" do vinil podem ser lavados e fica tudo zerinho! E os dados de um CD onde houve penetração do oxigênio pelas porosidades microscópicas do policarbonato, v. não pode "lavar" a camada refletiva! Essa é a razão porque os LP's estão aí, porque v. pode lavar a contaminação deles e no CD você não pode! Esquentando o som de um CD: Simplesmente passe de CD para fita magnética (Cassette)! E você vai se surpreender com uma coisa: Com a gravação de CD para fita magnética, sua música ganha mais grave. Isso é fato. Talvez a faixa dinâmica menor da fita em relação ao CD reponha os médios e agudos excessivos do CD em seu devido lugar, melhorando a equalização final. Talvez a própria equalização do equipamento analógico faça isso, ou os dois conjugados. E as características das cabeças magnéticas - Vide lei de Faraday-Neumann Lenz. Coisas do analógico magnético. Coisas da variação contínua de sinal, base do sistema analógico. Proteja suas músicas preferidas dessa intolerância das mídias digitais, pois não se sabe o dia de amanhã. As fitas magnéticas tem durabilidade indefinida, assim como os vinis. Há lojas e profissionais que limpam fitas com fungos e equipamentos especializados nisso, pelo mundo inteiro. Recentemente foi desenvolvida uma fita magnética capaz de armazenar 8 terabytes de dados, pois as empresas que trabalham com dados estratégicos perderam a confiança nas mídias digitais.

36. Fita magnética de camada dupla récem-inventada com 8 terabytes de capacidade de armazenamento. Fita magnética consegue armazenar 8 terabytes de dados. Matéria de11/08/2006. Fonte: Site Inovação tecnológica - http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=010150060811 Texto na íntegra: "Em tempos de DVDs de alta definição e discos ópticos com laser azul, você saberia dizer qual é o meio de armazenamento digital mais duradouro - aquele que consegue manter os dados intactos por mais tempo? Não se assuste, mas são as fitas magnéticas tem uma vida útil estimada em um século. Poucos fabricantes de CD's-R e DVD's-R garantem a manutenção de dados gravados em seus produtos por mais do que 10 anos. Não é à toa que todos os dados financeiros e empresariais continuam sendo arquivados nas confiáveis fitas magnéticas. É um verdadeiro armazenamento de longo prazo A melhor opção para o armazenamento digital de longo prazo hoje disponível é a fita magnética, que tem uma vida útil estimada em 100 anos. E, uma vez gravada, ela não consome energia para sua manutenção como os HD's e nem dependem da integridade de seus circuitos (Um HD tem um circuito eletrônico que o controla e em caso de falha ou deterioração ["queima"] de um de seus componentes, esse HD não existe mais como mídia). É por isso que empresas e governos utilizam sistemas de armazenamento e backup em fitas magnéticas. A vida útil estimada dos discos ópticos, como CD's-R e DVD's-R, não passa de dois anos (Vide embalagens de CD's, no verso, Sony e EMTEC). Ou seja, uma marca da qual os discos rígidos nem se aproximam, devido ao desgaste constante de suas inúmeras partes móveis e a imprevisibilidade da parte eletrônica, o circuito eletrônico que comanda o HD propriamente dito. http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=sistema-de-armazenamento-digital-de-longo-prazo-evolui-com-a-tecnologia&id=010150080423 . É claro, como todas as demais tecnologias de armazenamento, as fitas magnéticas em geral evoluíram muito. A partícula, por exemplo, das fitas cassetes comuns hoje é quimicamente tratada e tem um áudio melhor. Aproximam-se das fitas de dióxido de cromo. E os cientistas da IBM parecem dispostos a não permitir que uma mídia tão duradoura fique para trás: Eles acabam de bater o recorde de densidade de armazenamento em fitas magnéticas. A nova fita consegue registrar 6,67 bilhões de bits por polegada quadrada - mais de 15 vezes a densidade das melhores fitas atuais. Isso significará colocar 8 terabytes de dados em uma fita LTO ("Linear Tape Open"), o padrão da indústria, com menos da metade do tamanho de uma fita VHS comum. Oito terabytes de dados é mais ou menos o conteúdo de 8 milhões de livros. Para ter uma biblioteca dessas, você precisaria de nada menos do que 90 quilômetros de prateleiras. A tecnologia que permitiu o aumento da capacidade de armazenamento utiliza um novo material magnético chamado ferrite de bário. Também é a primeira vez que a leitura de fitas magnéticas emprega o efeito da magnetorresistência gigante, o mesmo utilizado nos discos rígidos mais modernos. A pesquisa foi feita em parceria com a empresa japonesa Fuji. Os cientistas afirmaram que a nova tecnologia, que emprega uma dupla camada de material magnético, poderá estar no mercado em cinco anos".  

37. O Red Book da Philips. O "Red Book" ou Livro Vermelho é o manual industrial padrão patenteado pela Philips Holandesa para a fabricação do CD de áudio contendo os parâmetros e especificações técnicas que deverão ser observadas na fabricação de todos os formatos do CD e do CD-ROM. Dentre as especificações técnicas, estão incluídas as propriedades físicas do CD, os parâmetros óticos do laser de corte da master glass, os desvios e taxa de erro admissível (BLER - block error), a taxa de correção do sistema de modulação e de erro, canaletas e gráficos do sub-código de cada pista de música. (subcode track). Estipula também o padrão de codificação ou gravação digital (audio digital encoding, de 44.100 a.s). Mais informações podem ser obtidas no site da Philips http://www.licensing.philips.com/information/cd/audio/  
38. Os Decks Reel-to-Reel ou simplesmente, os Decks de Rolo: Os queridinhos dos estúdios de gravação. Nos Estados Unidos, continuam a ser fabricados: Veja no site da OTARI: http://www.otari.com/product/audio/mx_5050b/index.html Os Studer Revox são tradicionais. Os Tape Decks de rolo, chamados lá fora de “Reel-to-Reel ou open decks, possuem excepcional qualidade de som devido à largura de sua fita magnética que permite uma faixa dinâmica e relativa bastante generosa. As larguras de fita nais comuns são as de ¼ de polegada, 1 e 2 polegadas, como as dos Decks profissionais da 3M. São muito caros. Por exemplo: O modelo MX5050B-III de duas pistas da Otari, com fábrica em San Jose, na Califórnia, custa U$$ 5.830,00 fora as despesas de frete e alfândega aqui para o Brasil. Mas e você não quiser investir num modêlo 2009 como esse, hoje em dia está muito fácil adquirir um antigo, vintage, de excepcional qualidade! (Embora não tenha tanta eletrônica embarcada e recursos atuais como os de hoje, justamente por conta da falta de educação sobre qualidade sonora que existe no Brasil, onde privilegia-se muito mais o pequeno tamanho do equipamento em detrimento sonora[!], ignorando que, em áudio, o tamanho é essencial sim, assim como a qualidade dos circuitos analógicos presentes no equipamento). No Mercado Livre, por exemplo, podem ser adquiridos por preços que variam de R$300 a R$1.500. Existem no e-Bay também. Ou entre proprietários. Contudo, o seu estado deve ser criteriosamente avaliado. Mas é nos Estados Unidos, pelo menos por enquanto, que você pode adquirir revisados em estado de “Zero Km”, por um site que é o www.angelfire.com/electronic2/vintagetx/ onde o seu proprietário, que é o próprio técnico, mais uma revisão perfeccionista e minuciosa de todos os aspectos sujeitos a desgaste no equipamento. Inclusive o mesmo descreve em etapas todo o caminho que percorre durante a criteriosa manutenção. Explica também, por que as borrachas de determinados Tape Decks estragam e outras não. E como apoio à revitalização dessas maravilhosas máquinas de áudio, temos um recondicionador de rolopressores, polias de borracha e de tudo que gira e desgasta nestas jóias do áudio analógico, cujo site é o www.srdpc.com/witt/ , nos Estados Unidos, e no Brasil, o Sr. Getúlio e o Sr. Frassetto, em São Paulo; e no Rio de Janeiro, o Sr. Fábio Araújo (Maricá - Itaipuaçú/RJ - Cel. 21-9689-0599). Todas estas dicas você encontra em melhores detalhes no meu blog http://decksderolo.blogspot.com/ ou procure o site do Sr. Frassetto no meu blog http://joaquimcutrimblogs.blogspot.com/ e finalmente, o site onde você tem a sua disposição para venda 56.600 cabeças de gravação de 128 tipos, que é o site http://www.magneticheadcompany.com/ , que era de propriedade do meu amigo Joe Dundovic e hoje está sendo administrado por novo proprietário. Dessa forma, vida longa aos Decks Reel-to-Reel!  

39. O Clube de Atenas, na Grécia. Clubes de "tocadisquistas" se formaram, como o Audiophile Club of Athens, em Atenas (Hellas), na Grécia, cujo enfereço na internet é http://aca.gr/ . Lá se cultiva o refino do refino em matéria de pureza musical em toca-discos. São coleções e coleções dos mais variados toca-discos fabricados por experts, utilizando a máxima tecnologia conhecida pelo homem para retirar destes equipamentos o mais puro e fiel som. Vale a pena visitar o site.  

40. Cápsulas Fonocaptoras P-Mount e Standard - As cápsulas fonocaptoras são vendidas em dois formatos: P-Mount and Standard. A primeira se fixa pela parte de trás da headshell ou do braço. Existem quatro pinos fininhos para isso. A segunda, a standard, é parafusada na parte de cima da headshell e tem também quatro pininhos, mais grossos e que servem para você inserir os quatro fios do braço através das luvinhas (encaixes) metálicas. Não há diferenças de qualidade em se tratando da mesma cápsula, de mesma marca e numeração de fábrica.

41. Onde conprar Cápsulas Fonocaptoras No Brasil você encontra no em vários sites, cujas lojas são em São Paulo. Pesquise com a palavra "agulha" ou "cápsula fonocaptora". Você também pode encomendar pessoalmente, lá fora, em dois bons sites nos EUA: http://www.needledoctor.com/ (O mais completo) e em http://www.lpgear.com/ . Ambos aceitam encomendas através de cartão de crédito internacional e o último, aceita PayPal. Existem muitos outros que no momento não estou listando. Mas atente bem: v. deve estar conhecendo tudo sobre agulhas para saber o que v. vai comprar. Vamos lá: as agulhas estéreo tem de 4 micrômetros a 16 micrômetros de raio de ponta de agulha (Radius tip - raio de ponta de agulha) e podem tocar em discos mono. O inverso não é verdadeiro! Já as agulhas mono, elas tem 25 micrômetros de radius tip e finalmente as agulhas para discos de 78 rotações por minuto, 65 micrômetros. As agulhas podem ser cônicas, elípticas e tipo shibata. Agulhas com formatos que aumentam a pressão ou o contato com a ondulação do sulco (elíptica e shibata) produzem médios e agudos mais definidos e até mais altos, mas, segundo correntes majoritárias de opinião, contribuem para desgastar mais os registros dos sulcos do LP. Mas óbvio que, também para isso, seriam necessárias muitas audições do mesmo LP, o que na prática não acontece com na grande maioria dos casos. As cápsulas também podem se, na ordem de qualidade, moving magnet (MM) (Magneto Móvel) ou Moving Coil (MC) (Bobina Móvel). E finalmente vale registrar que sulcos mono são diferentes de sulcos estéreo. O sulco mono sé possui registros sonoros nas laterais esquerda e direita do sulco, produzindo somente movimentos laterais na agulha; já os estéreo possuem um registro a mais, que fica no fundo do vale do sulco, produzindo assim um movimento axial ou vertical no conjunto agulha-cantilever.

42. A importância do braço do toca-discos: A ressonância. Bom, a coisa mais importante em matéria de toca-discos é o casamento braço+shell+cápsula+agulha. Do ponto de vista da física, são elementos sólidos que estão sujeitos ao fenômeno da ressonância. Quando uma agulha trilha um sulco, ela capta vibrações para transformar em eletricidade dentro da cápsula, que nada mais é do que uma bobina, com campo magnético fixo natural (as de magneto móvel - MM - moving magnet) ou as de campo magnético fixo artificial (as de bobina móvel - MC - moving coil - as mais caras e melhores). Bom, até aí, tudo bem. Só que parte dessas vibrações vai "pelo mundo afora", se propagam, isto é, via contato físico ultrapassam a cápsula, vão para a headshell (estrutura que segura a cápsula e agulha), seguem pelo braço do toca-discos e vão ressoar com a freqüência destes materiais (cantilever [onde a agulha está colada], headshell, cápsula e braço). Dependendo do grau de ressonância, ela se multiplica e volta para onde veio: P'ro cantilever e para agulha, e, dependendo da fase das ondas ressonantes, elas podem anular ou minimizar determinadas freqüências, que a agulha retira do sulco, fazendo com que determinadas faixas de freqüência do áudio soem empobrecidas ou distorcidas. Um exemplo claro disto é o médio "rachado" de determinadas combinações shell+cápsula+agulha+braço. Essa é a importância do braço.  

43. Conversão de LP para CD ou mp3: Válido para efeitos práticos, não auditivos. Segundo o ex-engenheiro do grupo Nirvana, a conversão para mp3 joga 90% do áudio (som) fora. Confira essa afirmação no site "Clube da Vida Moderna - Em LP's. http://clubevidamoderna.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=99:a-volta-dos-lps&catid=265:atividades-esportidas&Itemid=371  

44. Mono e estéreo: Entendendo. Veja tudo em animação e vai entender: http://www.vinylrecorder.com/stereo.html . O som mono atual tem tanto efeito palco quanto o som estéreo, com a vantagem de ter o som completo em ambos os canais. Na minha opinião, o "estéreo" foi mais uma invenção da indústria para vender aparelhos e fazer as pessoas descartarem-se de seus equipamentos monos. Porquê? Primeiro, pela razão já acima explicada. Segundo, porque - Você já reparou? Quando você está diante de uma banda de música, seja de rock, mpb, sertanejo, você por acaso percebe que a guitarra está no canto esquerdo e que a bateria está no canto direito? Ou que a voz do cantor está no canto direito e o triângulo ou flauta no esquerdo? Claro que não! Estão todos os instrumentos na sua frente! O que você percebe é a tridimensionalidade do som, ou o que os audiófilos chamam de "profundidade de palco". Então isso é o que interessa: Profundidade de palco. O resto foi invenção da indústria para vender novos equipamentos a título de "avanço tecnológico". Tanto que muitos audiófilos preferem o som mono, quando eles mesmos não encomendam a engenheiros projetistas seus valvulados mono. Converter LP's em MP3 ou CD é o mesmo que comprar uma Ferrari e colocar um motor de Fusca." (José Augusto, audiófilo de Ribeirão Preto, SP.) Isso. Eu endosso: Passar de vinil p'ra CD ou mp3 é a mesma coisa que tirar um motor de uma Ferrari e colocar o de um Fusca. Sem comentários.  

45. Analfabetismo funcional musical - Música é educação e saúde. A ausência de educação musical é comparável ao analfabetismo funcional, entendo. Seria uma espécie, como intitulo acima, de um "Analfabetismo funcional musical". Partiremos explicando a diferença entre o escutar e o ouvir. No "escutar", nossos ouvidos estão captando tudo, independentemente da nossa vontade e apreciação. É como se estivessem "ligados" 24 horas, e isso é uma realidade até no momento do sono. Ou seja, não podemos desligar nossos ouvidos. É muito comum escutar-se música ante a um trânsito barulhento, com fones de ouvido na rua, no carro com pessoas falando "em cima" da música, em lugares públicos coletivos, como praias, com caixinhas de som em alto volume e até distorcendo, fazendo com que as pessoas gritem para poder conversar, impedindo a conversa em tom normal de voz, sem forçá-la; enfim, em diversas situações semelhantes a essa. A isto eu chamo de "escutar música", não de "ouvir música". Ouvir música é um ritual, que poucos dedicam-se e não sabem o quento de saúde perdem com esse deleite. No escutar, você não aprecia as notas musicais, seus harmônicos e a voz do cantor ou cantora, côro e tudo que nela está. Simplemente porque há uma sobreposição de barulho ambiental ou simplesmente muitas vozes sobrepondo-se à música. Já ouvir música, é um ritual: Você se posta numa sala, num sofá, por exemplo, silêncio total ou quase e assim, de boca bem fechada, ouve! Aprecia a música e a extensão da voz ou vozes do cantor. Ou simplesmente música, erudita ou não, necessariamente não precisa ser uma canção. Neste momento, você está apreciando a música, treinando seu cérebro para cada vez mais perceber sons. Detalhes nesses sons... E este ato, de preferência, deve ser exercitado em um sistema padrão, qual seja o que utiliza, além de uma boa aparelhagem captadora e amplificadora do som que contém na mídia escolhida (LP, CD, SACD, DVD-A, Blue-ray, HDAAC, Fita de deck de rolo, Fita cassette, mp3, wav, etc.), um par de caixas acústicas que cubram todo o espectro sonoro audível, que vai de mais ou menos 7 hertz a 20 kilohertz, embora haja cápsulas de toca-discos que atinjam os 100 Khz e isso não quer dizer que vamos escutar essa freqüência, mas mostra evidentemente a delicadeza do sistema de suspensão agulha-cantilever-elastômero que se traduz na prática na maior capacidade de acompanhar as ondulações do sulco de forma praticamente perfeita - Chamo isso de sensibilidade de trilhagem. (Embora haja controvérsias no sentido de que só escutamos até 15, 20 kilohertz do espectro ou mais, porém, entendo que o corpo também "ouve", não só os ouvidos, mas com os pelos e cavidades do corpo humano [Seios da face, por exemplo, estômago, no caso dos graves e "super-graves"]). Poderíamos comparar esta situação saúde, no que diz respeito à nutrição alimentar, onde, você, para estar saudável, deve estar abastecido de todas as vitaminas que o corpo precisa. No caso, da vitamina "A", passando pela "B", "D" até o Zinco. Assim sendo, recomendaria às pessoas que parassem para pensar neste tema, no que diz respeito a entender a educação musical de áudio como saúde! Não só exercícios e alimentação! Mas música sim, e de boa qualidade escutada em silêncio! Eu insisto nesta idéia de uma "educação musical de áudio", por ser importante para nossa saúde. Nisto está inclusa a educação musical do som ao vivo, especialmente a música acústica, aquela que soa de instrumentos não-elétricos. Ela é a base para a audição. É a referência para os ouvidos e para afinar nossos equipamentos caseiros de som e também a sala, no que diz respeito a algum tratamento acústico - Para evitar excesso de absorção de sons agudos ou excesso de reflexão dos mesmos. Sem isso, sem essa educação musical, nos tornamos verdadeiros analfabetos funcionais musicais, pois escutamos mas não ouvimos. E não temos referencial para um treinamento auditivo. Além disso, resta o engano, pois nossa compreensão do que seja um "bom som" fica obviamente prejudicada. Finalmente, música bem escutada é saúde, mais do que provado estão seus benefícios para o ser humano, o que amplamente já foi divulgado em revistas e em outros meios de comunicação, envolvendo estudos de zonas cerebrais e efeitos inclusive curativos. E por último, a amusia, que é a incapacidade de distiguir qualitativamente sons, o que não se confunde com a falta de referência sonora de boa qualidade, que atinge a geração atual e que é culpa de uma indústria brasileira de equipamentos de som "low-fi", seja, equipamentos de péssima qualidade presentes no mercado, alimentado pela "cultura mp3" que privilegia quantidade e praticidade em detrimento da qualidade. Em época não tão distante, povoavam as prateleiras modulares vindos do Japão e Estados Unidos, por exemplo. Hoje, o povoamento é "Made in RPC'.


Não sou contra a audição para mera distração, descompromissada de uma dedicação exclusiva à música em silêncio de uma sala; aquela onde apenas quer-se a presença da música no nosso quotidiano barulhento; no carro no trânsito; em casa em meio a conversas (Tendo cuidado sempre com o volume da música aliado ao barulho externo); mas defendo a busca de uma audição de qualidade, pois além de referência musical e prazer, é comprovadamente, pelos mais recentes estudos médicos, saúde.

46. Como o CD, DVD-A, DVD, Blue Ray, enfim, todos os formatos são fabricados tendo como base o método CAMADA REFLETIVA DE ALUMÍNIO e cobertura de POLICARBONATO são destruídos pela ação dos FUNGOS da espécie Geotrichum.  Não é novidade que o CD é sujo por fungos. Quantas vezes tiramos da estante aquele CD ou DVD (Enfim, qualquer mídia óptica que tenha como base policarbonato em cima de uma camada de alumínio refletiva) e ele está com alguns "pontos" de fungo. Isso é trivial, comum de ocorrer. Acontece que isso não é um fato tão ingênuo e simples, inofensivo ou incapaz de produzir um dano. É. A longo prazo; embora não se possa determinar esse prazo. Como sabemos, o ar ambiente está cheio de fungos, mais propriamente, esporos de fungos. Basta que haja um espaço de ar inerte, parado, entre uma superfície e outra que a cobre, para que os esporos, sem a presença de vento que os leve, deposite-se nessa superfície e ali, o esporo, que é a semente do fungo, o fará nascer. Logo as hifas surgirão (Hifas são as raízes dos fungos) e será iniciado o nascimento de um fungo, na realidade vários, pois vários são os esporos depositados na superfície favorável ao seu desenvolvimento. (Alguma umidade é necessária, e essa umidade quase sempre está presente, pois é muito comum termos de 50% a 60% de umidade no ar). Iniciado o processo de geração de um fungo, ele não desaparecerá com uma simples lavagem ou um pano seco passado em cima do CD. O que o pano seco ou algodão retira é a parte externa do fungo, apenas. A raiz fica. Ou seja, as hifas ou raízes do fungo ficam. E daí a alguns meses, você terá o fungo nascido no mesmo lugar. Se não fosse esse "joguinho" de poda o fungo e seu insistente nascimento novamente, não haveria problema algum. Bastaria uma limpeza e a leitora do CD estaria livre para ler os dados. Mas o problema grave não estaciona aí: As hifas vão aprofundando-se até atingir a camada refletiva de alumínio (Reflective Aluminium Layer) e, abrindo assim um "canal" de passagem do oxigênio, teremos um furo nesta camada. Aberta uma "solução de continuidade" (Canal por onde passará o oxigênio), estará decretada a futura e irreversível "morte" do CD. Os pontos de oxidação, que produzem verdadeiros furos na camada podem ser visíveis contra a luz. E quando chegarem a um determinado número (200 erros de bloco ou setores defeituosos, também conhecidos como "block errors" ou ainda "bad blocks") o CD parará de tocar. Infelizmente isto é uma verdade. Tenho um CD, de 10 anos que sofre este processo. Já foi copiado, mas infelizmente o original um dia ficará inútil para a escuta. O fungo ataca praticamente tudo na natureza, é o ser vivo mais resistente que há, segundo a biologia. É um ser unicelular ou pluricelular altamente capaz de manter-se vivo e reproduzir-se na natureza. No caso dos que atacam os CD's ou mídias fabricadas pelo mesmo método, são os da espécie Geotrichum e foram descobertos em 2001 pelos cientistas.

Leia a matéria abaixo:
Fungo que ataca CD's é descoberto por cientistas - Fungos da família Geotrichum. Site: -->http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=6018 -->Cientistas espanhóis identificaram uma nova forma de fungo que destrói CD's. A descoberta foi feita por um geólogo do Museu de História Natural de Madri em CD's levados de Belize, na América Central, para a Espanha. O fungo, que pertence à família Geotrichum , ataca as bordas do CD, comendo plástico e alumínio e deixando o disco inutilizado. Cientistas disseram que, embora não seja comum, há registros de casos de fungos que atacaram substâncias artificiais feitas pelo homem, como o plástico, por exemplo. Javier Garcia-Guinea, chefe do Departamento de Geologia do museu, disse acreditar ser o primeiro caso documentado de fungos atacando CD's. Ele disse já ter recebido relatos de ocorrências semelhantes. Este ano recebemos vários e-mails do Panamá, da Costa Rica e da Guatemala descrevendo casos parecidos em países tropicais. O biólogo Marc Valls, do Centro Nacional de Biotecnologia, disse que as pessoas não precisam se alarmar. Segundo ele, o fungo só ataca os CD's em certas condições. Embora este fungo esteja bastante espalhado, ele só pode se desenvolver em alta umidade e alta temperatura, o que não é o caso na maioria das vezes, explicou. Ele apontou o lado positivo da história: a contribuição que o fungo pode dar ao homem na degradação de substâncias artificiais. A natureza é muito sábia e todos os materiais que criamos mais cedo ou mais tarde serão degradados por algum organismo. (O Globo). Observação: Não há essa necessidade de "alta temperatura" como está dito no texto; algo em torno de 35° a 40°. Lógico que não querem nos alarmar. Na realidade prática, basta umidade e ausência indireta de luz solar para a formação de fungo. Outra coisa importante é que só os fungos que deram nesses CD's foram pesquisados e identificados, o que não quer dizer que todos os CD's atacados por algum tipo de fungo no mundo inteiro foram pesquisados e seus fungos identificados. Essa foi uma pesquisa casual e local e não universal. Portanto, vale o cuidado de fazer cópias sempre, até quando a transferência de erros a cada CD copiado não começar a influir na qualidade sonora, pois dados perdidos são sempre dados perdidos e cópias assim sucessivas causam, na técnica, uma espécie de "sampleamento" repetidor de erros (Cópia do setor de dado vizinho ao setor estragado) que acaba por prejudicar a amostragem do sinal codificado no CD (Prejudicando em escala progressiva) o que na prática significa que a cada CD que você copia, você transfere cada vez mais dados errados (O dado perdido jamais será recuperado) até chegar ao limite do prejuízo da qualidade, pois há um limite para copiar a semelhança do setor vizinho ao setor estragado ou corrompido.  

47. Estúdios que gravam somente de modo analógico na produção de vinis. Todas as estapas de gravação são analógicas. -->Estúdios que gravam 100% analógico e em altíssima qualidade usando os famosos microfones Neuman a válvulas.
http://www.opus3records.com/vinyl.html http://www.tacet.de/main/seite1.php?language=en&filename=tubeonly.php&layout=tube  

48. "Bandwidth" útil do Vinil ou Largura de banda útil de freqüências do disco de vinil: O disco de Vinil na hora da gravação tem largura de faixa quase infinita, por ser analógico. Na prática, um vinil novo, bem prensado, tem largura de banda de freqüência útil de aproximadamente 100 hHz de espectro frequencial. Comparando-o ao CD áudio de 16 bits, na gravação, este tem uma "taxa de amostragem" de 44.100 Hz, o que dá uma largura de faixa de banda útil de aproximadamente de 22.05 kHz segundo o teorema de Nyquist. Os analistas do CD argumentam que com uma amostragem de aproximadamente 44 kHz, um som analógico, senoidal de 8 kHz, terá apenas 5 ou 6 amostragens, tornando-o uma escada de sinais "quadrados". Outro problema do CD na gravação e consequentemente, na reprodução, é a quantidade de níveis em amplitude, pois usa tecnologia de 16 bits, o que dá 65.536 níveis em amplitude. Na tentativa de melhorar o que se traduz em um áudio pobre, existem duas tecnologias digitais: O DVD-Audio e o SACD (Super Audio CD). O DVD-Audio tem amostragem de até 192 kHz (96 a.s de largura de banda) por 24 bits em amplitude (16.777.216 níveis em amplitude). O SACD (Da Sony) trabalha com conversores Digitais Analógicos diferenciais, que usam tecnologia de 1 bit por freqüências de amostragem de 1,98 mHz o que não resolve e nem o torna melhor que o DVD-A. Ambas as tecnologias se propõe a dar a mesma qualidade do Vinil, mas isso é impossível. Em igualdade de condições, a qualidade do disco de vinil bem gravado e bem reproduzido é superior. E não poderia ser diferente, pois o LP é cópia direta do sinal do som real, enquanto o CD é uma cópia de uma cópia do sinal proveniente do som real.  "O sinal registrado no CD é uma cópia (Digital) de uma cópia (Analógica) do som ao vivo". E o som do CD, DVD-A ou congêneres, é retirado cada vez de uma maneira diferente, pois o sampleamento nunca é o mesmo; a leitora nem sempre lê os dados da mesma forma cada vez que lê. Já o sinal registrado no vinil é uma cópia do som real, um "espelho" do som ao vivo. O Sinal é lido sempre da mesma forma. Argumentos de que o CD tem uma praticidade que o disco de vinil não tem é o mesmo que comparar lanchonete (boa) com restaurante bom... Na lanchonete, tudo é prático, se como rápido, mas se come bem? Não. "Quebra-se um galho", sabemos. Alimenta-se o corpo para algo imediato. No restaurante, alimenta-se o corpo e a alma. Coisas diferentes. Assim é escutar discos digitais e mp3, em comparação a escutar vinil com o equipamento que ele exige para mostrar suas qualidades. Além do que, "praticidade" é conceito estranho à ciência musical e à percepção musical e artística. Ninguém que realmente deseje aprender a escutar "música em conserva", preocupa-se com essa tal da "praticidade". Mas voltando à questão estritamente técnica, o sistema de conversão digital (Gravação e reprodução) trouxe a propalada "portabilidade", mas é factualmente imperfeito e trouxe um sério prejuízo à educação auditiva (Pela "metalização" dos instrumentos acústicos, como violino, viola, piano, violão, prejudicando a "madeirização" e "aveludamento" do som e dando lugar à metalização e congestinamento de freqüências do som e um evidente prejuízo aos altos agudos, aqueles entre 15 hz aos pobres e limitados 22.05 kilohertz do espectro sonoro, que, nos bons sistemas analógicos, pode chegar a 60 kilohertz do espectro sensível (Vide Cápsulas com esse desempenho). Nem o aumento da amostragem a 28.244 mHz a um bit não mostrou solução para a inexatidão digital (Que é matemática, não é uma invenção e nem preciosismo!). A compressão MPEG" é realmente um problema. A quantização limitada é a "praga" do digital. A limitação de replicagem da onda senoidal a informações geradas por registros que se limitam a números inteiros como o 0 e o 1 é a causa definitiva desse problema, pois a onda original analógica proveniente do som gravado em estúdio exige uma representação matemática em voltagem com "vírgulas", os números são delicados e bem detalhados, algo como 1,23 milivolts, o que no sistema digital é gravado apenas como "1"; e por aí vai, se existe uma "ponta de onda" de 23,45 milivolts, ela será registrada digitalmente apenas como 23 milivolts. Isso é inexatidão grosseira e repercute no som; é uma "pureza" de som do digitalismo que tem um preço alto que é a perda de organicidade da música, prejuízo à nossa percepção correta dos harmônicos das notas, e o corte frequencial, pois a amostragem tem que ser finita por sua natureza falha e limitada; vez que, quando mais se a aumenta, maior a geração de erros (Erros de dither) que "sujam" o som, tirando dele realismo. Isso é fato entre engenheiros. Um exemplo foi descrito pelo engenheiro do Grupo Musical Nirvana, que afirmou em uma linguagem mais coloquial que a gravação digital, especialmente o tal "mp3", "joga tudo fora". Foram, em outra oportunidade, demonstrados graficamente em programa de computador específico para isso, "buracos" tridimensionais do espectro de uma gravação de CD de Rock, onde não se consegue reproduzir corretamente "guitarra distorcida" (Site RockPress, dos Mutantes). (A entrevista ao engenheiro do Nirvana, está na Revista Áudio Som de 08 abril de 2009). Outro especialista que sustenta esses argumentos retromencionados é Doutor Christiam Herrera, professor titular da UFMG e defensor de sua tese de pós-graduação "Modulação Sigma Delta em Áudio", pela PUC-MG. Em outra problemática, que é a da durabilidade e integridade do "áudio armazenado" em informações digitais seria a gravação dos discos digitais em super discos rígidos de computador (HD's). Mas o problema dessa idéia é o sistema eletrônico falível, de controle dos seus multi-discos magnéticos à vácuo e do braço leitor com sua minúscula cabeça magnética. Ou seja, o disco rígido tem uma placa eletrônica que "pifa" e o HD pára de funcionar. Então vemos que, tudo que depende de um eletrônica, está fadado ao insucesso em termos de conservação. Outro problema foi jurídico: A publicidade enganosa (Código de Proteção e Defesa do Consumidor), pois foram prometidos cem anos de durabilidade para discos digitais, o que a indústria não foi capaz de cumprir. Discos digitais só duram, em média, dez anos. Os que ultrapassarem esse termo o terá sido por pura combinação de fatores, como clima, cuidados e material empregado na hora da fabricação. O que os consumidores estão fazendo e já comprovando sem sombra de dúvidas é uma invenção que já nasceu imperfeita; com o "germe da morte", a durabilidade imprevisível e a possível "morte" súbita. Um disco de vinil, se você não o destrói intencionalmente, o tempo não fará isso por você em, no mínimo no lapso de tempo de quinhentos anos. Com discos digitais temos a oxidação lenta e certa pela porosidade natural do policarbonato e susceptibilidade dele (Policarbonato) "virar" substrato de fungo, seja por falha industrial ou fatores externos, (Já que todo ar é oxidante, além de o ar, especialmente o caseiro, ser impregnado de gordura em micro partículas flutuantes, que se depositarão no disquinho). (Tanto que ele é vendido lacrado, perceberam?). Por fim, encerro falando em replicação de som ao vivo, que é algo aproximado do real, pois é  impossível (E até sadiamente indesejável!) a replicação exata do som real (O produzido ao vivo). Nesse raciocínio, o disco de vinil também nunca replicará o som real ao vivo (Em estúdio ou gravação fora dele), mas é inadmissível aceitar-se a destruição ou corrupção dos harmônicos das notas gerando a já conhecida metalização de instrumentos acústicos. Quem "viciou-se" a escutar um somente "som digital", perdeu ouvido, concluo.  

49. Ressurgimento do vinil no mundo: Estamos em 2013... Não preciso mais de dados estatísticos da Nielsen Soundscan para confirmar que não só a produção e venda de discos de vinil cresceu, como o seu reconhecimento como mídia artística e tecnicamente superior, já é fato, já aconteceu.

50. Arquivo: Texto que inagurou este blog em 2005: "Esta excelente e honesta mídia, de belo visual, continua a ser prensada e vendida nos Estados Unidos, Europa inteira, especialmente Grécia (Clube de Athenas), Rússia e Japão, principalmente, onde desperta glamour e confere um ar especial aos que dela desfrutam, além de proporcionar um som verdadeiro e quente. O LP é a onda sonora materializada em suas mãos. A onda perfeita. A onda imaculada. LP's são livros que tocam! Que tocam a sua alma!". (Tive que atualizar o texto em função da volta do vinil, da volta da Polysom e da CONSOLIDAÇÃO DO VINIL NO BRASIL E MAIS AINDA NO MUNDO).
 


SOUND STAGE – EFEITO PALCO. ESTEREFONIA COMO EXEMPLO ERRADO DE DIVISÃO DE CANAIS. E SISTEMA MONO: ELE TEM EFEITO PALCO SIM SENHOR!

O tema é o tal do 7.1 "surround" e a deturapação do termo estereofonia como sinônimo ("Errado!") de "dois canais" portando sons distindos em certos trechos da música. Sabemos que estereo significa apenas 3D ou três dimensões do som, nada mais além. E que som mono também tem sound stage. Defendo que ao som basta o Sound Stage ou efeito palco, e, nada mais.

Não entendo como muitos consumidores por ser da linha do realismo: O tridimensionalismo sonoro existe de uma forma só, (sabemos porque existimos e ouvimos) e não por formas inventadas a pretextos comerciais.

Um orquestra sinfônica é disposta na frente do público - e não com instrumentos atrás ou na frente ou dos lados distribuídos. Da mesma forma, uma banda de rock ou MPB, por exemplo.

O ser humano tem as orelhas dirigidas para a frente, pois são levemente inclinadas hacia adelante; e no máximo, feitas para capturas diretas até 180°. Isso porque as nossas orelhas (Parte externa do ouvido) estão conjugadas com os olhos, cujo conjunto foi feito para prestar atenção para fatos num estreito ângulo de 90°,  tomando como bissetriz a ponta do nariz, mas de forma mais concentrada a 45°. Sons além disso, fazem o pescoço movimentar-se à procura do som deslocado do centro. Quando escutamos um som isolado do centro, ao extremo dos 90°, ou a 90° dessa bissetriz ou a mesmo a 180° em relação a linha reta do olhar fixo, dobramos o pescoço instintivamente e por frações de segundos deixamos de prestar atenção ao que temos em frente. Isso é antinatural em música. Natural numa guerra ou numa desordem numa arquibancada de futebol, tumulto de rua ou coisa que o valha, de onde os sons partem de todas as direções, onde aí o ser humano não está agindo por prazer, mas (utilizando seus ouvidos) por sobrevivência).

Alterar isso é alterar a natureza como fomos concebidos, pois fomos concebidos em matéria de relaxamento, prazer para escutar o que está diante de nós, neste estreito ângulo de 90° realativo à bissetriz, uma espécie de "V", e mais exatamente a 45°, pois sempre nos direcionamos para o cantor e nunca para uma bateria ou ou uma guitarra elétrica, a não ser no momento do solo, mas sempre dentro da faixa dos 90°. Outros sons que chegam ao ouvido, chegam por reflexão necessária para a formação completa da onda sonora que precisa completar o ciclo senoidal, pois o preenchimento sonoro dá-se por ressonância. Isso é fácil de entender quando ouvimos um som em um local 360° aberto e sem fonte de reflexão.

O resto é sempre invenção da indústria para enganar e vender. Repito, eu sigo a corrente do realismo homem/ambiente pautado nos fundamentos médicos e neurológicos.
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Links Interessantes:

1. http://www.tapedeck.org/ 2. http://www.blackmetal.com/cgi-bin/gold/category.cgi?category=search&query=%5Ebycategory7.sql 3. http://www.stockfisch-records.de/stckff/sf_stockfisch_e.html 4. http://www.stockfisch-records.de/paulerac/pa_pauler%21.html 5. http://www.magneticheadcompany.com/ 6. http://contraataxacaodovinilimportado.blogspot.com/ 7. http://www.ebreggae.com/ (Vinis de Reggae). 8. http://www.destakjornal.com.br/noticia.asp?ref=23426  8. http://vinylfanatics.com/analoglovers/
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 Bela aula dada pelo Físico Hilton Barbosa de Aguiar - hiltonbarbosa@hotmail.com No LP, os graves são conservados intactos, enquanto no CD "certos graves" sequer existem. Eles não são perceptíveis ao ouvido, mas são percebidos pelo corpo. Por isso dizemos que o vinil "mexe" com a gente, e não com os ouvidos. Particularmente, se eu quiser ouvir um estilo com mais grave, como jazz, reggae etc., eu ouvirei no vinil. Mas é claro que tem que estar bem conservado, se não estarei ouvindo informação distorcida, o que é muito pior.  Um breve histórico de leis sobre a parte legal da fabricação de Vinis, por William Carvalho, construtor da lendária PolySomBrasil. A fabricação de discos fonográficos – leia-se vinil e CD – seja no Brasil ou em qualquer lugar do mundo, exige o cumprimento de Leis, principalmente as do Direito Autoral (autor e conexo, fonomecânico, editorial, entre outros). No âmbito nacional é estabelecida pela Lei 9.610 de 19 de Fevereiro de 1998, Decreto 4.533 de 19 de dezembro de 2002, Constituição Federal (Título II, Capítulo I, Art. 5.º) e Código Penal (Título III, Capítulo I, art. 184), e, no âmbito exterior, pela Convenção de Berna (Decreto 75.699, de 6.12.75), Convenção de Roma, sobre direitos conexos (Decreto 57.125, de 19.10.65) e acordo sobre aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual relacionados ao Comércio – ADPIC (Decreto 1.355, de 30.12.94), sem os quais, não são possíveis a reprodução, que independe da quantidade e da finalidade de uso.*******************************************************
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ÍNDICE DO BLOG.   1. Introdução aos conceitos analógico e digital. ***2. A produção de um CD e de um AV (Áudio Vinil). ***3. A questão dos sons "guardados" nas mídias. *** 4. Direct Metal Mastering (DMM) - a técnica de masterização direta no metal. *** 5. Limite do registro de freqüências na gravação analógica e na gravação digital. *** 6. É verdade que todo som de um LP sempre vai ter que ter um chiadinho, um estalinho, ou como os americanos chamam carinhosamente "clicks and pops"? ***7. Os vinis atuais. *** 8. A durabilidade de um vinil - "Os vinis são eternos"! ***9. Técnica tradicional de fabricação de vinis - o "estilete quente". ***10. Transdução e Conversão dos sinais dos microfones na hora da gravação. ***11. Os vinis brasileiros dos anos 70 e 80. ***12. Limite de freqüências é o que importa? Claro que não. 13. CD. Pureza de Som. LP: Fidelidade de Som e Pureza Musical. ***14. A curva de equalização padrão RIAA adotada desnatura o evento original no processo analógico? Equalização é distorção? Óbvio que não. Ela não retira a originalidade do sinal original que vem dos microfones na gravação. Acréscimos ou mudanças na curva do sinal não podem ser consideradas distorção. ***15. As diversas curvas de equalização antes da padronização pela RIAA. ***16. A reta infinita: Uma serpente indivisível - A onda sonora original do LP. ***17. CD: Quem canta é o aparelho toca-CD. Obra kitsch, que em sociologia significa algo vulgar. ***18. Insight: O LP é a onda é congelada. O tempo pára no LP. Frase de minha exclusiva autoria. Registrada. ***19. A destruição do sinal analógico no CAD - Conversor de Áudio Digital. *** 20. Tutorial do Professor Fernando Iazzetta da USP (Tenho em arquivo word do original da web, já que o link não funciona mais). ***21. Armazenamento, LAVAGEM, limpeza e conservação do vinil. ***22. Deus optou pelo analógico: Os seres humanos são analógicos. *** 23. O nosso ouvido analógico e o reconhecimento do som do LP como melhor. *** 24. Uma sintética conclusão entre as diferenças entre o CD e o Vinil. ***25. A impossibilidade da gravação além do 0dB-Full Scale -VU no processo digital. ***26. ARTE VOLÁTIL: A música ao vivo "desaparece" no ar. O LP a "congela". *** 27. A gravação digital é uma releitura da arte, e não uma leitura como deveria ser. ***28. Os aspectos técnicos devem ser incluídos sim, na disciplina Educação Artística. O mundo precisa ser educado artisticamente em relação à música erudita e não erudita. ***29. Onde comprar toca-discos de qualidade no Brasil e no exterior - Melhor indicação estrangeira: http://www.needledoctor.com/   ***30. FÁBRICAS DE TOCA DISCOS NO MUNDO - CATÁLOGOS COM FOTOS. ***31. O toca-discos é um instrumento? Os rim-drive, belt-drive e os direct drive: Tudo são referências às borrachas que giram o prato do toca-discos. E o motor. ***32. O som digital: Uma cópia do som analógico. ***33. Freqüências que dão corpo ao som do vinil: O encorpamento dos graves em todas as freqüências do vinil que o tornam mais "quente" ao contrário do metalizado som do CD. Médios brilhantes demais (CD) não significam qualidade. Além da "magreza" de graves do CD. ***34. Reforço nos graves do vinil pelo simples encurtamento do programa musical. 35. Backup analógico em fita magnética de seus CD's: Porque fazer? ***36. Fita magnética de camada dupla récem inventada, com 8 terabytes de capacidade. ***37. O Red Book da Philips: Quase não o seguem mais. ***38. Os Decks Reel-to-Reel ou simplesmente, os Decks de Rolo: os queridinhos dos estúdios de gravação ainda são adorados no mundo inteiro. ***39. O Clube de Atenas: Um pessoal que ama toca-discos! *** 40. P-Mount and Standard Cartriges (Formatos de Cápsulas Fonocaptoras). ***41. Onde comprar cápsulas e agulhas. Tipos de Cápsulas e formato de agulhas. ***42. A importância do braço do toca-discos: Cuidado com a Ressonância entre shell, braço e cantilever. ***43. Conversão de LP para CD ou mp3: Bom para a praticidade, péssimo para os ouvidos. ***44. Mono e estéreo: Entendendo. ***45. Analfabetismo funcional musical - Música é educação. ***46. Como o CD, DVD-A, DVD, Blue Ray, enfim, todos os formatos são fabricados tendo como base o método CAMADA REFLETIVA DE ALUMÍNIO e cobertura de POLICARBONATO são destruídos pela ação dos FUNGOS da espécie Geotrichum, descoberto em 2001 pelos cientistas. ***47. Estúdios que gravam somente de modo analógico na produção de vinis. ***48. BANDWIDTH DO VINIL - Leia com atenção. ***48 - Ressurgimento do vinil no mundo.

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-->http://www.sickoftalk.com/whyvinyl_two.html   O QUE AMO NA DUPLA TOCA-DISCOS E VINIS      1. O “Scan” é mais rápido, em milissegundos vou e volto em qualquer ponto da faixa; Ver a faixa e saber exato ponto onde quer colocar a agulha; Ver a faixa! 2. Enquanto escuto, coloco a capa do LP no quadro de vidro porta-LP na parede para admirar a foto ou fico lendo os textos da história da MPB ou sobre as coisas da vida do cantor e seus relacionamentos musicais. Ou coisas como a carta Londres-Brasil de Caetano Veloso quando estava no exílio. 3. A admirar as belas capas, com fotos ou a arte e me deixar seduzir pelas fotos das belas mulheres cantoras que posam tanto no lado A, quanto no lado B. 4. Gosto tonalmente do LP. Para mim seu som é perfeito por que assim soa nos meus ouvidos, com maior equilíbrio entre médios, graves e agudos ou porque é eletronicamente integral e fiel ao sinal recebido nos microfones. Não há o fatiamento da onda ou sinal. Estalos de estática ou de pequenos arranhões não lhe retiram a beleza do som. Até porque em analógico nada se retira, tudo se acrescenta. E às vezes, quando ponho um LP antigo, desses comprado em sebo, um pouco arranhado, mas limpo ao meu coração, dada a afetividade que ele gera pela importância que foi o resgate memorial daquela época, nem chega nada de estalo aos meus ouvidos. E quando chega, vira um nostálgico barulhinho de chuva. 5. Escutar as músicas no LP sempre da mesma forma como foram gravadas, pois não há interpolação final de conversores, não há a menor mudança no registro cada escuta. 6. Ler os textos técnicos dos LP’s de audiófilo da década de 50. Aprende-se muito, como, por exemplo, saber como o LP foi gravado e as minúcias técnicas de engenharia de som envolvidas. 7. Saber que eu nunca vou precisar trocar meu toca-discos e nem a cápsula da minha agulha, se eu quiser. Toca-discos Direct-Drive duram dez, vinte, trinta ou mais anos... Viram gente da família! Nada é descartável num toca-discos. Só a agulha, que deve ser trocada depois de 500 horas ou tempo semelhante estabelecido pelo dono, para evitar que ela vire uma faca e fatie o sulco do LP. O Meu tem 34 anos de vida e toca maravilhosamente bem. (TD 6000 Polyvox). 8. Saber que eu não vou me limitar a uma única tonalidade de um conversor de uma leitora. Tenho no comércio, principalmente o estrangeiro, um verdadeiro menu de cápsulas e agulhas de todo tipo e marca para experimentar no meu toca-discos. E isso é legal porque a cada cápsula v. tem uma surpresa, um tom diferente, um agudo diferente, médio ou grave também diferentes. Saber que não fico amarrado ao projeto sonoro da fábrica... A cada cápsula e agulha casadas, um som novo. 9. Levantar para trocar de lado A para o lado B. Isso não tem preço e o coração agradece duplamente. 10. Saber que meu LP nunca, jamais, em tempo algum, “vai descer ladeira abaixo” (Ocorre quando o CD pula seguidamente várias trilhas na mesma faixa, por estar arranhado ou defeito de foco da leitora pelo cansaço de seu sistema eletro-mecânico) ou vai olhar pra mim e dizer “ERRO” ou “ERROR” ou “NO DISC”. Ele nunca vai me negar uma relação de amor! Ele me ama e não me deixa no silêncio. 11. Felicidade em saber que se a agulha chegou até o fim do LP sem uma poeirinha agarrada nela, é por que meu LP e está imaculadamente limpo, e não escutei “erros” de registro. Escutei música integralmente pura. 12. Poder comprar ( pelo menos nessa época atual) LP’s, com muita paciência, catando em sebos gerais de livros e tudo, LP’s a 1,00 real! Isso mesmo, levar o LP, por exemplo, “Para Não Dizer Que Não Falei das Flores” do Geraldo Vandré – Camihando e Cantando”ou de uma Orquestra Sinfônica acompanhada de um Coral de Niterói, datada de 1950, pasme, “Zero Kilômetro”, com superfície sem absolutamente imaculada e sem nenhum arranhão! E sulcos sonoramente imaculados, A 1,00 real. (Depois da minha lavagem mágica e criteriosa com tapa-selo). 13. Poder comprar raridades de diversas épocas, 50, 60, 70 e 80, ter os originais da Elis Regina, por exemplo, ter LP’s que jamais sairão em CD, HD AAC ou Blue Ray por motivos comerciais, ou que jamais sairão gravados da mesma forma que foram gravados (masterizações que cortam o fim da música ou um comentário final do cantor, as palmas da platéia, coisas assim..) (Ou pior: Deletam um compasso para a parte do silêncio diminir!!! Eu tenho um CD da Karen Carpenter onde o silêncio entre uma voz e a outra foi diminuído! Isso é acabar com a arte que é a música e uma agressão a quem conhece a referida música!). 14. Admirar o selo do LP, principalmente aqueles que não existem mais, de gravadoras que não existem mais, como a Polygram ou a RCA Victor. Há selos belíssimos! 15. “Babar” nos encartes gigantes que vem dentro dos LPs como por exemplo, os diz Simone e Gal Costa, Joana e Mariah Carey (esta gravou Raimbow em Vinil, lá fora), com seus generosos 60,5 cm X 29,5 a capa da Gal Costa onde ela fica em pé com o microfone na mão, em também generosos 62,5 X 31 cm ou ainda os encartes atuais (2008) da Reedição de 30 anos do Premiado LP Dark Side of The Moon, do Pink Floyd, com seus generosos 52,5 x 78 cm de pura arte! 16. Poder colocar um adesivo dourado quando percebo que o LP que estou escutando teve uma excelente produção, a arranjos e masterização, gravação alta e perfeita principalmente nos graves e médios. Este adesivo (Pimaco) é uma forma que criei para destacar os melhores LP’s da minha coleção em termos de áudio. 17. A possibilidade do engenheiro de áudio colocar o grave que quiser no LP, bastando para isso diminuir o programa total do LP, onde os sulcos que representam os graves ficam mais sinuosos dias passados entre si, elevando a gravação para + 3dB e até + 5dB, óbvio, ultrapassando a marca de zero decibel sem precisar comprimir todo o áudio (achatar o áudio) (como ocorre no CD que não pode passar de zero dB sem “Clippar”, ou seja, distorcer inaceitadamente produzindo ruído mesmo). Há compressores na gravação analógica, mas os compressores analógicos não desnaturam a onda, não a codificam – são totalmente analógicos e só são geralmente usados para conter as “marteladas” emotivas do bateirista (que geram picos!) e aquele soltar da voz onde o cantor não segura sua emoção e aí nem compressor dá jeito, como na música de Elis Regina “Como Nossos Pais”. (Esse “pais” deu trabalho aos engenheiros!). 18. Saber que meu LP não vai morrer ou aparecer morto um dia em que eu quiser e escutá-lo. Certamente morrerei antes deles. Certamente meus netos e bisnetos os escutarão... 19. Saber que, se, ao comprar LP usado num sebo, ele vier com uma faixa irremediavelmente saltando, ou engatando, eu apenas preciso evitar aquela faixa. E o resto do LP está bom. Com um porém: Às vezes a simples troca por uma outra agulha diferente resolve o problema, já que as agulhas nunca tocam 100% e exatamente no mesmo ponto do sulco e nem são afetadas da mesma maneira pela energia dinâmica que produz o “engatar” ou o “saltar” da trilha da faixa, isso pelas diferentes tensões de cantilever que elas tem e seus diferentes formatos, elíptica, shibata, cônica etc. 20. Ver o LP girando... simplesmente... com a bela luz do strobo! São essas as minhas vinte razões pelas quais o LP e o Toca-discos me emocionam profundamente, em todos os sentidos. O único momento triste nesta relação é ter que um dia, despedir-me daquela agulha porque sua vida acabou! Mas alguma coisa tem que morrer, porque os vinis amados não morrem: São como diamantes: São eternos. (Joaquim Martins Cutrim).

E-mail: joaquim777@gmail.com   Audiólogo e alguém que busca pelo saber científico, mas que não dispensa a poesia da vida e o humanismo. Joaquim Martins Cutrim é advogado criminalista, escritor e pesquisador de mídias analógicas e digitais, consultor em som; tendo várias publicações em sites, revistas e jornais. A seguir:  Jornal “Diário Catarinense”,  de 10 de Fevereiro de 2008, encarte de domingo, por Felipe Faria. Ver matéria integral em http://minhasentrevistaspublicadasjoaquim.blogspot.com/ Clube da Vida Moderna – Por Sirlene Sabóia. http://www.clubevidamoderna.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=99%3Aa-volta-dos-lps&catid=265%3Aatividades-esportidas&Itemid=371&showall=1 Site Livrevista, por Camila Fernandes Oliveira. http://www.livrevista.com/article.php?id=758 http://www.livrevista.com/article.php?id=759 Site meus caros amigos – Por Laís Novo. http://www.excelenciaglobal.com.br/noticias/ver/negocios/33066/O%20vinil%20n%C3%83%C6%92%C3%82%C2%A3o%20morreu Revista Vídeo Som de 08 de Abril de 2009, por Nathália Braga. Ver capa da revista e trecho da matéria em http://minhasentrevistaspublicadasjoaquim.blogspot.com/ Juliana Ferreira, formanda em Jornalismo pela UNICEUB – Em PDF. Ver matéria integral em http://minhasentrevistaspublicadasjoaquim.blogspot.com/ JORNAL DO BRASIL - Impresso, edição de domingo de 17 de janeiro de 2010, matéria de Fernanda Malta, tendo saído também no JB On-Line. DIÁRIO DA MANHÃ - Caderno Cultura, em 16 de Dezembro de 2011, circulando simultaneamente nas cidades de Passo Fundo, Erechin e Carazinho, Rio Grande do Sul. Confira mais essa matéria em http://minhasentrevistaspublicadasjoaquim.blogspot.com/. 10ª Publicação; no blog "Insert Cultural", do locutor e jornalista Hugo Kochenborger - www.insertcultural.blogspot.com, de Passo Fundo, RGS.